quinta-feira, 30 de abril de 2015

SHEHERAZADE DEFENDE CURA GAY E DIZ QUE EX GAYS SÃO DISCRIMINADOS POR MOVIMENTOS LGBTS.

Da Redação Onix Dance.

Se você um daqueles que vivem elogiando e compartilhando os vídeos da jornalista Sheherazade saiba que ela resolveu apoiar a farsa do pastor homofóbico MARCO FELICIANO de que existem ex-gays e que são vítimas de preconceito.

Conhecida por sua verborragia a apresentadora do SBT e da Jovem Pan se achou no direito de dizer que existem ex gays e que os mesmos são vítimas de preconceito por mudarem sua (sic) opção sexual.

Se achando mais uma vez a dona da razão, a moça ainda defende a  também homofóbica e defensora da cura gay Marisa Lobo.

Confira as declarações de Sheherazade e pense duas vezes antes de sair por aí disseminando as ideias pregadas pela mesma.

Em sua coluna no site da rádio Jovem Pan, Sheherazade defende a estapafúrdia atitude do homofóbico pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que convocou uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados pasmem, com nove falsos ex-gays.

“Quero falar de um tipo de preconceito silencioso e pouco difundido que sofrem os chamados ex-gays – homossexuais que, por razões diversas (religiosas, sociais ou de foro íntimo), decidiram deixar a prática ou a condição de homossexuais. (sic) Os ex-homossexuais enfrentam duplo preconceito da sociedade: tanto dos héteros, quanto dos certos grupos LGBT, que os tratam como dissimulados, fingidos ou doentes mentais”, defendeu Sheherazade.

Sheherazade defendeu ainda a atuação da “psicóloga” Marisa Lobo, que há anos tenta lucrar com a farsa da “cura gay”, mas felizmente o Conselho Federal de Psicologia (CFP) impede tais crimes.
E Sheherazade continua com seu discurso preconceituoso e desrespeitoso em favor da discriminação e do ódio difundido pelo pastor deputado:
“Apesar da forte discriminação, os novos héteros (sic) não têm medo de mostrar o rosto, nem de relatar suas sofridas histórias de vida. Vídeos de ex-gays estão se proliferando nas redes sociais, com um alerta em comum: ‘Eu existo’. A psicóloga Marisa Lobo é uma das que apoiam e reconhecem a condição dos ex-gays. Ela está redigindo um relatório para ser entregue à ONU, onde descreve cerca de cem casos de gays e lésbicas que mudaram sua opção sexual”, afirmou a jornalista.

Como se não bastasse, Rachel Sheherazade ainda prega que é importante dar voz aos oprimidos por aqueles que se apresentam como vítimas: “Se gays não têm cura, pois a homossexualidade não é, definitivamente, uma doença, eles têm ao menos o direito de tentar mudar de opção, se assim o quiserem. A isso, damos o nome de livre-arbítrio” .



Sem noção ou bom senso, note que a jornalista declara que somos homossexuais porque optamos, por viver descriminados e sendo assassinados todos os dias somente por amarmos outro homem ou outra mulher.


sábado, 25 de abril de 2015

UNIVERSIDADE DA INGLATERRA LANÇA CADEIRA SOBRE DRAG QUEENS

Os alunos do curso de Arte, Dança e Teatro da Universidade Edge Hill, na Inglaterra, terão acesso no plano de estudos uma cadeira dedicada ao transformismo. Os estudantes vão a partir de Janeiro de 2016, aprender as técnicas performáticas deste gênero de espetáculo, escreve a BBC.
Esta formação é a primeira do gênero no Reino Unido. Os alunos desta cadeira vão aprender como atuar, vestir-se, maquiar e usar o humor. Além disso, vão também estudar teatro gay, teoria sobre identidades transgênicas e ativismo.
“Existe muito mais para estudar nesta arte do que apenas perucas, maquiagem e saltos altos”, diz o professor universitário Mark Edward, autor da ideia. O docente é conhecido por ser o autor e produtor do filme Council House Movie Star (ver vídeo abaixo), no qual veste a pele da personagem Gale Force.

Além dos projetos artísticos e da docência, Edward faz investigação focada no envelhecimento dos artistas e drag Queens, assim como aborda a igualdade para rapazes e homens no mundo da dança.
Fonte:Sol

LENDO ARCO-ÍRIS– DICAS DE LEITURA LGBT

Por Vladimir Libério
"...Ler é Bom! mas,... Excelente É... Ter Lido..." (Autor desconhecido)

Desde que a inscrita foi inventada, que textos inspiram a humanidade através dos tempos e mesmo com a internet tomando todo o nosso tempo, uma boa leitura é indispensável para que além de relaxar, saibamos nos expressar, escrever e claro falar corretamente. Embora exista uma vasta literatura com temática LGBT, ainda temos dificuldade de encontrar e comprar livros voltados ao nosso público. Uma das opções são os E-books e descobrimos sites aonde você tem acesso grátis a obras de autores LGBTs e também pode comprar títulos.
Aqui vamos te indicar algumas opções de leitura tiradas de sites e claro de nossa memória.

