sexta-feira, 4 de abril de 2014

COMISSÃO VAI PROPOR CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) poderá incluir no relatório sobre as violações dos direitos humanos, no período da ditadura militar (1964-1985) a ser concluído, no início do segundo semestre, a proposta de criar penalidades contra atos homofóbicos. A informação foi dada pelo cientista político Paulo Sérgio Pinheiro, um dos membros da CNV, presente na audiência pública Ditadura e homossexualidade no Brasil ocorrida no sábado (29), no Memorial da Resistência.

“Vinte e cinco anos depois da Constituição de 1988 não existe uma legislação que puna o delito de discriminação por homofobia”, disse Pinheiro. Ele acrescentou que no período em que foi baixado o Ato Institucional  nº 5 (AI-5), em 13 dezembro de 1968, houve um freio ao movimento contra a discriminação por orientação sexual.
Entre os participantes da audiência, o pesquisador da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC),Rafael Freitas informou ter tido dificuldades para obter dados oficiais sobre as torturas, perseguições e outras atrocidades sofridas pela militância - Lésbicas,Gays, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Transgêneros  naquele período, após cinco anos, os arquivos podem ser expurgados. Segundo ele, os apontamentos que conseguiu relativos as ações desenvolvidas em São Paulo, dizem respeito a política de repressão durante os governos de Paulo Egídio e Paulo Maluf, entre o final da década de 70 e o início de 1980.
O pesquisador relatou na audiência que uma portaria de 1976 criou no âmbito do 4º Distrito Policial, localizado na região central  foi usada para perseguir homossexuais, que eram levados presos a pretexto de contravenção penal por vadiagem e, depois, obrigados a declarar quanto ganhavam, e em alguns casos, passavam também a ser vítimas de extorsão. Além disso, continuou, quando a Secretaria de Segurança Pública, tinha sob o seu comando o coronel Erasmo Dias, “muitos travestis cortavam os pulsos para evitar a prisão”.
Era a Operação Limpeza, desenvolvida pelo delegado José Wilson Richetti, em maio de 1980, com o propósito de prender homossexuais, travestis e prostitutas, no centro da capital paulista, e mais de 1.500 pessoas foram detidas, esclareceu James Green, homossexual norte-americano, professor de história e cultura brasileira na Brown University, nos Estados Unidos.
Ele vivia no Brasil, no final da década de 70 e ajudou a organizar a primeira parada gay do país , em 13 de junho de 1980, contra o fim da repressão policial. “Os movimentos buscavam convencer a sociedade a aceitar que pessoas do mesmo sexo pudessem se amar e reivindicar os seus direitos. Havia um estado de terror e as pessoas tinham medo de se organizar”, disse.
No Itamaraty, exemplificou, havia uma campanha para expulsar do órgão aqueles que eram considerados subversivos, viciados em álcool e homossexuais. Já, no Rio de Janeiro,” existia uma paranoia contra os bailes à fantasia no Teatro Municipal do Rio de Janeiro porque consideravam um lugar de homossexuais que se fantasiavam de roupas luxuosas para o concurso”.
De acordo com ele havia preconceito até mesmo entre os esquerdistas, condição que só começou a mudar após o período do exílio por conta do movimento internacional protagonizado pelo jornalista, escritor e político Fernando Gabeira.
Fonte:Exame

sexta-feira, 28 de março de 2014

A BELEZA EM PROL DE UMA CAUSA! MISS UNIVERSO POSA AMORDAÇADA POR LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA VENEZUELA

Com a coroa símbolo da beleza na cabeça, duas lágrimas de sangue escorrendo pelos olhos, a boca amordaçada por uma corda e o rosto sujo de sangue, a modelo Stefania Fernandez, que foi Miss Venezuela e Miss Universo 2009, posou para as lentes do fotógrafo venezuelano Daniel Bracci. Ela é uma das 110 figuras conhecidas da Venezuela que emprestaram a imagem para o ensaio “Sua voz é seu poder - Liberdade de expressão na Venezuela”.
Bracci fotografou diferentes personalidades venezuelanas do mundo artístico, jornalístico, político, entre outros. Em entrevista ao jornal Informe 21, o fotógrafo de moda, que também é ilustrador e designer gráfico, disse que a campanha começou depois que o avô dele morreu vítima “do submundo da Venezuela”.
O país enfrenta uma onda de protestos de estudantes e opositores que deixou 34 mortos desde o início de fevereiro. O governo de Nicolás Maduro deteve e condenou à prisão dois prefeitos opositores e o líder da oposição Leopoldo López, levado há um mês para uma unidade militar. Os três são acusados de incitar os protestos violentos. Maduro também decretou, na terça-feira, a prisão de três generais da Força Aérea acusados de tramar um 'golpe de Estado' em meio aos protestos.
A intenção da campanha, que mostra pessoas amordaçadas, amarradas e com maquiagem e expressões que simulam violência física e tortura psicológica, a Miss Universo e outras personalidades protestam contra a violação dos direitos humanos naquele país, segundo Bracci.
"Não é uma campanha contra o governo ou contra um partido político, creio que é o momento que todos os venezuelanos voltar a ser os venezuelanos que têm sempre fomos, onde todos têm a real liberdade para expressar o que querem", disse o fotógrafo, acrescentando que "agora na Venezuela estamos sem mídia, sem imprensa". "É uma campanha pela paz."
Com informações:G1

quinta-feira, 27 de março de 2014

CORONEL MONSTRO E ASSASSINO QUE SUMIU COM RUBENS PAIVA DIZ QUE TINHA PAVOR DE INTERROGAR MULHERES E GAYS.

