sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PROFESSOR DA UFMA DIZ SER VÍTIMA DE HOMOFOBIA POR PARTE DE ALUNOS

O professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Glécio Machado Siqueira, de 36 anos, diz ser vítima de discriminação por homofobia por alunos do Campus deChapadinha, na região leste do estado Maranhão. O caso aconteceu no mês de outubro.
Em entrevista ao G1, o docente, que dá aulas de física e biofísica para estudantes dos cursos de biologia, engenharia agrícola e zootecnia, afirmou que três alunos de uma turma estariam insultando-o durante as aulas e que já houve uma tentativa de agressão dentro do banheiro masculino da universidade.

"Os estudantes envolvidos usaram palavras de baixo calão, inclusive 'bicha', além de terem dito que os títulos de mestre e doutor foram conquistados em troco de favores sexuais. É lamentável que um estudante não só use palavras de baixo calão, como também, perante os colegas de sala, desafiem minha competência. Não se trata de questionar ou não a metodologia de ensino, o que não se pode é, a pretexto de fazê-lo, achincalhar a formação profissional e a honra do professor", explica.

Por causa da tentativa de agressão, o docente estaria sendo obrigado a utilizar o banheiro feminino da instituição. "Quando estava usando o banheiro, um dos estudantes, ao me ver, saiu aos chutes pelas paredes dizendo que o banheiro era de homens e que bichas deviam fazer suas necessidades no mato. Quando comuniquei tal fato à Coordenação do curso, me foi sugerido tirar uma cópia da chave do sanitário das professoras", relata Glecio.

O professor procurou um advogado, registrou boletim de ocorrência e já comunicou o caso à UFMA. "A Coordenação do Curso de Engenharia Agrícola e de Agronomia foram avisados do ocorrido por meio de ofícios. A Pró-reitoria de Ensino (PROEN) e a Ouvidoria da UFMA foram informados por meio de e-mail, mas ficaram jogando a responsabilidade de apuração do caso uma para outra", diz o advogado Thiago Viana, que é presidente Comissão da Diversidade Sexual da OAB/MA.

"Foi ajuizada ação por danos morais contra um dos estudantes, por meio de advogado particular, e uma queixa-crime, por injúria e difamação, contra os três estudantes envolvidos, patrocinada pela nossa CDS - OAB/MA. O Boletim de ocorrência foi registrado em 18 de outubro e o termo circunstanciado de ocorrência no último 06 de novembro", completa o advogado.
Repercussão
O deputado Jean Wyllys (PSOL), coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT e titular da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, afirmou, por meio de postagem divugada em sua página oficial no Facebook, que recebeu a denúncia do professor nessa quinta-feira (27).
"Recebemos, hoje, a denúncia do professor Glecio Machado Siqueira, do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais da UFMA - Universidade Federal do Maranhão [Oficial], de uma situação muito triste e que, infelizmente, ocorre em diversas instituições de ensino que não se pautam na garantia de um ambiente livre de toda forma de discriminação a professores e alunos", diz o deputado.
O parlamentar afirma que cobrará posicionamento ao reitor Prof. Dr. Natalino Salgado Filho. "Para que esta situação não ocorra novamente, nem seja entendida como uma regra entre os alunos. Esta é uma luta que vai além da questão do mútuo respeito; ela é estrutural, e precisa ser combatida!", conclui.
UFMA
Em nota encaminhado ao G1 nesta sexta-feira (28), a Administração Superior da UFMA diz que repudia qualquer tipo de discriminação e que está apurando os fatos para decidir quais providências serão tomadas.
Fonte:G1

terça-feira, 25 de novembro de 2014

CHINA TERÁ CERCA DE 40 MILHÕES DE HOMOSSEXUAIS

A população homossexual chinesa rondará os 40 milhões, segundo estimativas citadas esta segunda-feira por um jornal oficial a propósito do sucesso da “Blued”, a primeira aplicação (‘app’) da China para promover a cultura ‘gay’, lançada há dois anos.
Aquele número equivale a apenas 3% da população chinesa, mas representa um acentuado aumento em relação ao que era habitualmente estimado.
A atitude de Tim Cook, CEO da Apple, que há cerca de um mês se assumiu publicamente como homossexual, “foi um grande encorajamento”, disse ao China Daily o fundador daquela ‘app’, um antigo polícia chamado Geng Le.
Com 15 milhões de utilizadores registados e visitada diariamente por três milhões de pessoas, a “Blued” é considerada a mais popular aplicação para homossexuais do mundo inteiro.
A “Blued” já conseguiu um investimento de 30 milhões de dólares para melhorar os seus serviços, nomeadamente a criação de uma rede para lésbicas, e está a planear mesmo uma OPV (oferta pública de venda), disse o China Daily.
A OPV “celebrará cultura ‘gay’ e negócios e, mais importante do que isso, demonstrará a crescente tolerância social no país”, afirmou Geng Le.
Até 2001, a homossexualidade fazia parte da lista de perturbações mentais identificadas pela Sociedade Chinesa de Psiquiatria.
Num estudo divulgado em 2010, um investigador da Universidade de Qingdao, Zhang Beichuan, estimava que haveria na China cerca de 30 milhões de homossexuais, entre os quais 10 milhões de lésbicas.
Fonte:O Observador