ROSA VERMELHA - Glauber Adriano.

Nenhum Amor foi tão longe quanto nessa incrível história que mescla Sedução, Preconceito e Paixão. Gabriel, um garoto que viveu uma infancia solitária luta para alcançar seus objetivos e crescer cada dia mais. Em meio há tantas coisas, Se apaixona por uma linda garota do curso de medicina porém, essa história nos reserva um outro fim! "Rosa Vermelha" trás novamente a discussão sobre gays e família, fazendo uma reflexão sobre os direitos e deveres de cada um. Uma história que pode ser parecida com tantas outras, "Rosa Vermelha" é especial, retrata sentimentos e dores já discutidas, Porém, Sem a necessidade precisa.

Aonde encontrar: 


MEU CORPO MINHA PRISÃO - Loris Ádreon

Este é um livro especial. Nele você vai encontrar a autobiografia de Loris Andreon, uma transexual. É um texto forte, sem meias palavras, onde o melodramático atinge tal nível de expressividade que se torna, pelo próprio tom, parte significativa do drama que expressa. 

Li o livro quando adolescente e de certa forma me encorajou a sair do armário, pois a história de Loris me fez ver que diante de seu sofrimento meu desafio era muito menor e foi, já que tive o apoio de meus queridos pais. Aonde comprar: 

sexta-feira, 24 de abril de 2015

CONDENADO À MORTE POR SER GAY, IRAQUIANO ABRAÇA EXECUTOR.

Um gesto difícil de ser compreendido, tanto quanto a barbárie que não apenas homossexuais, mas todos os cristãos estão sofrendo vítimas desses monstros, sem que o mundo faça nada!
Confira a matéria publicado pelo site Terra... 
Um iraquiano foi apedrejado até a morte por supostamente ser gay. Esta não é a primeira vez que o grupo extremista Estado Islâmico mata homens por uma suposta homossexualidade , mas uma cena chamou a atenção nesta execução, já que o condenado ganhou um forte abraço de um dos executores antes de levar pedradas fatais. As informações são do The Mirro.

A publicação não afirma quando e onde aconteceu a execução do iraquiano.
Em um vídeo divulgado pelo grupo nas redes sociais, é possível ver os momentos anteriores à execução, quando a vítima está vendada e recebe o “carinho” do extremista, que sorri e diz alguma coisa em seu ouvido.

Além disso, a tranquilidade da vítima chega a assustar, já que seria morta de forma tão violenta logo em seguida - no entanto, isso provavelmente acontece devido às drogas poderosas usadas pelo grupo terrorista antes de execuções e desmembramentos.

Uma multidão está presente durante a execução.
Fonte:Terra

PROPOSTAS DE POLÍTICAS CULTURAIS PARA LGBT’S SÃO APRESENTADAS EM BRASÍLIA

Alexandre Santini,
O Comitê Técnico de Cultura de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) do Ministério da Cultura (MinC) apresentou, em reunião realizada nos dias 22 e 23, em Brasília (DF), relatório com uma série de propostas para fortalecer políticas culturais voltadas a esse público.
Os critérios para seleção dos novos membros do colegiado, que será renovado ainda neste semestre, também esteve em debate. 
Entre as sugestões para fortalecer políticas culturais voltadas ao público LGBT propostas pelo comitê estão a criação de grupos de trabalho de cultura nos estados, municípios e no Distrito Federal, a realização de novos editais, prêmios e ações de fomento, a criação de Centros de Documentação e Pontos de Memória de temas relacionados à população LGBT no Brasil e a promoção de atividades sobre diversidade de gênero em escolas públicas.
Pauta prioritária
O diretor da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, Alexandre Santini, destacou que a pauta do segmento é prioritária para o ministério. "Nós incorporamos um conjunto de demandas da sociedade voltadas ao reconhecimento de direitos, e a pauta LGBT é um exemplo disso. Esse público encontra na cultura um ambiente para criar espaços de participação, de controle social e de interação com políticas de outras áreas, como segurança, saúde e educação", afirmou. "Uma secretaria como a nossa, que lida o tempo inteiro com a questão da diversidade, precisa dar toda a atenção a essa pauta".
Representante da sociedade civil no comitê e integrante da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Marina Garlen ressaltou que, de dezembro de 2013, quando foi criado o comitê, até agora, houve avanço em diversos pontos. 
"A própria existência do comitê como um instrumento de participação social é uma grande conquista", destacou. "Mas ainda temos, no entanto, um longo caminho a percorrer e muitos assuntos a discutir, sobretudo em relação à garantia de direitos".
Também foi proposto um diálogo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para o reconhecimento da cultura LGBT como patrimônio. "As artes transformistas, por exemplo, merecem ser reconhecidas como patrimônio imaterial. Queremos que o Ministério da Cultura nos apoie nessa luta", afirmou Marina.
Outras demandas apresentadas foram a criação de uma cadeira permanente de cultura LGBT no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC); Inclusão no Plano Plurianual (PPA) de ação específica para Cultura LGBT, com garantia de recursos orçamentários; incentivo à produção cultural da juventude LGBT, garantindo os recortes de raça, cor, etnia e gênero; realização de inventário nacional com artistas, pesquisadores, entidades, grupos, espaços de sociabilidade e organizações que trabalham com temas relacionados e transversais à cultura LGBT; e a realização periódica de Encontros Nacionais de Arte e Cultura LGBT e outros eventos como seminários, simpósios, oficinas e mostras artísticas, entre outras.
Fonte:Ministério da Cultura