O coronel Paulo Malhães, que recentemente assumiu ter sido o responsável por desaparecer com o corpo de Rubens Paiva, afirmou nesta terça-feira (25) que tinha “verdadeiro pavor de interrogar mulheres e gays”, em referência à sua atuação na Casa da Morte de Petrópolis, um dos centros clandestinos de tortura do regime militar, na serra fluminense.
A resposta foi dada no momento em que os representantes da Comissão Nacional da Verdade, em audiência pública realizada nesta tarde, no Rio de Janeiro, perguntaram se ele conhecia a militante da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) Heleny Ferreira Telles Guariba, desaparecida desde 1971.
Malhães disse ainda que, no começo do período da ditadura, chegou a torturar presos políticos, mas teria deixado de utilizar métodos violentos após “sofrer uma evolução”. “Meus interrogatórios eram uma conversa normal. Havia, sim, tortura psicológica. É aquela que você não agride ninguém”, declarou.
Malhães declarou que, na Casa de Petrópolis, matou “pouca gente”, mas não quantificou o número de óbitos,  apesar da insistência dos membros da CNV. “Eu não tinha outra solução. Qual seria a outra solução? Me dê uma!”, exclamou” “Me dê uma chance!”
O coronel reformado chegou ao Arquivo Nacional, onde presta depoimento, em uma cadeira de rodas. Inicialmente,  a audiência seria fechada para a imprensa. Porém, no decorrer do depoimento, o próprio Malhães não se opôs à presença dos jornalistas quando estes foram chamados para registrar imagens.
Com informações:Boa Informação.

terça-feira, 25 de março de 2014

ASNO FORMADO! SEGUNDO MÉDICO AMERICANO, MÚSICAS DE ADELE TRANSFORMAM HETEROSSEXUAIS EM GAYS

Um terapeuta aposentado figurou uma grande polêmica ao revelar durante uma entrevista a um documentário uma tese um tanto peculiar sobre as músicas da cantora Adele.
  John Smid, vive no Texas, nos Estados Unidos, e acredita que as canções da britânica podem transformar os heterossexuais em gays.
 A declaração foi feita durante uma entrevista ao documentário "Cure Me, I'm Gay" ("Cure-me, eu sou gay", em português), que foi desenvolvido pelo também médico e apresentador de TV, Christian Jessen. Na conversa, Smid ainda diz que os homens devem parar de escutar os hits da cantora e começar a ouvir mais música cristã.

 Christian Jesse, que é assumidamente gay, chegou a ridicularizar a posição do médico no mesmo documentário.
 "Cure Me, I'm Gay" tem a proposta de mostrar as falhas das supostas terapias de "cura gay".
Para você que ainda tem duvidas vai um clipe da Adele, pra digamos assim...Você sair do armário.

Com informações: O Povo

quinta-feira, 13 de março de 2014

COMO A HOMOFOBIA PREJUDICA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

“Excluir minorias sexuais não é só uma tragédia humana, mas também um custo econômico que as sociedades impõem para si mesmas.”


A frase é do presidente do Banco Mundial, o sul-coreano Jim Yong Kim, e serviu como ponto de partida para o evento "O custo econômico da homofobia", realizado hoje na sede da instituição em Washington DC, nos Estados Unidos.
Especialistas e jornalistas debateram os resultados preliminares de um estudo que desenvolveu e testou um modelo econômico para medir quanto as sociedades perdem com a exclusão social dos homossexuais e transgêneros.
No caso da Índia, onde a Suprema Corte decidiu recentemente pela criminalização do sexo entre homossexuais, o prejuízo fica entre 0,1% e 1,7% do PIB - ou algo entre US$ 1,25 e US$ 7,7 bilhões.
A estimativa varia muito porque é difícil conseguir dados sólidos sobre o real tamanho e situação das minorias sexuais: "A invisibilidade é uma estratégia de sobrevivência", diz M.V. Lee Badgett, a professora de economia da Universidade de Massachusetts que apresentou os números.
A falta de estatísticas foi citada como um problema central por todos os participantes e foi o foco da apresentação de Qing Wu, analista econômico do Google, que apresentou formas inusitadas de medir a prevalência da homossexualidade - como os números de busca por material pornográfico gay ou de perguntas como "meu marido é gay?".
Trabalho
Os efeitos econômicos da homofobia começam com o assédio na escola, que diminui o potencial da educação.Posteriormente, o preconceito no ambiente de trabalho leva a menores salários e produtividade.
De acordo com Badgett, homens gays dos Estados Unidos e da Europa ganham em média 11% menos do que homens heterossexuais, controladas todas as outras variáveis.
Não está claro até que ponto isso é resultado da discriminação direta ou das expectativas mais baixas que eles próprios se colocam por causa da sociedade.
Já a pressão para se casar faz com que uma mulher lésbica tenha mais incentivos para parar de trabalhar, por exemplo. Todos esses fatores contribuem para uma menor participação na força de trabalho, o que também prejudica o crescimento econômico. 
Além de terem uma chance maior de contrair o vírus HIV, homens gays apresentam uma taxa de depressão 6 a 12 vezes maior que a da população em geral. Já a porcentagem dos que apresentam pensamentos suicidas é 7 a 14 vezes maior do que a média nos países em desenvolvimento. 
Com base nestas diferenças, o Banco Mundial concluiu que o custo econômico da homofobia no campo da saúde na Índia ficou entre US$ 712 milhões e US$ 23,1 bilhões só em 2012. 
Em muitos sentidos, o impacto é global: de acordo com Luiz Loures, diretor-executivo do programa de Aidsdas Nações Unidas, apenas 0,2% dos recursos contra a Aids tem como foco homens que fazem sexo com homens, apesar deles serem os mais afetados pela epidemia.
Um empréstimo de US$ 90 milhões do Banco Mundial para Uganda foi suspenso depois da aprovação de uma lei que torna a homossexualidade crime. Para Loures, esse tipo de legislação é um desastre do ponto de vista da saúde pública:
"O risco maior é a exclusão. O medo não combina com a busca por saúde, por teste, por tratamento. Milhões de pessoas foram salvas por causa dos homossexuais e suas famílias que foram os primeiros a se mobilizarem. Quando uma dessas pessoas é obrigada a se esconder, isso afeta nossa possibilidade de lutar contra essa epidemia até o fim."
Futuro
Outros impactos econômicos da homofobia são reais, mas ainda mais difíceis de medir. A receptividade de um país para homossexuais pode afetar seu potencial para o turismo ou para a atração de trabalhadores qualificados, por exemplo.
Até Jim Kim reconheceu que o tema enfrentou resistência dentro do próprio Banco Mundial, mas como lembrou Amy Lind, professora de estudos de gênero na Universidade de Cinccinati, há anos de estudos do movimento LGBT que podem contribuir para o trabalho de instituições como o Banco Mundial:
"Precisamos perceber que ainda estamos usando modelos tradicionais de família e de sexualidade nos nossos modelos de política pública para o mundo em desenvolvimento. O debate sobre a homofobia deve ser levado ao mainstream porque é uma questão do mainstream."
Fonte:Exame