TRAVESTIS REVELAM ROTINA DE ABUSOS EM UNIDADES PRISIONAIS ONDE NÃO HÁ 'ALA GAY'

“Travesti responsável por comercializar drogas. A primeira palavra que eles puseram no meu B.O. (boletim de ocorrência) foi travesti. A sociedade em si discrimina muito”. Com essa fala, a transexual feminina Liz Vitoi, de 26 anos, irrompe a tela do premiado documentário A ala, do jornalista Fred Bottrel, que estreou semana passada. Com cachos longos e louros, eleita Miss Trans Prisional, Liz revela detalhes sobre a rotina da ala criada especificamente para homossexuais no Presídio de Vespasiano, na cidade de mesmo nome, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

“Se cortarem meu cabelo, eu me mato”, avisou Liz, ao ser recolhida por furto na cela masculina de uma cadeia do interior mineiro. Na época, ela se rebelou contra o procedimento padrão para homens presos, que exige raspar a cabeça, eliminar adereços, cortar as unhas e vestir o uniforme da prisão. Ela e outros 105 presidiários em Minas Gerais assinaram um termo de reconhecimento de homossexualidade, 
como forma de se proteger da homofobia dentro das celas. 


Sessenta e um dos homossexuais estão na prisão temporária, em Vespasiano. O restante cumpre pena em regime fechado em São Joaquim de Bicas, na primeira “ala gay” do país, criada em 2009, que continua em funcionamento. A tentativa de fazer o mesmo no estado da Paraíba não foi para frente. Este ano, resolução da Secretaria Nacional de Direitos Humanos determinou a ampliação da medida para todos os presídios do país.
MUTILAÇÃO 
Uma das inspirações para o surgimento da “ala gay” em Minas foi o contundente depoimento da travesti Vitória Rios Fortes, de 28, enquadrada por tráfico em 2009. “Eu era obrigada a ter relação sexual com todos os homens das celas, em sequência. Todos eles rindo, zombando e batendo em mim. Era ameaçada de morte se contasse aos carcereiros. Cheguei a ser leiloada entre os presos. Um deles me ‘vendeu’ em troca de 10 maços de cigarro, um suco e um pacote de biscoitos”, denuncia Vitória, que passou a mutilar os braços para chamar a atenção da diretoria da penitenciária na época. 

“Tenho uma cabrita para treta” é a espécie de 
senha usada entre os presos das unidades carcerárias para homens, quando alguém dentro da cela se referia aos serviços prestados pelo preso com outra orientação sexual. “Fiquei calada até o dia em que não aguentei mais. Cheguei a sofrer 21 estupros em um dia. Peguei hepatite e sífilis. Achei que iria morrer. Sem falar que eu tinha de fazer faxina na cela e lavar a roupa de todos. Era a primeira a acordar e a última a dormir”, desabafa. 

“Dentro das cadeias, as travestis são usadas como moeda de troca entre os presos”, compara Walkíria La Roche, coordenadora de Diversidade Sexual do governo de Minas. Ela conta ter ficado quatro dias sem dormir depois de ouvir relatos semelhantes aos de Vitória, em visitas aos presídios. Com a equipe, passou a conceber um projeto capaz de proteger a integridade física das prisioneiras no estado. “Muitos evitavam declarar a homossexualidade dentro da prisão para não sofrer preconceito. Nem todo gay é afeminado, mas as travestis e transexuais já trazem isso no crachá”, compara. Na resolução 
federal
, esses gêneros podem optar por ser transferidos para unidades prisionais femininas. Nos outros casos, é também opção do preso declarar-se ou não homossexual.
Realidade em FILME

As falas de travestis, drag queens e transexuais costumam ser exploradas em programas de humor, memes na internet e bordões de stand ups. Em seu documentário de estreia, o jornalista Fred Bottrel, conta que a primeira parte de A ala conseguiu arrancar risos da plateia no Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade, em São Paulo. Na segunda parte, porém, o efeito foi de choque. “As pessoas estão habituadas a rir das travestis, mas houve um momento de parar e começar a entender que não é tão legal assim quando a travesti conta que a mãe foi morta na frente dela, quando tinha 14 anos”, afirma o diretor.

Apesar de revelar passagens trágicas da vida delas, os presidiários continuam brincando com as situações ao longo do documentário. “Não há problema em rir daquele que é diferente, desde que não seja por se sentir superior a ele. Com a exibição do documentário, a gente está aprendendo a rir delas, junto com elas. O melhor é poder rir com consciência”, ensina o jornalista mineiro, que trabalha no Correio Braziliense,dos Diários Associados, em Brasília.