PARCERIA FORTALECIDA! EQUIPE DA REVISTA O BOCA REALIZA REUNIÃO DE PAUTA.

Aconteceu na noite desta quinta-feira 23 de maio na residência de Paulo Diógenes, a primeira reunião de pauta para a próxima edição da revista O Boca, prevista para ser lançada em junho.

Na ocasião além de se discutir o conteúdo e melhorias na publicação a equipe teve a oportunidade de se conhecer e principalmente trocar idéias e claro “beber” na fonte de sabedoria de pessoas como Paulo Diógenes, Gloria Diógenes e Émerson Maranhão.

Nossos onixnautas e os leitores da revista nesta nova edição terão novamente acesso as nossas coberturas que são sucesso desde a edição de setembro do ano passado.
Por enquanto você pode garantir seu exemplar de forma gratuita nas boates e saunas LGBT da cidade.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

5ª ASSEMBLÉIA GERAL DO FÓRUM NACIONAL DE GESTORES LGBT ACONTECEU EM CAMPO GRANDE COM REPRESENTANTES CEARENSES

Aconteceu nos dia 23 e 24 de abril em Campo Grande MS, a 5ª Assembléia Geral Ordinária do Fórum Nacional de Gestores e Gestoras Municipais e Estaduais LGBT, promovida pela FONGES LGBT, uma entidade constituída atualmente por 67 (sessenta e sete) órgãos gestores responsáveis pela coordenação e execução da política LGBT no território brasileiro e que tem o objetivo de fortalecer e promover a institucionalização dessa política.
Como nossos representantes estiveram presentes os Coordenadores de Fortaleza Jorge Pinheiro, do Ceará Narciso Junior e de Pacatuba Samilla Marques.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

HOMEM TRANSEXUAL LIDERA “CORRIDA” PARA ESTAMPAR A CAPA DA MEN´S HEALTH



Ele já tem mais de 50 mil votos e lidera a corrida para aparecer na capa conceituadíssima revista de fisiculturismo norte-americana Men’s Health.

Se ganhar o concurso o gato Aydian Dowling, fará história como o primeiro transexual a estrelar a capa da revista na edição de novembro.
“Embora esteja sempre em luta com o meu corpo, continuo a trabalhar todos os dias para encontrar a paz.” Escreveu ele em sua apresentação.
“Como um homem transgénero, ter um corpo e uma mente saudáveis é o meu objetivo para encontrar paz na minha alma,” explica.

A vantagem de Aydian sobre o segundo colocado que soma pouco mais que 9 mil votos é imensa e se deve muito ao apoio que tem recebido da comunidade LGBT. O rapaz é um ativista na luta por direitos LGBTs e postou em seu canal no  You Tube um vídeo com parte da sua transformação ao longo dos últimos quatro anos aonde usou exercícios físicos para moldar o seu corpo.



Em 2011 ele fundou uma grife para bancar sua cirurgia de retirada das mamas, a Point5cc Clothing, que é uma marca voltada a produzir roupas para homens trans. A marca faz doação de uma cinta para amarrar os seios para quem compra uma camiseta e promove um fundo para ajudar outras trans a realizar a cirurgia. Através de mídias sociais ele é inspiração para mais de 45 mil pessoas.
Aydian ficou famoso além do vídeo no You Tube após postar uma foto no ano passado, pelado imitando o cantor Adam Lavine que tirou a roupa para uma campanha contra o câncer de próstata e testículo. Aydian repetiu a pose quatro anos depois para conscientizar o mundo sobre as lutas da comunidade trans.


Vote em Aydian aqui, pois muito embora a decisão final seja do júri da revista a quantidade de votos pode sim fazer a diferença no final.
Através de mídias sociais ele é inspiração para mais de 45 mil pessoas.
Da Redação Onix Dance com informações: DN Tv e Media





sexta-feira, 17 de abril de 2015

ÁLBUM DE CASAMENTO HOMOAFETIVO É ELEITO O MELHOR DO ANO EM PRÊMIO DE FOTOGRAFIA.

