O desfile do bloco Mulheres de Chico, na Praça Antero de Quental, bairro do Leblon, no Rio, tinha tudo para terminar sem nenhum problema.
Só que um morador chamou a polícia ao ver duas estudantes, uma de 18 e outra de 17, beijando-se na boca.
Quando a polícia chegou o morador alegou que aquilo era um ato de pedofilia.O soldado Abílio Cezar Lima Cabral explicou que não se tratava de pedofilia.
O morador inconformado acusou a polícia de "corpo mole" e "prevaricação" e todos foram parar na delegacia no bairro. Foi quando foliões se revoltaram e outras equipes policiais tiveram que ir até o local para conter o tumulto.
A polícia jogou gás de pimenta contra a multidão. O soldado Abílio (foto), foi empurrado e acabou sendo atropelado por um taxi quebrando o tornozelo.
Na delegacia, o delegado Gustavo Valentini concluiu que não houve nem pedofilia, nem homofobia.
— Não houve por parte do denunciante qualquer ato que pudesse ser caracterizado como infração ou mesmo homofobia — disse o delegado.
Para a universitária de 18 anos houve sim homofobia.
— Foi um beijo como qualquer outro de carnaval. Não precisava disso. Foi uma atitude homofóbica que causou uma grande confusão desnecessariamente — disse a estudante, que pediu anonimato.
Além do soldado ferido, dois homens foram indiciados por desacato e resistência à prisão. O morador que provocou toda a confusão tem sido radicalmente criticado pelos moradores do Leblon.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Policiais são punidos por enviar e-mails homofóbicos
Dois policiais da cidade de Leith, na Escócia, foram punidos com base em atos de indisciplina por enviarem e-mail homofóbicos para colegas que fazem parte da Associação de Policiais Gays.
Segundo a denúncia, eles usavam os computadores de colegas de trabalho para enviar as mensagens de discriminação.
O comando da Polícia de Leith confirmou que a dupla foi punida por má conduta, mas não revelou que tipo de punição foi aplicada.
Uma fonte da polícia disse ao jornal "Edingurgh Evening News" que o conteúdo dos e-mails era "sórdido."
Os e-mails foram enviados também para outros policiais da tropa apontando quem os dois acusados achavam que eram gays.
Segundo a denúncia, eles usavam os computadores de colegas de trabalho para enviar as mensagens de discriminação.
O comando da Polícia de Leith confirmou que a dupla foi punida por má conduta, mas não revelou que tipo de punição foi aplicada.
Uma fonte da polícia disse ao jornal "Edingurgh Evening News" que o conteúdo dos e-mails era "sórdido."
Os e-mails foram enviados também para outros policiais da tropa apontando quem os dois acusados achavam que eram gays.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Richarlyson diz ignorar piadas sobre sua sexualidade

Alvo constante da homofobia típica do universo do futebol, o volante Richarlyson, do São Paulo, disse, em entrevista para a "Folha Online", que não se "incomoda" com as agressões verbais dirigidas a ele durante as partidas.
"Não tenho que dar satisfação para torcedor, mas para o Juvenal (presidente do São Paulo), o Ricardo (técnico) e os jogadores. Só depois aparece o torcedor. Tenho sim é que correr por aqueles que me apoiem" ressaltou o atleta.
A polêmica sobre a sexualidade do jogador veio a público em 2007, quando o diretor administrativo do Palmeiras, José Cyrillo Júnior,disse no programa esportivo Debate Bola, da TV Record, que Richarlyson era gay.
Em entrevista para o Fantástico, o jogador negou ser homossexual e disse até ter planos para se casar. O atleta engatou um namoro,mas que acabou não dando certo.

"Não tenho que dar satisfação para torcedor, mas para o Juvenal (presidente do São Paulo), o Ricardo (técnico) e os jogadores. Só depois aparece o torcedor. Tenho sim é que correr por aqueles que me apoiem" ressaltou o atleta.
A polêmica sobre a sexualidade do jogador veio a público em 2007, quando o diretor administrativo do Palmeiras, José Cyrillo Júnior,disse no programa esportivo Debate Bola, da TV Record, que Richarlyson era gay.
Em entrevista para o Fantástico, o jogador negou ser homossexual e disse até ter planos para se casar. O atleta engatou um namoro,mas que acabou não dando certo.

sábado, 11 de julho de 2009
Papa anuncia beatificação de cardeal tido como gay

Seis mártires espanhois assassinados na Guerra Civil serão beatificados pelo Papa Bento VI. Além deles, foi anunciada também a beatificação do cardeal inglês John Henry Newman, polêmico por sua suposta homossexualidade.
Newman nasceu em 1801, em Londres sendo destacado presbítero anglicano, mas, em 1845, convertendo-se ao catolicismo. As idéias do cardeal sobre liberdade de pensamento e a relação da fé com a razão foram reconhecidas pelo Concílo do Vaticano II entre os anos de 1962 e 1965.
A história da vida de Newman aponta para a decisão de aderir ao catolicismo por conta da sua suposta orientação sexual diferente.Para os ativistas gays britânicos não restam dúvidas de que ele era gay.
A suposta homossexualidade tem por base a oração de despedida ao padre Ambrose St. John, escrita por Newman. John era colaborador do cardeal e viveram juntos durante 30 anos.
Sobre o seu amigo Ambrose, o cardela escreveu que o "tinha amado com um amor tão forte como o de um homem por uma mulher."
O ativista Meter Thatchell, uma das vozes que reivindica a homossexualidade do cardeal, assegura que o que Newman escreveu para o padre Ambrose foi uma "saída do armário."
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