Fred Bottrel gastou cerca de seis meses com a produção do documentário, que explorou um tema mantido em certo sigilo dentro do próprio sistema prisional. “Como é que ninguém nunca se interessou por ouvir essas pessoas? Elas merecem ser ouvidas”, defende
 o jornalista. Em maio, ele esteve em Minas para as gravações. O curta ficou pronto em junho. Na sua primeira exibição, faturou prêmio de melhor documentário pelo júri popular e menção honrosa pelos jurados do festival.
Palavra de especialista

Carlos Magno, 
presidente da ABGLT 

Vulnerabilidade permanece


“Na verdade é uma medida paliativa frente a uma situação de vulnerabilidade da população em privação de liberdade no Brasil. Se a dignidade humana estivesse sendo respeitada nos presídios, não seria necessário ter ala específica para LGBT. 
continua existindo abuso de heterossexuais com heterossexuais nas cadeias. Com os homossexuais, a vulnerabilidade é maior. Não há só uma relação de poder estabelecida, mas também de preconceito que leva à violência física. É aquela coisa do ‘vamos abusar de você para você aprender a virar homem’. É um absurdo”
Com informações: O estado de Minas

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

PAI É AJUDADO EM FÓRUM ONLINE AO DESCOBRIR QUE FILHO É GAY

Se você descobrir que seu filho é gay sem que ele te conte, o que você faria? Sem saber COMO conversar com o filho sobre sua orientação sexual, um homem pediu ajuda para usuários do fórum Reddit. A sua preocupação em ajudar o adolescente que não se abria com ele comoveu várias pessoas que decidiram o ajudar.

Ele postou: "Eu descobri que meu filho de 13 anos é gay. Ele não me contou, mas quero apoiá-lo. O que posso fazer?"
O homem conta que ficou agoniado ao encontrar no histórico de buscas do browser, no iPad do rapaz, frases COMO “sou gay, o que faço agora?”.
Foi então que resolveu ENTRAR no fórum com o desabafo:
“Tenho 38 anos, e sou um pai solteiro de um garoto de 13 anos, 14 daqui a quatro meses. Outro dia eu pedi o iPad dele emprestado, e ele deixou que eu o usasse. Depois da primeira busca que fiz no Google, percebi que ele havia esquecido de apagar seu histórico, e várias das buscas que ele realizava seguiam a linha “sou gay, o que faço agora?”. Eu o amo não importa o gênero [da pessoa] que ele ame. Para falar a verdade, quando eu era pouco mais velho que ele, tive alguns casos com outros caras, o que meu filho não sabe. Então eu o apoio 100%. Ele me parece um pouco deprimido nos últimos tempos, não tem se comportado de maneira tão alegre quanto de costume, e eu quero desesperadamente contar para ele que eu o amo, independentemente da sua sexualidade. Quais são minhas opções? Devo esperar até que ele me conte? Devo tocar no assunto? Estou preocupado que, se eu não toque no assunto, ele CONTINUE se preocupando com isso sem necessidade. Obrigado”.
MAIS de 300 comentários foram publicados no post para tentar ajudar o pai em apuros. Daí começaram a aparecer sugestões.
Um pai que passou pela mesma experiência deixou seu conselho: “Você não pode deixar o medo do que irá acontecer impedi-lo de fazer o que precisa ser feito”.
Outro usuário anônimo disse: “Você sempre pode tentar uma tática tão sutil quanto um trator e perguntar para ele o que ele pensa sobre casamento gay ou qualquer outra coisa quando você dois estiverem ouvindo sobre isso na TV ou no rádio. Ele ficará desconfortável e não responderá GRANDE coisa, então você poderá compartilhar sua opinião e deixar claro que, sendo gay ou hétero, você o amará incondicionalmente”.
Uma SEMANA se passou e o pai retornou ao fórum para contar o desfecho da história.
“Muitos sugeriram que eu deveria dar dicas de que eu não vejo problema em ter um filho gay, mas deixar ele falar por conta própria as palavras ‘eu sou gay’, o que eu achei uma ótima ideia. Comecei a conversar com ele sobre as notícias em geral. Por exemplo, falei o quanto incrível era o Tim Cook (CEO da Apple) se declarar gay, e perguntei o que ele achava disso. Eu esperava que ele desse uma resposta normal de adolescente, como “é… boa” ou algo assim, mas, na verdade ele me respondeu com detalhes, o que eu achei excelente, porque, pela primeira vez em muito tempo, tive uma conversa com meu filho que foi realmente gratificante. Eu também queria falar para ele que eu percebi que ele não tem se comportado de forma tão alegre como de costume, então eu soltei todo aquele clichê: “Eu te amo de qualquer jeito, eu só quero ver você feliz”, mas, dessa vez, não consegui uma reação muito além de “é, eu sei”. No dia seguinte, quando eu fui buscar ele na escola, resolvi perguntar sobre as PAQUERAS dele, e fiz questão de não usar palavras que indicassem gênero. Em vez de “ele” ou “ela”, usei termos genéricos."
E então a conversa foi da seguinte forma:
Pai: Então, você está afim de alguém?
Filho: Hmmm, não… Talvez.
Pai: Uaaaaau, quem é a pessoa de SORTE?
Filho: É só alguém da minha aula de francês…
Pai: Certo… E o que você curte nessa pessoa?
Filho: Ah, coisas.
Pai: Ok, mas tipo o quê?
Filho: Sei lá, uns negócios legais.
O pai conta que, no mesmo dia durante o jantar, houve alguns minutos de silêncio, e o adolescente disse: “Na verdade, eu queria te contar uma coisa no carro, mas eu fiquei com medo de provocar um acidente. Eu sou gay”.
Foi então que o pai respondeu: “Você sabe que eu amo você muito, certo?”. Ele se levantou e deu um forte abraço no filho e os dois caíram em lágrimas. 
"Depois do jantar, nós dois nos deitamos no sofá de pijama, enquanto eu assistia a um programa no COOKING Channel e ele jogava em seu iPad. Eu estava com um braço em volta dele, e ele apoiou a cabeça em meu peito, e tudo que eu pensava era que eu era o pai mais feliz do mundo naquele momento”.
Fonte: O Tempo