Por Vladimir Libério
Entre 450 trabalhos inscritos o álbum do casamento de Thomas e Juca foi o único a retratar uma união homoafetiva, rendeu ao fotógrafo Rafael Karelisky o 1º lugar no 'Wedding Best' premiação dada na feira Fotografar 2015, em São Paulo.

 "O mundo tem muito mais a vencer com esse álbum, a partir do momento em que todo mundo passar a ver isso como uma coisa normal. É só uma grande história de amor. Poucos casais héteros têm o lance de pele que eles têm. E o fato de serem dois homens não foi fundamental, tanto que no ano passado era um casal hétero", declarou Rafael.

Confira algumas das imagens do casal:


quinta-feira, 16 de abril de 2015

REVISTA FORUM REVELA ÁUDIOS QUE LEVANTAM NOVAS SUSPEITAS SOBRE CASO VERÔNICA BOLINA

Por Vladimir Libério
Com a repercursão que o caso da travesti Verônica Bolina tomou na internet com a divulgação das fotos da modelo desfigurada pela policil após brigar com uma visinha e lesionar um carcereiro, a coordenadora de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, Heloísa Alves saiu em defesa do governo do Estado de São Paulo, inclusive divulgado audios para justificar o tratamento recebido pela travesti, mas segundo a metéria que você confere agora os aúdios só aumentão as suspeitas:

O caso das agressões sofridas pela modelo Verônica Bolina no Distrito Policial do Bom Retiro, em São Paulo, vêm provocando mais revolta à medida em que emergem novas informações. Ela foi detida após se envolver em uma briga com uma vizinha no último domingo (12) e apareceu nas manchetes por ter arrancado parte da orelha de um carcereiro com uma mordida.

Em áudio divulgado pela coordenadora de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, Heloísa Alves, é possível ouvir uma voz, que seria de Verônica Bolina, afirmando que não foi torturada. “Eu agredi e fui agredida. Eles tiveram que usar as leis deles para me conter, então não teve, de nenhuma forma, tortura”, afirma.

No entanto, na tarde da última quarta-feira (15), mais áudios foram descobertos. Em uma das gravações, Heloísa Alves anuncia que Verônica não quer ser usada para fins políticos e que os áudios precisam ser divulgados o mais rápido possível com uma nota do Conselho Estadual LGBT, pois haveria na internet uma campanha afirmando que a modelo foi “torturada nos porões do governo Gerado Alckmin”. Alves explica que não fala isso pensando no governo, mas sim na própria Verônica, que teria afirmado que “não quer ser usada como vítima de governo nenhum”. Em outras gravações, a coordenadora diz, incomodada, que Verônica não foi coagida a dar qualquer declaração. 

No áudio seguinte, Verônica reforça mais uma vez que não foi torturada, afirmando que não deseja ser usada para fins políticos e que só quer sua vida de volta. Nessa gravação, é possível ouvir uma voz feminina aparentemente ditando a fala de Verônica, como se estivesse a lembrando de um roteiro. Para justificar a existência de outra voz feminina ao fundo, Verônica explica, em uma terceira gravação, que havia pedido auxílio a Heloísa Alves durante sua fala, pois estaria muito cansada e não sabia pronunciar a palavra “tortura”.   Apesar da situação, somada ao fato da modelo ter sido exposta em fotos – onde aparece irreconhecível, com o rosto gravemente desfigurado, cabelo raspado e seios à mostra -, a coordenadora Heloísa Alves afirma que não houve nenhuma irregularidade no tratamento dado a Verônica e pede que a “verdade seja restaurada”.