sexta-feira, 7 de março de 2014

VERDADE SALVADORA OU A PIADA DO SÉCULO? EXÉRCITO DO EGITO ANUNCIA CURA DA AIDS; CIENTISTAS DUVIDAM.

O exército do Egito afirma ter inventado aparelhos para diagnosticar e curar o vírus HIV, causador da aids, um anúncio recebido com ceticismo pela comunidade científica e com surpresa pelas autoridades, que temem que o país passe vergonha.
Uma espécie de antena ligada a uma máquina que substitui o sangue contaminado por outro purificado parece ser a criação revolucionária descoberta pelos cientistas das Forças Armadas egípcias para acabar com vírus como o da hepatite C ou mesmo o HIV.
As invenções foram anunciadas recentemente pelo general do exército egípcio Ibrahim Abdelati, em entrevista coletiva em que também participaram o presidente do país, Adly Mansour, e o chefe das Forças Armadas, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi.
No evento, foi exibido um vídeo com declarações de um antigo suposto soropositivo que tinha sido curado graças a revolucionária invenção.
Sem explicar como funciona, um comunicado publicado na página do Facebook do porta-voz do exército, Ahmed Ali, afirma que este dispositivo duplo é capaz de "detectar e tratar" estes vírus "sem tomar qualquer amostra de sangue do paciente, com um baixo custo e resultados imediatos".
A nota assegura, além disso, que a porcentagem de sucesso deste aparelho, batizado como Dispositivo de Cura Completa (DCC), é de "mais de 90%" e que foi "a vontade de Deus" que quis que fosse o exército egípcio o autor dessa conquista médica.
Abdelati anunciou em entrevista no canal de televisão egípcio "Sa'adah al Balad" que tinha recusado uma proposta internacional que oferecia US$ 2 bilhões para "esquecer" do dispositivo. Segundo o governo, o dispositivo foi registrado em nome do Corpo de Engenheiros das Forças Armadas e recebeu o sinal verde do Ministério da Saúde.
O Executivo egípcio já solicitou a patente em 2011 de um dispositivo similar destinado à detecção de drogas, explosivos e vírus como o da hepatite C.
Este aparelho de diagnóstico está sendo desenvolvido por uma equipe que faz parte o hepatologista Gamal Shiha, que desde 2010 está testando o dispositivo e o apresentando em diferentes conferências científicas internacionais.
"Este aparelho não tem nada a ver com o da cura (mostrado pelo exército), só serve para o diagnóstico", disse à Agência Efe Shiha, que acrescentou que "o que se disse sobre (o aparelho de) cura não tem qualquer base científica".
Shiha se nega a dar valor a algo "que foi apresentado em uma entrevista coletiva em vez de em uma conferência científica".
Por outro lado, o conselheiro da presidência egípcia para Assuntos Científicos, Esam Hegy, confirmou em sua página no Facebook que o presidente Mansur ordenou que estas invenções fossem estudadas por comissões científicas especializadas internacionais para confirmar que o estudo e seus resultados são completos e seguros antes de sua aplicação.
Ele acrescentou que o anúncio surpreendeu tanto Mansur quanto a Al Sisi, cuja presença na entrevista coletiva de apresentação do descobrimento "não significa que a apóiem".
Em declarações ao jornal "El Watan", o conselheiro destacou a "humilhação" que, segundo ele, "isto representa para o Egito dentro e fora do país, não sendo, além disso, a primeira vez que isto acontece".
Nas redes sociais o aparelho já é motivo de piadas entre os egípcios. Porém, independente disso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Egito é o país do mundo com maior porcentagem de sua população afetada pelo vírus da hepatite C, com 22% de infectados.
Fonte:A Tarde 