 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

6ª PARADA PELA DIVERSIDADE SEXUAL DA PACATUBA ACONTECE NO DOMINGO DIA 30 DE NOVEMBRO

Com o tema "NA PACATUBA QUE A GENTE QUER, NÃO CABE  HOMOFOBIA." acontece no domingo 30 de novembro a 6ª Parada pela Diversidade Sexual da Pacatuba.
A concentração será a partir das 15 horas no Portal do Turismo ao lado da SEFAZ.

Entre as atrações estão a banda Forró na Veia e o DJ Italo Magno.

HOMOFOBIA A REALIDADE BRUTAL DE UM CRIME QUE O BRASIL NÃO RECONHECE! A CADA HORA, UM GAY SOFRE VIOLÊNCIA NO BRASIL; DENÚNCIAS CRESCEM 460%

A cada hora, um homossexual sofre algum tipo de violência no Brasil. Nos últimos quatro anos, o número de denúncias ligadas à homofobia cresceu 460%. Segundo números obtidos pelo jornal "O Estado de S. Paulo" , o Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDHPR), registrou 1.159 casos em 2011. Neste ano, em um levantamento até outubro, os episódios de preconceito contra gays, lésbicas, travestis e transexuais já superam a marca de 6.500 denúncias.
Os jovens são as principais vítimas dos atos violentos e representam 33% do total das ocorrências. A cada quatro casos de homofobia registrados no Brasil, três são com homens gays. Estudante de Direito na USP, André Baliera, de 29 anos, foi espancado em 2012 por dois homens no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Ele voltava a pé para casa pela Rua Henrique Schaumann quando dois jovens o ofenderam por causa de sua orientação sexual. Depois de uma discussão, acabou agredido pela dupla.
"Nos primeiros dias, não saía de casa. Fui ao psiquiatra, tomei remédios e fiquei seis meses sem passar na frente do posto em que fui agredido", conta Baliera. Quase dois anos depois, receio e medo ainda estão presentes no dia a dia, assim como o preconceito. "Em junho deste ano, estava com meu namorado assistindo a um filme em Santos e fomos xingados de ‘viados’ dentro do cinema. Chamei a polícia na hora", disse.
Para a SDHPR, o crescimento das denúncias é um fator positivo para combater a violência homofóbica. A coordenadora da área LGBT, Samanda Freitas, diz que o desafio é apurar os crimes. "Precisamos melhorar o atendimento desses casos e isso passa por um treinamento dos policiais para que identifiquem os crimes de ódio LGBT e investiguem com o mesmo cuidado que as demais ocorrências", afirmou.
Cerca de 26% dos casos acontecem nas ruas das grandes cidades. Em 2007, a transexual Renata Peron voltava de uma festa com um amigo quando nove rapazes os cercaram na Praça da República, centro da capital paulista. Trinta minutos de violência foram tempo suficiente para chutes, socos, xingamentos, três litros de sangue e um rim perdidos por Renata. "Ninguém foi preso e fica um sentimento de pena. Nem bicho faz essas coisas. Passei seis meses fazendo terapia para entender a razão de ter sido agredida."
Assassinatos
O filho de Avelino Mendes Fortuna, de 52 anos, não teve a mesma sorte. Nesta quinta-feira, 20, fez dois anos que Lucas Fortuna, de 28, morreu assassinado em Santo Agostim, no Grande Recife, em Pernambuco. Jornalista, foi espancado por uma dupla de homens e jogado ainda vivo no mar. Os assassinos foram presos e confessaram o crime por homofobia, mas no inquérito a polícia trata o caso como latrocínio.
Depois da morte, Avelino virou ativista na ONG Mães pela Igualdade, que luta pelo fim da discriminação contra homossexuais e pelo engajamento dos pais LGBTs na vida de seus filhos. "O pai que não sai do armário juntamente com seu filho se torna cúmplice da morte e da agressão dele no futuro", afirmou. "Um dos nossos objetivos é fazer com que os pais participem, lutem pelos direitos da sua família."
Preconceito
A discriminação e a violência psicológica, no entanto, estão entre as ocorrências mais comuns registradas na SDHPR e delegacias especializadas em Direitos Humanos. Cerca de 76% dos casos são de homossexuais que sofrem preconceito no trabalho, assédio moral e perseguição. No Maranhão, o professor universitário Glécio Machado Siqueira, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), tem sido alvo de ofensas pelos estudantes de Ciências Agrárias. "Desde o começo do ano, recebo ameaças, injúrias e boicotes das minhas aulas por causa da minha orientação sexual. Entrei em contato com todas as instâncias da universidade e a resposta que recebi foi o silêncio", reclama.
A Organização dos Advogados do Brasil (OAB) entregou queixa-crime para a UFMA. A reportagem entrou em contato com a universidade, que não se manifestou. "é triste ver que em uma universidade, onde estamos para expandir conhecimentos, acontece essa homofobia velada. A minha tristeza foi convertida em luta pelos direitos humanos. Espero que mais homossexuais tomem coragem para fazer o mesmo."
Fonte:Jornal o tempo