O advogado criminalista Pedro Munhoz, no entanto, afirma o contrário.  “A possibilidade de abuso de poder e tortura não pode ser definitivamente afastada com base em um áudio. A reação da polícia precisa ser moderada e pontual. Os ferimentos no rosto de Verônica não parecem ser resultado disso. Ela deveria ser submetida a perícia”, defende.
Munhoz explica que as agressões contra a modelo, a raspagem do seu cabelo e sua nudez forçada configuram violações de direitos constitucionais e violam regras e orientações objetivas do sistema prisional do estado de São Paulo, uma vez que a resolução SAP 11, DE 30/01/2014, estabelece que travestis e mulheres transexuais têm o direito de manter o cabelo à altura dos ombros e a trajar roupas íntimas femininas, por respeito a sua identidade de gênero e ao princípio da dignidade. “O direito constitucional à própria imagem e à dignidade, é bom lembrar, abarca a todos os cidadãos brasileiros, presos ou não. A maneira degradante como ela foi exposta constitui clara violação”, pontua.
Munhoz também questiona a postura da coordenadora Heloísa Alves. “No caso concreto, em muito me estranha a postura de tentar dar por encerrado um caso em que, claramente, ainda há muito a investigar”, salienta. “Não sei, no entanto, em que condições se deu a gravação do áudio ou se a própria Verônica, por algum motivo, tenha pedido a Heloísa Alves que agisse dessa forma. É preciso ter cautela, a vida de Verônica pode estar em risco. Em última análise, não caberia a ela, mas à Justiça afirmar se houve ou não abuso”, conclui.
À Fórum, o oficial Rafael Moura, do Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, declarou que a Defensoria ainda não estava acompanhando o caso, mas que tomará providências para averiguação assim que dispuserem de mais informações, quando poderão também oferecer assistência a Verônica Bolina.
A Ouvidoria da Polícia de São Paulo também foi procurada por Fórum, mas disse desconhecer o caso. Em ligação retornada uma hora depois, a assessoria da Ouvidoria comunicou que havia gerado um protocolo e enviado ofícios ao Ministério Público e à Corregedoria, para que sejam tomadas providências e o caso de Verônica possa ser acompanhado.
Procurada por Fórum, a coordenadora Heloísa não atendeu às chamadas e a assessoria da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo afirmou que apenas a coordenadora poderia se pronunciar sobre o caso.
É importante lembrar que, independentemente do desfecho, o episódio envolvendo Verônica Bolina não é um acontecimento isolado. “O caso é um resumo de como, ao mesmo tempo, os presos, as pessoas negras e transexuais são tratadas no Brasil. Infelizmente, não é um caso especial, ou incomum. É parte do nosso cotidiano”, diz Pedro Munhoz.
Nas redes sociais, diversas campanhas em defesa da modelo vêm sendo compartilhadas com a hashtag #SomosTodasVerônica.
Matéria publicada originalmente na Revista Forum.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

DCE UNIFOR PROMOVE NESTA QUARTA 15 E QUINTA 16 O SIMPÓSIO LGBT UNIFOR VALE CONFERIR.

Por Vladimir Libério
Diretório Central dos Estudantes – DCE UNIFOR, gestão PODEMOS MAIS, promove hoje e amnhã o Primeiro Simpósio LGBT da UNIFOR: Uma Universidade para a Diversidade na Universidade de Fortaleza – UNIFOR. 
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas durante o dia do evento. 
O evento tem como proposta realizar diversas discussões acerca do tema para a construção de uma Universidade de fato para a diversidade. O evento contará com atividades culturais, cine debate, palestras, mesas redondas e dentre outras atividades.
"Este evento é de extrema importância por conta do atual contexto de discussão sobre direitos sexuais e de gênero na nossa cidade, como também na nossa Universidade." Declarou Rafael Magalhães presidente do DCE UNIFOR.
Confira a programação e não deixe de participar:

sexta-feira, 10 de abril de 2015

OBAMA SE MANIFESTA A FAVOR DE BANIR "CURA GAY" DOS ESTADOS UNIDOS APÓS PETIÇÃO MOTIVADA POR SUICÍDIO DE JOVEM TRANSGÊNERO

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou publicamente terapias psiquiátricas criadas para "curar" jovens gays, lésbicas e transgêneros.
A declaração de Obama foi uma resposta a uma petição on-line que pede a proibição destas chamadas terapias de conversão. Em apenas três meses o abaixo-assinado conseguiu 120 mil assinaturas.
A mobilização foi inspirada pelo caso de Leelah Alcorn, uma adolescente transgênero de 17 anos que cometeu suicídio em dezembro.
Em uma carta postada no Tumblr, Alcorn, nascido homem, afirmou que se matou depois de anos de dificuldades com os pais, cristãos rigorosos que se recusavam a aceitar a identidade que ela acreditava ter, feminina.
"A única forma de descansar em paz é se, um dia, pessoas transgênero não forem tratadas como eu fui... Minha morte precisa significar algo. Consertem a sociedade. Por favor", escreveu a jovem.
Em resposta à petição, Valerie Jarrett, assessora de Obama, escreveu: "Compartilhamos nossa preocupação a respeito dos efeitos potencialmente devastadores nas vidas de jovens transgêneros e também de gays, lésbicas, bissexuais e homossexuais".

"Como parte da dedicação à proteção da juventude dos Estados Unidos, este governo apoia os esforços para proibir o uso da terapia de conversão para menores", acrescentou.