“TER FILHO GAY É FALTA DE PORRADA”, DIZ BOLSONARO.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) reverbera na mídia um discurso presente em nossa cândida sociedade de que ter filho gay é consequência de falta de porrada durante a infância. Pois bem,quarta-feira 17 de fevereiro, veio à baila a crueldade cometida por um pai que seguiu este ensinamento. Alex Moraes Soeiro, 34 anos, morador da comunidade de Villa Kennedy, zona oeste do Rio, jogou toda sua força contra o filho de oito anos, espancando-o até a morte. Motivo: o garoto gostava de lavar louça e não queria cortar o cabelo.
O preso disse que espancava o menino para “ensiná-lo a virar homem”, porque, segundo o pai, o garoto gostava de dança do ventre, tinha o hábito de vestir as roupas das irmãs e gostava de lavar louça. Levado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da região, o menino faleceu horas depois após sofrer hemorragia interna em razão do espancamento.
De acordo com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, a grande maioria das denúncias de homofobia recebidas pelo Disque 100 (em 2011 foram quase 7 mil) são de violências sofrida por gays dentro de casa, 42%.
Casos de barbárie como o ocorrido em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Um pecuarista espancou o próprio filho homossexual em julho do ano passado. O rapaz de 16 anos ainda foi ameaçado pelo pai de ser arrastado pelas ruas da cidade. O jovem chegou a ter as pernas amarradas a uma caminhonete. O produtor rural, que não teve o nome revelado, foi indiciado por injúria e tortura.
Tem um pensamento repetido por homossexuais que resume bem o desamparo de crianças e adolescentes LGBTs. Uma criança negra que sofre racismo na escola, volta para casa e encontra o abraço da mãe, mas uma criança gay que sofre homofobia na escola, volta para casa e está sozinha.
Para muitos, o nível de violência homofóbica chega ao nível do insuportável . Uma pesquisa divulgada na publicação científica Pediatrics mostra que crianças LGBTs rejeitadas pelos pais correm seis vezes mais riscos de sofrer com altos níveis de depressão e tentam o suicídio oito vezes mais na comparação com heterossexuais de mesma faixa etária. Para citar apenas um episódio, tratamos recentemente do caso do menino de 11 anos que tentou se suicidar após sofrer bullying homofóbico.

Bolsonaro virou uma caricatura de si mesmo. Suas aparições em programas de televisão popularescos como Superpop e etc são usadas apenas para levar humor ao telespectador no final da noite.
Mas ainda tem muita gente que o leva a ferro e fogo. Muita mesmo. Em 2010, foi eleito com 120 mil votos. Provavelmente sua votação deve ser ainda mais expressiva na próxima eleição, pela mídia que conseguiu nos últimos quatro anos ir ao encontro do pensamento de gente reacionária.
E o deputado vai dizer o quê? Que não estava falando em morte quando se referia a “levar um couro”? Que esse pai provavelmente não tinha a intenção de matar o filho. Mas, e agora? Alguém vai devolver a vida a esse garoto?
Jair Bolsonaro vai poder abraçar os seus filhos, os mesmos que repetem o seu discurso de ódio a gays quando voltar para casa. Porém, esse garoto não tem mais o direito ao abraço de ninguém.
Até quando continuaremos produzindo novos “Alex” e novos filhos mortos por seus pais? Até quando pais vão continuar mais se importando se o filho ou a filha brinca de carrinho ou de boneca do que com amor e respeito? Os pais precisam perceber a desgraça que promovem na cabeça das crianças quando tentam impor a orientação sexual ou identidade de gênero, que, comprovada cientificamente por centenas de estudos, é algo com base genética. Os dados sobre depressão e suicídio são claros. O seu filho não vai deixar de ser homossexual, bissexual ou transexual porque você quer. Não vai e não adianta torturá-los.
Até quando o poder público vai continuar assistindo de braços cruzados a violência homofóbica cotidiana em nosso país. Lamentar morte depois do ocorrido é muito pouco diante de tanto sofrimento.

A homofobia mata e precisa ser tratada com políticas públicas que promovam o esclarecimento à população desde nossas crianças até a vida adulta.
Texto publicado em pragmatismo politico.com.br

DE VOLTA A REALIDADE APÓS O CARNAVAL! PAI MATA FILHO POR NÃO ACEITAR QUE MENINO GOSTASSE DE LAVAR LOUÇA

Com apenas 8 anos, o menino Alex foi espancado pelo pai Alex André Moraes Soeiro, de 34 anos, até a morte, na Vila Kennedy, zona oeste do Rio, no dia 17 de fevereiro. O motivo: o menino não queria cortar o cabelo para ir à escola. Em depoimento, o pai afirmou que batia frequentemente no filho porque o menino era muito desobediente.
Após duas horas de espancamento, Alex foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vila Kennedy, já morto e com hematomas por todo o corpo. A equipe médica desconfiou de violência doméstica e enviou o caso para o Conselho Tutelar de Bangu. No Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, os peritos constataram que ele morreu por hemorragia interna. De tanto apanhar teve o fígado perfurado. Ele também tinha sinais de desnutrição.

Segundo o jornal O Globo, Alex morava com a mãe Digna Medeiros, de 29 anos, em Mossoró, no Rio Grande do Norte. No início de 2013, a mãe foi ameaçada pelo Conselho Tutelar local de perder a guarda do filho por não levá-lo para a escola. Digna, que não trabalha e sobrevive com dois salários mínimos dados pelo avô de Alex, mandou o filho para morar com o pai no Rio.

Na capital fluminense, Soeiro, que já cumpriu pena por tráfico de drogas e estava desempregado, morava com a mulher, Gisele Soares, e outras cinco crianças em uma casa simples de apenas três cômodos, em uma área disputada por três facções rivais. Em depoimento, André afirmou ao delegado Rui Barbosa, da 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, zona oeste, que as surras eram “corretivos” para ensinar o filho “a andar como homem”. Para o pai, Alex, que gostava de lavar louça e de dança do ventre, era “afeminado”.
Soeiro contou que o menino não chorava enquanto apanhava e, por isso, batia mais, por achar que a lição não estava sendo suficiente, informou o jornal. Os vizinhos o apelidaram de “monstro de Bangu” e disseram nunca ter ouvido nada. O conselheiro tutelar Rodrigo Botelho pedirá que a polícia investigue se o menino vivia em cárcere privado.
Em maio de 2013, quando foi morar com o pai no Rio, Alex foi matriculado na escola municipal Coronel José Gomes Moreira, na Vila Kennedy. O menino tinha bom desempenho, sempre com notas acima de 80 nos três bimestres que ficou na unidade. No início deste ano, Soeiro foi até a escola pedir a documentação escolar do filho que, segundo ele, voltaria para Mossoró.