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

MPT E PF INVESTIGAM ROTAS DE TRÁFICO DE TRAVESTIS DA PARAÍBA PARA O EXTERIOR

Duas rotas de envio de travestis da Paraíba para esquemas de tráfico de pessoas e trabalho escravo para o exterior estão sob a mira da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público do Trabalho (MPT). O procurador Eduardo Varanda explicou que as travestis se tornam alvo fácil dado à dificuldade de conseguirem se inserir no mercado de trabalho e a homofobia. 


Eduardo Varandas explicou que as duas investigações estão em curso há mais de um ano. Uma delas se refere ao envio de travestis para países da América Latina. Uma outra, realizada pelo MPT e PF, tem como base os indícios de envio de travestis para a Europa. Os detalhes, por enquanto, Varandas disse não poder adiantar para não atrapalhar as investigações.

No entanto, os dois casos são similares na forma de cooptar em cidades de interior travestis que têm o sonho de ganhar dinheiro fora do país e na prática de trabalho escravo quando chegam no exterior. Um exemplo é a rota Araçagi-Baía da Traição, desbaratada pela polícia. “Nós ajuizamos a ação na Justiça dessa rota que enviava travestis para a Itália. Pedimos o bloqueio dos bens dos envolvidos e a Justiça deferiu”, frisou. Doze pessoas, entre brasileiros e italianos, foram presos.


Um dado que explica a existência dessas rotas, segundo Eduardo Varandas, é a falta de oportunidades para travestis no Brasil. “Para as travestis que assumem a identidade de gênero do sexo oposto ao biológico, o mercado se fecha completamente. Por isso, a prostituição e trabalhos ditos femininos, como os de estética, são as únicas opções”, afirmou.

Da última rota descoberta, por ter enviado em torno de 40 travestis para a Itália, a maior surpresa de todo o processo, segundo o promotor, foi a recusa das envolvidas em voltar para o Brasil por entenderam que as condições de trabalho escravo na Europa se assemelhavam às de discriminação e exclusão no Brasil. “A maioria das travestis não quis voltar porque disseram que aqui no Brasil enfrentam condições tão escravas quanto no exterior, onde elas não têm liberdade. É preciso assegurar a essas pessoas liberdade plena. Para o Brasil combater o tráfico de pessoas é preciso ter políticas públicas de inclusão”, afirmou.

Homofobia no ambiente de trabalho

Não há nenhuma pesquisa realizada no Brasil em nenhuma das três esferas governamentais sobre a homofobia no ambiente de trabalho, o que, para o procurador do Trabalho Eduardo Varandas, demonstraria a dificuldade da sociedade em lidar com a homossexualidade.



Eduardo Varandas reforçou que o papel do agente público é essencial no combate à homofobia. "Entendemos que é dever do Ministério Público do Trabalho combater qualquer tipo de discriminação no ambiente de trabalho, seja ela qual for, porque a nossa constituição tem como princípio a dignidade do ser humano e a não discriminação. E em nenhum momento ela coloca pessoas em condições superiores às outras", afirmou.
Para ele, o único item discriminador aceitável no ambiente de trabalho é o da qualificação profissional do indivíduo. "O que for exigido além da capacidade e qualificação profissional, viola literalmente a Constituição Federal", disse.

Uma das dificuldades do Ministério Público do Trabalho (MPT-PN) em identificar a homofobia nos casos de discriminação no ambiente de trabalho se deve à discriminação velada. “É muito fácil atribuir uma possível discriminação com questões atribuídas à qualificação profissional e a grande arma de combate a esse tipo de discriminação tem sido as campanhas de conscientização”, frisou.
Fonte:G1

BELEZA ROUBADA! MISS HONDURAS É ASSASSINADA

A jovem participaria do Miss Mundo – um dos três maiores concursos de beleza da atualidade – nesta semana em Londres.
A modelo desapareceu no último dia 13 de novembro na região de Santa Bárbara, conhecida pela atuação de criminosos envolvidos com o tráfico de drogas.
Segundo o chefe da Direção Nacional de Investigação Criminal, Leandro Osorio, o corpo da irmã da miss, Sofía Trinidad, também foi localizado.
Os corpos foram encontrados na terça-feira no vilarejo Cablotales, perto do rio Aguagua.
O chefe da polícia indicou que as jovens provavelmente foram mortas pelo namorado de Sofia, identificado como Plutarco Antonio Ruíz Rodríguez.
Com o suspeito foi encontrada uma arma que pode ter sido usada no crime. O veículo em que os corpos teriam sido transportados também foi apreendido.
A jovem de 19 anos havia acabado de chegar em casa após uma viagem à capital hondurenha, Tegucigalpa, onde recebeu as últimas instruções e as roupas para participar do concurso de beleza internacional.
Ela e a irmã foram vistas pela última vez pela mãe delas, María Tereza Muñoz, quando saíram de casa para participar da festa de aniversário do namorado de Trinidad.