'Peso da Casa Branca'

Com a declaração, a Casa Branca não está pedindo de forma explícita que o Congresso americano aprove uma legislação proibindo estas terapias em todo o país. Mas Mara Keisling, diretora-executiva do Centro Nacional para a Igualdade de Transgêneros, elogiou o comunicado.
"Ter o presidente Obama e o peso da Casa Branca por trás dos esforços para proibir a terapia de conversão é crucial na luta pelos jovens transgêneros e LGBT", afirmou.
A terapia de conversão conta com forte apoio de grupos conservadores e religiosos nos Estados Unidos. Aconselhamento e orações são usados frequentemente nestas terapias para ajudar cristãos a lidarem com seus desejos, quando eles procuram este tipo de tratamento.
David Pickup, terapeuta especializado em terapia de conversão, que trabalha nos Estados da Califórnia e Texas, disseao jornal New York Times que menores não deveriam ser forçados à terapia mas que o desejo homossexual muitas vezes está ligado a algum sério trauma emocional ou abuso sexual.
"Acreditamos que a mudança ainda é possível", disse ele. "As pessoas vão à terapia pois elas podem mudar, porque realmente funciona. Ajudamos as pessoas a se tornarem, realmente, elas mesmas".
Mas, grupos de ativistas que defendem os direitos de homossexuais e LGBT e também grupos de profissionais de saúde afirmam que estas terapias de conversão podem aumentar o risco de depressão ou suicídio.
Os Estados da Califórnia e Nova Jersey já proibiram esta prática. Estados mais conservadores, entretanto, como Oklahoma, analisam legislações para proteger essas terapias de possíveis vetos ou proibições federais.
Fonte:BBC

terça-feira, 7 de abril de 2015

SEXTA DE TODAS AS CORES PROMOVE A ARTE CONTRA A HOMOFOBIA

Neste dia 10 de abril, acontece no Parque das Crianças no centro de Fortaleza, mais uma edição do projeto SEXTA DE TODAS AS CORES, promovido pela Coordenadoria de Diversidade Sexual da Prefeitura de Fortaleza.

O evento tem como objetivo visibilizar a arte transformista LGBT de Fortaleza e combater a homofobia através da cultura.

Na ocasião acontecerá a Feirinha Empreendedora LGBT em parceria com o GRAB(Grupo de Resistência Asa Branca) com a comercialização de produtos diversos e prestação de serviços.

Durante a SEXTA DE TODAS AS CORES o projeto Fique Sabendo Jovem, promoverá testagem rápida de HIV.

SHOWS.

No palco do anfiteatro terá música ao vivo com a cantora Paula Paixão, apresentação de dança com aos grupos Blackout e Divas.

A noite ainda terá shows das divas Lorrana Layser e Camilly Leycker que apresentarão shows especiais.

domingo, 5 de abril de 2015

VALE CONFERIR! HOMOFOBIA SERÁ O TEMA DO 'CONEXÃO REPÓRTER' NESTE DOMINGO

A intolerância aos LGBT será tema da edição deste domingo, 05, do “Conexão Repórter”, do SBT.
O repórter especial Roberto Cabrini investiga os grupos radicais que pregam a violência, o ódio e a intolerância aos homossexuais.
Diz o material de divulgação do programa: “Câmeras escondidas mostram como o preconceito aos gays resiste na sociedade brasileira. Como você reagiria se seu filho fosse homossexual?”
“O conflito de ideias entre os deputados Jean Wyllys, o maior defensor dos direitos dos gays no Congresso, e Jair Bolsonaro, que diz que ter filho gay é falta de porrada.”
A atração vai ao ar logo após o “Programa Silvio Santos”, por volta de 0h.
Com informações:Parou tudo

segunda-feira, 30 de março de 2015

INVASÃO ZUMBI NO METROFOR ASSUSTA E É SUCESSO DE AUDIÊNCIA

Silvio Santos voltou a lançar mais uma pegadinha assustadora após a menina fantasma no elevador, de Chucky na Avenida Paulista e da boneca Annabelle ganhando vida.
Exibida neste domingo (29) no Programa do Silvio Santos, a esquete mostrou zumbis invadindo o METROFOR em Fortaleza. No vídeo, o metrô pára em uma estação e, após uma voz anunciar aos passageiros sobre problemas técnicos, o vagão é infestado de mortos-vivos bem maquiados, com as câmeras escondidas mostrando as reações de pânico das pessoas.
Umas das “vitimas” chega a desmaiar.
Para as gravações da pegadinha, foram usados 70 figurantes, que ficaram quase 10 horas sendo caracterizados como zumbis.
Com informações:CinePop

Assista ao divertido vídeo:

quinta-feira, 26 de março de 2015

“NA LATA!” REPÓRTER DÁ BRONCA AO VIVO EM TORCEDOR POR TERMO HOMOFÓBICO

A repórter Gabriela Moreira, da ESPN, deu um show de cidadania e uma bronca ao vivo em um torcedor do Palmeiras que utilizou o termo "bicha" para se referir ao rival São Paulo. Ao ser perguntado pela jornalista sobre a expectativa em relação à partida, o jovem disse.
“Boa noite, meu nome é Felipe. A expectativa é a gente ganhar dos bichas hoje, 2 a 1 para o Palmeiras”, afirmou.
A repórter deu a bronca. “Rapaz, vou te falar uma coisa, não sei se vai ganhar… Mas com esse bicha? Não à homofobia, né? Você tem quantos anos, 25? Por favor, vamos tentar modernizar um pouquinho este pensamento”, disse.
O jovem ficou visivelmente constrangido com a reclamação da repórter. Ao final da entrada ao vivo, Gabriela  retornou ao assunto. “Rapaz de 25 anos, já pedi para que abra essa cabeça, não à homofobia, vou reforçar aqui”, concluiu.
Nas redes sociais, alguns torcedores aplaudiram a decisão da repórter. "Um palmeirense ficou com cara de lixo agora, AO VIVO, na ESPN. Meteu um 'vamos ganhar dos bichas' e levou invertida da repórter. Bem feito", escreveu um seguidor.
Fonte:Correio da Bahia