Prisão. Soeiro foi preso na noite de 18 de fevereiro, em cumprimento de um mandado de prisão temporária, expedido pela juíza Nathalia Magluta e depois encaminhado para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste. Ele foi indiciado por homicídio.
De acordo com O Globo, ele teria dito que o menino “era de peitar” e “partia para dentro de você”. O pai negou que tivesse intenção de matar o filho, mas ele precisava ser “homem”. A frieza do pai ao falar sobre o filho impressionou os policiais.
Parentes ouvidos pelo jornal carioca afirmaram que Soeiro era homofóbico e teria rejeitado um filho de 12 anos, que, para ele, seria “pouco másculo”. Ele já teria tentado bater no filho mais velho e na própria mãe. Gisele Soares, mulher de Soeiro, prestou depoimento e afirmou que era contra os castigos físicos.

Digna Medeiros, mãe de Alex, afirmou que só falou duas vezes com o filho: uma no dia em que a criança deixou Mossoró e outra quatro dias depois que ele chegou no Rio. Ela mantinha contato com um irmão de Soeiro para obter informações sobre o menino de 8 anos. Digna tem outros três filhos: um bebê de 8 meses que mora com ela, um menino de 3 anos que vive com os avós paternos e um adolescente de 15 anos que mora com o pai no Rio e que ela não vê desde que era um bebê.
Fonte:Agência Estado

segunda-feira, 3 de março de 2014

COM A MANGUEIRA A GRANDE CAMPEÃ FOI A DIVERSIDADE.

DESFILE QUE FALA DE DIVERSIDADE TEM BEIJO GAY NA DISPERSÃO
Os homossexuais foram homenageados pela Mangueira no desfile feito pela escola na primeira noite do Grupo Especial do carnaval carioca, que começou na noite de domingo (2) e adentrou a madrugada de segunda-feira (3). Na comemoração, ocorrida na dispersão, integrantes da agremiação, emocionados, deram até beijo gay.
As cores da bandeira da diversidade sexual puderam ser vistas nas alas arco-íris e arauto da diversidade. Outro setor da escola trouxe homens vestidos de noivos e mulheres de noivas com seus buquês, representando a união homossexual.
O sexto carro da agremiação também foi dedicado ao tema. Segundo a escola, 44 homens vieram na alegoria, sendo que a maioria deles vestia um sobretudo preto e chapéu.

Em certo momento do desfile, todos entravam em um espaço com porta e saíam de dentro dele vestidos com espartilhos luminosos, fazendo coreografias – uma alusão à expressão popular “sair do armário”, que define quem assume a homossexualidade.
Segundo José Cruz, um dos integrantes do carro, a escola chamou a atenção do público para o respeito à diversidade e ao combate ao preconceito, que aflige os homossexuais no Brasil. Márcio Pereira, passista da escola, exibia na dispersão sua fantasia com luzes de led coloridas.
Carlinhos de Jesus, responsável pela comissão de frente da Mangueira, disse que ao longo do desfile, casais gay se beijaram na Sapucaí.
Fonte:G1

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

HORROR!- GAY É QUEIMADO VIVO NA UGANDA, APÓS APROVAÇÃO DA LEI QUE CRIMINALIZA A HOMOSSEXUALIDADE.

A violência homofóbica está ficando cada vez pior em Uganda, que aprovou recentemente uma lei absurda que criminaliza a homossexualidade.
Como se já não bastasse o Estado promover esse tipo de barbárie, a imprensa local também tem contribuído para a perseguição dessas pessoas.
O jornal Red Pepper publicou uma lista com 200 nomes de homossexuais e as consequências começaram a surgir.
Na última quarta-feira (26) uma foto de um homem gay sendo queimado vivo, foi compartilhada milhares de vezes no Twitter. E o ato aconteceu na frente de crianças!
Com informações Mundo Mais


ADOLESCENTES GAYS E BISSEXUAIS USAM ESTERÓIDES SEIS VEZES MAIS DO QUE OS HETEROSSEXUAIS

Um estudo feito nos Estados unidos mostra que adolescentes homossexuais e bissexuais são seis vezes mais propensos a usar esteróides quando comparados aos adolescentes heterossexuais. Os motivos para essa diferença ainda não estão claros, mas os autores afirmam que provavelmente os adolescentes gays sentem uma pressão maior para atingir o físico masculino “sarado” ideal. Outra possibilidade é que os jovens imaginem que os músculos ganhados com os esteroides vai ajudá-los a se defender do bullying.
“É triste constatar que existe essa disparidade tão grande”, afirmou o co-autor do estudo, Aaron Blashill, um psicólogo e cientista no Instituto Fenway. “Dada essa diferença tão dramática, nos parece que esta é uma população que requer maior atenção”, continuaram os autores.
Em média, 21% dos garotos gays ou bissexuais admitiram que já utilizaram esteroides, contra 4% dos garotos heterossexuais. A diferença seguiu em proporção parecida entre aqueles que afirmaram ter feito uso moderado (tomar pílulas ou injeções de esteroides até 40 vezes): 8% dos adolescentes gays ou bi, versus menos de 2% dos garotos hétero.
O uso mais intenso – mais de 40 doses – foi admitido por 4% dos jovens gays ou bissexuais, comparado a menos de 1% dos adolescentes heterossexuais.
Esse estudo é representativo de toda a extensão dos Estados Unidos, e decorre de uma análise de pesquisas feitas pelo governo dos EUA entre 2005 e 2007. Ele envolveu 17 250 garotos com a idade média de 16 anos; quase 4% – 635 meninos – eram gays ou bissexuais.
Os esteroides incluem versões sintéticas da testosterona, o hormônio masculino. Usuários fazem aplicações de esteroides para promover o crescimento muscular, a força e a resistência. Efeitos colaterais incluem problemas cardíacos e hepáticos, pressão alta, acne e comportamento agressivo.
Como seus corpos ainda estão se desenvolvendo, os adolescentes correm riscos maiores de que esses problemas se tornem permanentes, alertam os médicos. Os esteroides só estão disponíveis legalmente sob prescrição médica.
Com informações:Ociongay