Festa

Maria José prometeu voltar cedo, mas não o fez. Sofia Trinidad também não retornou. Após o segundo dia sem notícias das filhas, Muñoz denunciou o desaparecimento à polícia.
Ao ser ouvido, antes do encontro dos corpos, o namorado de Trinidad disse à polícia que as duas saíram da festa, no balneário de Aguagua, por volta de 20h naquele mesmo dia. Depois disso não teriam sido mais vistas.
Antes do encontro dos corpos o caso estava sendo tratado como um desaparecimento, e não um sequestro. Quatro pessoas já haviam sido interrogadas, entre elas o namorado de Trinidad e o dono do balneário, mas ninguém foi preso.
"Estávamos fazendo tudo que é humanamente possível para encontrá-las, agora estamos fazendo o impossível", havia dito o porta-voz da polícia, Erick Hidalgo Barahona, antes da confirmação das mortes.
Honduras tem uma das maiores taxas de homicídios do mundo.

Trajetória de beleza

Maria José Alvarado planejava viajar à Grã-Bretanha nesta quarta-feira. O concurso começa na quinta-feira.
O Miss Mundo era um evento importante para a rainha da beleza de Honduras. Ela começou sua trajetória aos 15 anos. Em 2012, ganhou o concurso Miss Teen Honduras.
Com a coroa, se tornou popular no país e acabou sendo convidada para trabalhar como modelo no programa de televisão XO, da rede local Televicentro.
A jovem estava prestes a se graduar em ciências da computação, no Instituto Politécnico de Santa Bárbara.
Em abril deste ano ela foi selecionada para representar Honduras no Miss Mundo.
Com informações:BBCBrasil

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

1,8 MI VIDAS PODERIAM TER SIDO SALVAS NOS EUA SE GAYS PUDESSEM DOAR SANGUE

Nos Estados Unidos, homens que têm relações sexuais com outros homens não podem doar sangue. Desde 1977, quando a Agência Federal de Drogas e Alimentos (FDA) descobriu que a AIDS podia ser transmitida por transfusões sanguíneas, esse grupo de pessoas foi banido dos processos de doação de sangue.

O que um estudo recentemente publicado pela Universidade da Califórnia defende é que essa medida foi um grande erro. A pesquisa compara a legislação norte-americana com a de outros países, que permitem que homens que fazem sexo com homens (chamados pelos órgãos de saúde de HSM) doem sangue com algumas restrições, como períodos mínimos sem relações sexuais.
Assim, o estudo considera quantos homens poderiam ter doado sangue desde 1977 se essas restrições existissem nos EUA – calculando a proporção de doadores entre héteros e excluindo a quantidade de HSM com AIDS. O resultado disso seria um aumento anual de 2% a 4% no estoque total de sangue. Considerando um cálculo da Cruz Vermelha que diz que cada doação pode ajudar a salvar a vida de até três pessoas, o número total de vidas salvas desde a proibição seria de mais de 1,8 milhão de pessoas.
No Brasil
O intuito do estudo era pressionar a FDA para que a proibição da doação de sangue por HSH nos Estados Unidos fosse reduzida de acordo com períodos mínimos sem relações. No Brasil, por exemplo, ficam proibidos “homens que tiveram relações sexuais com outros homens” nos últimos 12 meses.
A discussão por aqui é a forma pela qual essa norma, definida por uma portaria do Ministério da Saúde, é aplicada em diferentes hospitais. O texto diz que os doadores não podem sofrer “manifestações de juízo de valor, preconceito e discriminação por orientação sexual, identidade de gênero, hábitos de vida, atividade profissional, condição socioeconômica, cor ou etnia”, mas casos de homofobia são denunciados em diferentes centros médicos e postos de saúde.
Por enquanto, os doadores brasileiros continuam sujeitos ao questionário feito por captadores e triagistas, processo em que costuma ocorrer discriminação. Algumas alternativas seriam a alteração do texto da portaria – que passaria a tratar de sexo anal em geral, em vez de sexo entre homens – ou a substituição do questionário por exames mais eficazes.
Fonte:Catraca

PARADA PELA DIVERSIDADE SEXUAL DE MARACANAÚ ACONTECE NESTE DOMINGO 23 DE NOVEMBRO

Acontece neste domingo 23 de novembro a IX edição da Parada pela Diversidade Sexual de Maracanaú, promovida pelo GAP VIDA (Grupo de Apoio à Vida).

