segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

POLÍCIA PRENDE QUADRILHA QUE ATACAVA GAYS EM SP E OS MARGINAIS CONFESSAM OS CRIMES.

Seis homens foram presos em São Paulo e confessaram, atacar gays nas saídas de boates. A polícia chegou até a quadrilha quando investigava a morte do estudante Bruno Borges de Oliveira, de 18 anos.
Mesmo com todas as evidencias de crime homofônico a polícia de São Paulo investigava a morte como um latrocínio – que é o roubo seguido de morte – e acabou chegando a uma quadrilha especializada em atacar homossexuais, na saída das baladas. Seis suspeitos estão presos. E foram reconhecidos por vítimas de outros ataques.
“Eu tento não me privar de sair porque eu acho que a gente não pode viver refém do medo. Mas a gente vive sob ameaça. Eu não tenho medo normal de ser roubado. Eu tenho medo de apanhar por ser gay”.

O desabafo é de uma vítima desta quadrilha que agredia e roubava freqüentadores da região da Rua Augusta, perto do Centro.
A polícia chegou ao grupo quando investigava a morte do estudante Bruno Borges de Oliveira, de 18 anos.
Há uma semana, Bruno e dois amigos foram atacados depois de sair de um bar gay. Imagens de segurança mostram que os amigos escaparam. Mas Bruno não conseguiu.
“Quando a gente desceu ele já estava morto no chão já”, contou um amigo, que preferiu não se identificar.
Um dos presos, Leonardo da Rosa, de 23 anos, confessou que bateu no estudante usando um skate.
“Eles escolhiam as vítimas por serem gays. Fazia parte do ritual de humilhação subtrair os bens da vítima”, diz o delegado Ruy ferras Fontes, do Deic em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.
A polícia diz que a quadrilha agia sempre na região da Augusta, onde existem muitos bares. Os bandidos passavam a noite circulando pelas ruas mais movimentadas e atacavam as vítimas, geralmente homossexuais, no fim da madrugada, quando eles iam embora.
Na noite do assassinato de Bruno, pelo menos outras três vítimas foram roubadas e agredidas.
“Vieram me deram um soco, tentaram me cercar. Para mim não tem dúvida que isso é resultado de homofobia”, conta uma vítima, sem se identificar.
A polícia disse que muitas vítimas acabam não prestando queixa porque não acreditam que vão recuperar o que foi levado pelos bandidos. E falou que agora, com a divulgação das imagens da quadrilha, muita gente deve procurar a delegacia para registrar outras ocorrências.
Com informações:Uol
Veja o vídeo e denuncie qualquer ataque, pois o seu silêncio é a arma da homofobia!

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