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

TRAVESTIS AMAZONENSES PRESAS EM DUBAI SÃO DEPORTADAS AO BRASIL

As duas travestis amazonenses que tiveram os passaportes confiscados em Dubai, nos Emirados Árabes, foram deportadas e chegaram ao Brasil nesta terça-feira (25). Karen Mke, 38, e Kamilla Satto, 33, foram obrigadas a pagar US$ 2.700 cada (cerca de R$ 6.345) de multa após decisão da justiça por infringirem a legislação local, que não permite a circulação de travestis no país.
De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores, a sentença final do caso em Dubai foi proferida no último dia 12 de fevereiro, onde ficou estabelecida a deportação mais o pagamento da multa individual de 10 mil dirhams.
Ainda segundo a nota, a deportação se realizou no dia 24 e um diplomata da Embaixada em Abu Dhabi, a capital árabe, acompanhou a audiência final do caso, bem como a partida das brasileiras no setor de deportação do Aeroporto de Dubai.
Karen e Kamila, entre o dia da sentença e da partida, tiveram de permanecer detidas no Presídio Central da cidade árabe, por determinação da Justiça local. O caso das travestis amazonenses ganhou repercussão na imprensa nacional após publicação no Portal ACritica.com.
A medida foi necessária enquanto não fosse concretizado o pagamento da multa e enquanto o promotor do caso não declarasse oficialmente que não haveria apelação da sentença. O Itamaraty finalizou dizendo que a Embaixada do Brasil nos Emirados Árabes realizou gestões para garantir-lhes tratamento adequado durante o período de detenção.
Audiência
A audiência estava prevista para acontecer primeiramente no dia 23 de março deste ano, mas foi adiantada após a veiculação do caso pela imprensa. A interseção de amigos e parentes por meio de um abaixo assinado virtual e o apoio consular do Brasil no país árabe também ajudaram na celeridade do processo.
A reportagem entrou em contato com Karen Mke, que se limitou a dizer que está em São Paulo e feliz com a decisão. Na rede social, a maquiadora agradeceu o apoio dos amigos e de familiares: “Com Muito Carinho que venho dizer que Graças a Deus e Nossa Senhora Aparecida, que fez um milagre na minha vida e da minha amiga, podemos voltar para Casa e isso me fez muito feliz. Só Deus sabe os meses de agonia que eu vivi naquele lugar, mas bem foi passado. Já terminou e agora é bola pra frente”, declarou no post.
Entenda o Caso
As travestis foram para Dubai em uma viagem turística no fim de novembro de 2013 e permaneceriam no local por apenas um mês. Porém, em dezembro, as duas e mais um amigo - também amazonense - foram até uma casa noturna localizada em um hotel famoso dos Emirados. Após alguns minutos, elas afirmam terem sido abordadas por alguns seguranças, que pediram para que fossem até a saída da casa e apresentassem os documentos pessoais.
O trio entregou os passaportes, mas depois de terem os nomes masculinos nos documentos detectados, Karen e Kamilla foram expulsas, sem antes terem sido hostilizadas pelos árabes.
A polícia foi acionada pelas amazonenses, mas foram Karen e Kamila que acabaram presas, por estarem "vestidas de mulher". A legislação local proíbe a circulação de homens vestidos de mulher e as duas acabaram detidas.
As duas travestis amazonenses declararam que desconheciam a proibição e procuraram a Embaixada brasileira em Abu Dhabi, na tentativa de acelerar o processo de julgamento.
Com informações:A Critica

POLÍCIA PRENDE ACUSADO DE ESPANCAR MULHERES POR HOMOFOBIA NO DF

O delegado-chefe da 5ª DP, Marco Antônio de Almeida, informou que o homem acusado de espancar duas mulheres no Setor Comercial Sul já foi identificado e preso pelos policiais da delegacia. O crime foi motivado por homofobia: o criminoso chamou as vítimas de “sapatonas”.  
O preso é Wilian Alves do Carmo, de 26 anos, que estava em regime semi-aberto, e cumpria pena no CPP (Centro de Progressão Penitenciária). O acusado responde pelos crimes de tentativa de homicídio, lesão corporal e ameaça.  
Ainda de acordo com o delegado, a princípio, o autuado negou a participação nas agressões, porém foi devidamente reconhecido pelas vítimas.
As duas mulheres foram espancadas e chamadas de “sapatonas” na tarde desta terça-feira (25).

De acordo com a Polícia Civil do DF, elas estavam almoçando quando um homem ainda não identificado pediu para dividir a mesa com elas, que permitiram. Minutos depois ele começou a chamá-las de “sapatonas”. Elas reagiram e mudaram de mesa.