Este ano o tema será: DIVERSIDADE NÃO TEM PRECONCEITO. TEM AMOR. AMO, LOGO RESPEITO!
Este ano a Parada de Maracanaú não terá uma madrinha e sim um padrinho, o vereador Paulo Diógenes que tem um mandato voltado também a diversidade sexual, sendo hoje o maior defensor da causa LGBT na câmara de Fortaleza.
A concentração acontece na AV. IX do Jereissati I a partir das 16h.
Maracanaú tem a segunda maior Parada Gay do estado, ficando atras apenas da de Fortaleza.


WHATSAPP ADOTA CRIPTOGRAFIA PARA PROTEGER MENSAGENS

Uma ferramenta para proteger a privacidade, apoiada por Edward Snowden, evita que as mensagens de WhatsApp sejam espionadas, criptografando-as quando viajam pela internet, anunciaram nesta terça-feira empresas vinculadas ao setor.
A Open Whisper Systems anunciou uma aliança com o Facebook, proprietário do WhatsApp, com a finalidade de usar um protocolo de textos seguros (TextSecure) para codificar mensagens em trânsito e escondê-las de olhares indiscretos.
"O WhatsApp merece enormes elogios por dedicar um tempo considerável e um esforço a este projeto", indicou a empresa Open Whisper Systems em nota publicada em um blog.
"Embora estejamos ainda no começo desta implementação, achamos que isto já representa o maior desenvolvimento da comunicação criptografada (...) na história", acrescentou a nota.
O WhatsApp confirmou o anúncio à AFP, mas se recusou a fazer mais comentários.
O TextSecure é ativado automaticamente, já que, está incluído por default na versão mais recente do WhatsApp para celulares equipados com Android, onde são trocadas bilhões de mensagens diariamente, informou a Open Whisper.
O co-fundador do WhatsApp "Brian Acton e a equipe de engenheiros do WhatsApp trabalharam incrivelmente nisto", acrescentou Open Whisper, um projeto apoiado por doações e subvenções.
Ao fazer parte da conferência South By Southwest, no começo deste ano, a ex-funcionária da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, em inglês) apoiou estas ferramentas para criptografar criadas pela Open Whisper.
Snowden se conectou à conferência pela internet da Rússia, onde se refugiou depois de vazar informações sobre a vigilância na internet em nível mundial por parte da NSA.
Em outubro, o Facebook completou a compra por 22 bilhões de dólares do aplicativo para celulares WhatsApp, usada por 600 milhões de pessoas.
Com informações:MSN

JEAN WYLLYS DIZ QUE OPINIÃO CONTRA HOMOSSEXUAIS É INFLUENCIADA POR COLUNISTAS

“Somos um país ainda homofóbico; as pessoas não têm recebido bem os avanços feitos pela comunidade LGBT e pelo poder público – os poucos avanços. Elas não têm tolerado a visibilidade dessa comunidade a ponto de ver essa visibilidade como uma ditadura”, ponderou.

Autor de um projeto de lei, em tramitação na Câmara, que prevê o combate à violência contra homossexuais, comentou as agressões de pelo menos três jovens gays em São Paulo (SP) ocorridas na última semana. 

“As pessoas acham que o mundo está se tornando gay porque há líderes, não só religiosos, mas fundamentalistas, e também pessoas em jornais, em colunas de revistas dizendo isso para elas. Então, reagem de maneira violenta. Isso é produção do discurso de ódio exige dos poderes públicos uma atenção mais direta no sentido de resolver mesmo essa questão”, esclareceu.

Wyllys disse ainda ficar assustado com eventos como a “Parada do Orgulho Hétero”, marcada para acontecer no fim de semana no Rio de Janeiro, em contraponto à Parada do Orgulho LGBT, realizada na praia de Copacabana no último domingo (16/11). "É algo que resulta desse tipo de discurso de que os homossexuais querem implantar uma ‘ditadura gayzista’ no Brasil, desse tipo de estupidez”, completou.
Com informação:Portal de imprensa

terça-feira, 18 de novembro de 2014

MARCOS VINÍCIUS MACEDO DE SOUZA 19 ANOS MORTO A FACADAS EM SÃO PAULO. A HOMOFOBIA FEZ MAIS UMA VÍTIMA.

Um jovem foi morto a facadas próximo ao Portão 3 do Parque Ibirapuera, na zona sul da capital paulista, na manhã do domingo, 16. Marcos Vinícius Macedo de Souza, de 19 anos, chegou a ser socorrido por policiais militares, mas morreu no hospital.
Uma das suspeitas da polícia civil é que o crime tenha sido motivado por homofobia. Segundo amigos da vítima, Souza era gay. Apesar de ter ido acompanhado ao parque, conhecido ponto de encontro de grupos LGBT, o jovem estava sozinho no momento do crime.
Ele foi encontrado ferido, com um corte no tórax, na Avenida Pedro Álvares Cabral, por volta das 5h30. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), uma testemunha afirmou que encontrou Souza caído no chão e uma aglomeração de pessoas em volta. Ao perceber que o jovem estava ferido, chamou a Polícia Militar.
Os policiais socorreram o jovem, que teria sofrido duas facadas, ainda com vida. Em estado grave, ele foi levado ao Pronto-Socorro do Hospital São Paulo, próximo ao parque, mas não resistiu aos ferimentos.
O agressor ainda não foi encontrado, afirma a SSP. O caso foi registrado no 27° Distrito Policial (Campo Belo) mas será investigado pelo 36° DP (Vila Mariana).
Com informações:Portal da Tarde

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

UM ARCO ÍRIS DE CONTRASTES. Luta por direitos, festa, roubo, violência, rolou de tudo na XV Parada pela Diversidade Sexual do Ceará.