sábado, 21 de março de 2015

NÃO SE CALE! SAIBA COMO DENUNCIAR CRIMES DE HOMOFOBIA

Funcionando em todo o território nacional, o Disque Direitos Humanos – Disque 100 é um serviço de atendimento telefônico gratuito, que funciona 24 horas por dia, 7 dias da semana.
O serviço telefônico recebe denúncias anônimas relativas às violações de direitos humanos, em especial as que atingem populações vulneráveis, como a comunidade LGBT, mas também crianças e adolescentes, idosos, deficientes físicos e moradores de rua.
Para fazer uma queixa ao Disque 100, algumas informações são importantes. Além do nome da vítima e seu endereço, é preciso informar o tipo violência (física ou psicológica), quem a praticou e também informações sobre atual situação do (a) agredido  (a) e se algum órgão foi acionado.
Como ainda não há uma legislação que puna especificamente a homofobia no Brasil, as denúncias no Disque 100 tornam-se fundamentais para mostrar aos nossos legisladores a importância de uma lei neste sentido. O dados do serviço telefônico municiam o Estado em suas políticas públicas de atenção a população LGBT.
NA INTERNET
Em caso de crimes de ódio via web, a Polícia Federal disponibiliza um site para denúncias. O site Direito Homoafetivo relaciona advogados em todo o País especializados em questões da comunidade LGBT.
Já a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais relaciona ONGs e projetos de apoio por todo Brasil em seu site. 

Polícia Federal: denuncia.pf.gov.br
Direito Homoafetivo: www.direitohomoafetivo.com.br
ABGLT: www.abglt.org.br
Da Redação Onix Dance com IG

sexta-feira, 20 de março de 2015

TRAVESTI BIANCA ARAUJO FOI ASSASSINADA A TIROS NA TARDE DESTA SEXTA-FEIRA 20 PRÓXIMO A ARENA CASTELÃO

Por Vladimir Libério
Por volta das 14:30 desta sexta-feira 20 de março, a travesti Bianca Araujo foi executada a tiros na Av Pres Juscelino Kubitschek próximo ao cemitério Parque da Paz.

Segundo amigas que entraram em contato com nossa redação Bianca estava ao lado de outras travestis quando um gol branco ocupado por dois homens parou e efetuou os disparos que atingiram a mesma.

Segundo nota postada na página Policia 24 horas até agora não há maiores informações sobre os suspeitos e a motivação do crime.

Mais uma vez esperamos que este crime não fique impune como tantos outros e que Bianca não seja apenas mais uma nesta triste estatística.


VIOLÊNCIA E EXCLUSÃO CAUSAM MORTE PRECOCE DE TRAVESTIS

 Anyky foi expulsa de casa aos 12 anos e acredita estar viva por ter entrado para a militância
Elas se consideram à margem de tudo, até dos que já são marginalizados pela sociedade. A violência vem de todos os lados, seja psicológica, social ou física. E, assim, nesse cenário caótico, envelhecer se torna um desafio. As travestis são vistas quase sempre como um símbolo do sexo, e a perda do vigor da juventude se torna um tabu. Em contraponto ao medo da velhice, para a maioria delas, a saída de casa já vem com uma premissa: o envelhecimento começa no momento em que colocam os pés na rua. A presidente do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual (Cellos), Anyky Lima, 59, afirma que, devido a toda a violência a que são sujeitas ao longo da vida, a maioria das travestis não chega aos 50 anos.