Após o almoço, no caminho de volta ao trabalho, as duas jovens foram espancadas pelo mesmo homem. Uma delas teve o osso da perna quebrado, a outra saiu com o braço quebrado.
As vítimas foram socorridas no HBDF (Hospital de Base do Distrito Federal).
Com informações R7

NOBEL DA PAZ DESMOND TUTU COMPARA LEI ANTIGAY DE UGANDA AO NAZISMO

O vencedor do prêmio Nobel da Paz em 1984 e arcebispo sul-africano, Desmond Tutu, criticou a assinatura na semana passada de uma lei na Uganda que prevê prisão perpétua para homossexuais e proíbe a “propaganda” gay. Para o religioso, “Não há nenhuma justificativa científica para os preconceitos e a discriminação. Nunca. E também nenhuma justificação moral. A Alemanha nazi e a África do Sul, sob o Apartheid, entre outros, são provas disto, afirmou Tutu.

“Devemos ser muito claros a respeito deste assunto: a história do mundo está cheia de tentativas de legislar contra o amor e o casamento entre castas, classes sociais e raças. Mas não há nenhuma base científica nem razões genéticas para se amar. Apenas há a graça de Deus”, afirmou o anglicano nesta segunda feira.

Os EUA também criticaram a aprovação da lei, ameaçando cortar a ajuda que o país oferece a Uganda. No Brasil, o apresentador Ratinho afirmou que o Brasil deveria cortar relações com Uganda e afirmou que a lei é uma bestialidade. “Se o Brasil tem algum vínculo com esse país de MERDA, temos que cortar", afirmou o apresentador.
Fonte:Lado A

GOVERNADORA DO ARIZONA VETA LEI QUE PERMITIA PRECONCEITO A GAYS COM BASE NA RELIGIÃO

Uma lei do estado do Arizona, EUA, que permitiria que comerciantes tivessem o direito de negar atendimento a clientes com base em suas crenças religiosas, o que deixaria homossexuais serem discriminados sem direito a processar os estabelecimentos, foi vetada pela governadora Jan Brewer nesta quarta-feira. “A liberdade religiosa é um valor fundamental dos Estados Unidos da América e do Arizona. Mas a não discriminação também é”, justificou a republicana.

O texto polêmico aprovado pelo parlamento do Arizona na semana passada permitiria o preconceito em amplos aspectos e foi inspirada e defendida principalmente por religiosos empresários no setor de casamentos.  Para a governadora, não há nenhum conflito no Arizona que justifique tal lei e que ela viria a segregar mais do que resolver situações pontuais.

A aprovação da lei já havia recebido críticas de grandes empresas e até o anúncio de cancelamento de um grande evento da Associação Nacional de Advogados Hispânicos, que informou que tiraria o evento programado para 2015, em Phoenix, do estado, por causa da lei.

Com informações:Lado A 

EMPRESA NEGA 'PERSEGUIÇÃO' A FILME GAY E REAFIRMA VETO A SEXO EM BLU-RAYS

A Sonopress, empresa que replica DVDs e blu-rays no Brasil, disse ao G1 que o filme "Ninfomaníaca" será analisado na quinta-feira (27), e estará sujeito à regra da empresa que impede a produção de conteúdo com sexo explícito. Como o filme de Lars Von Trier tem cenas de sexo explícito, a replicação deve ser negada. A resposta deverá ser divulgada pela Sonopress para a Califórnia Filmes, distribuidora de "Ninfomaníaca", ainda na quinta-feira, após a análise técnica.
O gerente comercial da Sonopress, Wagner Sampietro, disse que a empresa rejeita todos os filmes com estas cenas e que não houve "perseguição" no caso de "Azul é a cor mais quente", que foi recusado pelo mesmo motivo. O vencedor da Palma de Ouro de Cannes tem cenas de sexo gay entre as protagonistas.
A Califórnia Filmes chegou a anunciar o lançamento de "Ninfomaníaca" em DVD e blu-ray para o dia 29 de abril no Brasil. No entanto, a assessoria de imprensa da distribuidora disse aoG1: "Ainda não chegamos na parte de replicação do blu-ray. Ainda não temos uma posição, não sabemos o que vai acontecer quando chegar nessa etapa".
"Temos um check-list técnico, e um dos critérios para aprovação é não ter sexo explícito", diz Wagner. Ele reafirma a regra, mas admite que pode ter havido erro de análise em blu-rays feitos anteriormente pela Sonopress. "Estão citando filmes de 2010 que fugiram à regra. Se houve filmes no passado que passaram e foram para blu-ray com estas cenas, foi um erro da pessoa que analisa. Não deveria ter feito", diz.
Segundo Wagner, as duas outras empresas que produzem blu-rays no Brasil, Sony DADC e AMZ, também vetam sexo explícito. No caso de DVDs, há empresas que não restringem estes conteúdos.
'Azul é a cor mais quente'
A Imovision, distribuidora de "Azul é a cor mais quente", divulgou um comunicado na terça-feira (25) em que critica as empresas que estão se recusando a produzir o Blu-ray do filme francês.
"A Imovision procurou a empresa brasileira Sonopress, que replica seus títulos em Blu-ray, mas a mesma se recusou e ainda alegou que nenhuma outra empresa faria o serviço. A Imovision então contatou a SONY DADC, que também se recusou a produzir o Blu-ray do filme, por considerar o conteúdo inadequado devido às cenas de sexo, apesar do filme já ter sido classificado para maiores de 18 anos", diz o texto.
Fonte:G1

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

ARACATI CARNAVAL 2014: CONFIRA A LISTA DE ATRAÇÕES

Confira as atrações do carnaval deste ano em ARACATI: É o Tchan, Margareth Menezes, Fantasmão, Ítalo e Renno, Ricardo Chaves, Mr. Babão, Márcia Freire, Lagosta Bronzeada, Banda Jeremias, Phaphirô, André Luví, Sunsamba, Bananaboa, Banda Feras e bandas locais.