Com o tema “Chega de impunidade! É hora de tornar crime a homofobia, transfobia e lesbofobia”, aconteceu neste domingo 16 de novembro, a XV edição da Parada Pela Diversidade Sexual do Ceará, promovida pelo GRAB (Grupo de Resistência Asa Branca) e a Avenida Beira Mar se cobriu com as cores do arco Iris para celebrar a luta pela diversidade. Segundo a organização do evento 800 mil pessoas estiveram presentes e após os discursos de políticos e militantes do movimento os trios começaram a tocar e arrastar a multidão pela avenida.
Mas nem tudo foi festa, o que se viu foram verdadeiras hordas de bandidos roubando celulares, cordões e carteiras, nossa equipe foi vitima desses marginais que cercaram um de nossos colaboradores e tomaram documentos, óculos e o equipamento fotográfico com os registros da Parada, o que nos restou foram as fotos registradas por outra câmera, que também não foi roubada porque nos refugiamos no trio do jornal O Boca.


Do alto do trio pudemos ver pessoas em festa, fantasiadas e pintadas com as cores do arco Iris, mas também presenciamos brigas e mais assaltos, que eram denunciados pelos trios.
Sabemos o quanto é importante para a nossa causa a realização da parada, mas é inevitável a pergunta, será que o número de policias que estavam de serviço era suficiente para coibir e garantir a segurança de quem foi para a avenida bem intencionado e porque acredita na causa?
Outra coisa que ficou muito evidente, foi a falta de uma organização em relação aos trios elétricos, que em alguns momentos pareciam querer passar a frente um do outro em uma verdadeira guerra de sons e egos. Caberia a organização designar um fiscal em cada trio, para que todos soubessem a hora de parar e seguir ou mesmo para delimitar a distância segura entre um carro e outro.
Falando em trios, queremos dar nossos parabéns a Coordenadoria da Diversidade Sexual do Governo do Estado, que arrastou e agitou uma multidão ao som de Mara Pavanelly e foi sem duvida o melhor trio da Parada.

Cliqueno link e confira as fotos que sobraram com nossa equipe da cobertura da XV Parada pela Diversidade Sexual e fazemos votos que para o ano que vem, consigamos corrigir os erros e principalmente garantir segurança para quem acredita em nossa causa e vem para a avenida fazendo desta a terceira maior Parada Gay do Brasil.

domingo, 16 de novembro de 2014

EM ENQUETE DO CONGRESSO, A DIVERSIDADE ESTÁ VENCENDO! FAMÍLIA NÃO É SÓ HOMEM E MULHER! VOTE E AJUDE A AUMENTAR AINDA MAIS A DIFERENÇA!

A diversidade está vencendo! Em enquete no site da Câmara dos Deputados(link is external), com votação recorde, questiona-se aos cidadãos: 'Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família?'. Em um resultado histórico, a maior parte dos votantes está votando no NÃO, o núcleo familiar não pode ser definido apenas pela união entre um homem e uma mulher.
No total, foram quase 4 milhões de votos e duas certezas: os tempos estão mudando e o respeito à diversidade é crucial. Em debate, o povo começa a questionar valores pautados pelo conservadorismo do Legislativo: afinal, porque casais homoafetivos não são considerados família? A estrutura familiar é imutável? E o que dizer dos outros tipos de família - dos netos criados pelas avós (ou avôs), pelas tias ou tios, ou até as pessoas que não têm pais e criam sozinhos os irmãos - eles são menos 'família' que os outros?
O PL 6.583/2013,(link is external) do deputado Anderson Ferreira (PR/PE) que cria o Estatuto da Família, pretende definir apenas como família a união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável. E daí deriva-se um monte de direitos e políticas públicas voltadas ao núcleo familiar: o direito à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, à cidadania, à convivência comunitária, entre outros.
Na prática, a exclusão de diversas outras modalidades de famílias no texto do PL significa a omissão do Congresso Nacional com relação à imensa pluralidade de núcleos familiares que não se adequam às definições do texto proposto. Assim, o Poder Legislativo contraria a sua lógica - legisla contra os interesses da nação, composta pelo seu povo -  e exclui direitos básicos para parte da sociedade.
A distância é clara entre o debate do Legislativo e a realidade da sociedade. A luta é árdua, mas os tempos são outros - e a maior prova desta mudança é o resultado desta enquete. Enquanto eles vêm com conservadorismo, nós damos amor. Para exclusão de direitos, nós mostramos a beleza da diversidade, a igualdade entre todos os brasileiros e a certeza de que o amor independe da orientação sexual.
Com informações: site Muda Mais