Os motivos são inúmeros, passando pelas modificações no corpo, uso de drogas e doenças sexualmente transmissíveis, a violência das ruas e entre elas mesmas e, finalmente, o preconceito. “Em nossas pesquisas, observamos que 98% das travestis entrevistadas já sofreram violência física – com uso de armas ou agressão corporal. A trajetória da violência começa com a família e segue por uma série de outras coisas ao longo dos anos. É possível inferir que a vida delas é, de fato, menor do que a de outros grupos”, explica o psicólogo e coordenador do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT (NUH), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marco Aurélio Prado.
Para Prado, a expulsão e a saída de casa estão diretamente relacionadas à entrada na prostituição. “Seja por necessidade ou trabalho, são vidas mais vulneráveis. Além disso, é um grupo populacional que tem menos políticas de promoção de direitos”, revela. O especialista ainda acredita que a baixa escolaridade e o afastamento do trabalho formal também são fatores que, com a violência, medem a vulnerabilidade do grupo.
RelatosAnyky Lima foi expulsa de casa aos 12 anos, e foi aí que a transformação começou. Foi batizada pelas amigas na rua e, como única saída para sobreviver, se prostituiu. Ela é uma das poucas que resistiram à pressão de toda a violência a que são expostas.
“Paguei o meu INSS, tenho uma aposentadoria e vivo como posso. Hoje, a sociedade me engole. Mas isso porque eu fui para a militância. Normalmente, não há lugar para as trans velhas. Elas não são respeitadas no bairro, no hospital, e a maioria não tem família. É tudo muito difícil”, conta.
Sissy Lopes já esteve à beira da morte várias vezes, até que resolveu mudar de vida
Outra travesti, Sissy Kelly Lopes, 59, hoje mora em uma casa de apoio para pessoas com o vírus HIV e também milita pela causa. Ela é soropositivo, foi dependente química e concorda com Anyky sobre o fato de que poucas delas chegam à terceira idade. Ela conta que já ganhou muito dinheiro e já morou fora do país, mas tudo isso vai e vem.
“Já sobrevivi a muitas coisas. Mesmo com a Aids, já estive muito mais perto da morte. Passei situações de muita violência e já tive uma overdose de heroína. Foi nesse momento que aceitei a minha doença e decidi me cuidar. Mas não são todas que conseguem tomar essa decisão”, afirma.
Denúncias
Idade
.De acordo com dados levantados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, 70% das denúncias de violência recebidas pelo Disque-Direitos Humanos no Estado de Minas Gerais envolvem pessoas que têm entre 18 e 35 anos.

Perfil. Exceto as denúncias em que não se informa orientação sexual, as travestis são as que mais utilizam o serviço Disque-Direitos Humanos.
Argentina
Na Argentina, parlamentares querem instituir bolsa mensal para travestis, transexuais e transgêneros com mais de 40 anos que morem em Buenos Aires – uma espécie de aposentadoria precoce. O benefício proposto é de 8.000 pesos, cerca de R$ 2,4 mil. A maior parte das travestis no país trabalha em atividade sexual – mais vulnerável à violência e a traficantes.
BÁRBARA FERREIRA PARA PORTAL O TEMPO

TERROR! UM ASSASSINATO A CADA 27 HORAS POR HOMOFOBIA É REGISTRADO NO PAÍS

Dados divulgados pelo Relatório Anual de Assassinatos de Homossexuais no Brasil apontaram que apenas no ano de 2014 cerca de 326 pessoas morreram no país em razão da homofobia. O número significa um assassinato a casa 27 horas. O relatório foi divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB).
De acordo com o grupo, o levantamento é feito com base em notícias veiculadas na imprensa. Ainda segundo o documento, o número de casos cresceu em 4,1% em comparação a 2013. 
Em entrevista ao portal R7, o antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB e coordenador da pesquisa, estimou que todos os dias, no mínimo, um homicídio com motivação homofóbica ocorra no País, o que coloca o Brasil no topo do ranking. “Hoje, 50% dos assassinatos de pessoas trans no mundo acontecem no Brasil”, disse.
Mott afirma que os crimes contra os LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) são marcados pela imprevisibilidade. “A falta de um padrão sistemático, regular da intolerância e da violência é um problema. A única tendência fixa é que sempre são mais gays [vítimas]. Em segundo lugar, as travestis e, em terceiro, as lésbicas”.
O antropólogo também enfatizou que, em termos relativos, travestis e transgêneros estão mais expostos, uma vez que essa população não chega a 1 milhão no País, enquanto a de gays está na casa dos 20 milhões, conforme organizações que atuam junto a esses segmentos. Uma das explicações para essa vulnerabilidade estaria no estilo de vida marginalizado. “Ninguém quer empregar uma travesti. Na escola, elas são humilhadas, expulsas e a prostituição se torna meio de sobrevivência”.
Dos 326 mortos registrados no levantamento de 2014, 163 eram gays, 134 travestis, 14 lésbicas.
Disque 100
Dados do Disque 100, serviço mantido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), apontam que das denúncias de violência homofóbica recebidas no ano de 2014, em 67,10% as vítimas eram homens; 19,45%, mulheres e, em 13,45% dos registros, o sexo não foi informado.
Conforme as estatísticas do serviço, os alvos mais recorrentes são gays (20,05%), travestis (11,57%), lésbicas (9,51%) e transexuais (8,31%). A faixa etária mais vulnerável é a de 18 a 24 anos, que corresponde a 31,71% das vítimas, segundo a SDH/PR.
Com informações do portal R7.