Parte da população já vinha reclamando da demora na divulgação, e pelo jeito, de acordo com as primeiras manifestações nas redes sociais, a maioria não gostou muito do que foi anunciado. Os pedidos de alguns internautas incluíam Parangolé, Aviões, Real e Solteirões. Entre os comentários nas redes sociais, surgiu até quem citasse as atrações de Camocim como sendo melhores. Polêmicas à parte, vale lembrar que, com grandes atrações ou não, Aracati sempre fez um grande carnaval, conhecido nacionalmente, em grande parte por estar situada a pouco mais de 120Km de Fortaleza, pelas belezas naturais, e por valorizar bandas da cidade e movimentos mominos tradicionais. 

LISTA DAS ATRAÇÕES:

- É o Tchan

- Margarete Menezes

- Fantasmão

- Italo e Renno

- Ricardo Chaves

- Mister Babão

- Lagosta Bronzeada

- Jeremias (Bahia)

- Phapirô

- Marcia Freire

- 5%

- André Luvi

- Sunsamba

- Banana Boa (Bahia)

- Kiko Sales ex-pimenta nativa

- Feras

- Amor a mil

- Louca Mania

- Los Kakos

- Malucos da Folia

- Chico de Janes

- Freesom

- Xote Sete

- Moleque Atrevido

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

LEI PERMITE QUE EMPRESÁRIOS NEGUEM SERVIÇOS A GAYS NOS EUA

O parlamento do Arizona aprovou na semana passada uma lei que, na prática, permite a empresários usar a religião como pretexto para impedir o consumo de produtos e serviços pela comunidade LGBT, em seus estabelecimentos. A medida causou discussão entre os setores mais conservadores e os defensores dos direitos dos homossexuais no estado e enfureceu empresários.
A empresa de tecnologia Apple, a companhia aérea American Airlines e a rede de hotéis Marriott pediram à governadora do Arizona, Jan Brewer, que vete a lei.  
O escritório da republicana recebeu mais de 10.000 comunicados, só na última segunda-feira, a maioria alertando Brewer quanto às consequências negativas que a aprovação da lei teria na economia do estado, que ainda se recupera de uma recessão. “A medida teria um profundo impacto na indústria hoteleira do Arizona e na situação econômica geral do estado durante os próximos anos", afirmou a rede Marriott por meio de um comunicado. “Nossa economia cresce melhor quando as portas do comércio estão abertas para todos”, declarou a American Airlines.
Manifestantes pediram à governadora Jan Brewer que vete a lei que permitirá que empresários se neguem a atender homossexuais 
Brewer, conhecida por suas políticas contra os imigrantes, tem até o final desta semana para aprovar ou não a matéria.  Apesar do seu conservadorismo, a governadora vetou em 2013 uma norma semelhante ao afirmar que a medida não passava de uma distração do parlamento que deveria abordar temas que fossem de fato prioritários para o estado.
Embora o casamento entre pessoas do mesmo sexo seja legal em 17 estados do país, estados mais conservadores continuam propondo leis que limitam os direitos dos homossexuais.

COM A MANCHETE “DESMASCARADOS”JORNAL DA UGANDA PUBLICA LISTA COM NOMES DE DUZENTOS GAYS

Um jornal da Uganda publicou nesta terça-feira uma lista com nomes e fotos de duzentos homossexuais do país, revelando até mesmo a orientação sexual de muitas pessoas que nunca teriam falado publicamente sobre suas sexualidades. Com a manchete “Desmascarados!”, o jornal inclui nomes de ativistas gays como Pepe Julian Onziema, um cantor popular de hip-hop e um padre da Igreja Católica.
A publicação ocorre um dia após o presidente Yoweri Museveni assinar a polêmica lei antigay que prevê penas de 14 anos à prisão perpétua para os homossexuais no país. O presidente argumentou que alguns grupos estariam promovendo a homossexualidade no país e influenciando crianças, porém não citou os nomes dos grupos. Museveni também disse que existe uma "má influência" ocidental. Apesar das tentativas de interferência internacionais, o presidente foi bastante apoiado em seu país. 
O Secretário de Estado americano, John Kerry, disse nesta segunda-feira, 24, que a assinatura da lei marca um “dia trágico para a Uganda e para todos aqueles que se preocupam com a causa dos direitos humanos”, e alertou que os EUA podem impor sanções ao governo do país do leste africano.
Um evento organizado pelos cristãos do país celebrou a assinatura da nova lei na Uganda. O presidente argumentou a necessidade da lei antigay contra a influência do ocidente que estaria "agravando a homossexualidade" no país
Sobre a lista publicada nesta terça-feira, a ativista homossexual Jacqueline Kasha publicou em seu Twitter que “a mídia de caça está de volta”. O ativista gay Patrick Onyango disse que presenciou seis prisões, e que mais de uma dúzia de homossexuais na Uganda saíram do país desde dezembro de 2013 em busca de segurança. O porta-voz da polícia nega as informações sobre as prisões.
Ativistas anti-gay liderados pelo pastor Martin Ssempa (ao centro) comemorou a assinatura da nova lei na Uganda
Em 2011, outro tablóide, já extinto na Uganda, publicou uma lista similar em que incitava as pessoas à execução de gays. Na época, um juiz condenou a divulgação da tal lista em um país onde os homossexuais enfrentam severa discriminação, e considerou a publicação invasão de privacidade; ainda em 2011, um ativista foi assassinado por causa de seu trabalho promovendo direitos de homossexuais na Uganda.  
A nova lei antigay da Uganda proíbe as relações homossexuais entre adultos homossexuais e a pena pode chegar à prisão perpétua. 
Fonte:Terra