quarta-feira, 23 de outubro de 2013

HOMOFOBICO BOLSONARO ATACA GAYS EM ENTREVISTA PARA DOCUMENTÁRIO INGLÊS

O comediante Stephen Fry se chocou com as opiniões do deputado federal Jair Bolsonaro sobre a causa gay no Brasil. O inglês, responsável pela produção do documentário “Out there”, sobre o avanço da homofobia no mundo, atualmente em exibição na BBC, no Reino Unido, entrevistou o político para o filme e descreveu o momento como ‘um dos mais estranhos e sinistros encontros que já teve na vida’.
Em um teaser do documentário, divulgado na internet, o deputado afirma: “Nenhum pai tem orgulho de ter um filho gay” e “Nós, brasileiros, não gostamos dos homossexuais”. Ele atribui ainda as agressões aos homoafetivos no Brasil ao uso de drogas e à prostituição. O político destaca que também está pensando em organizar uma passeata do orgulho hétero, mas que não convidaria seu entrevistador.
Fry, que é gay assumido, chegou a tentar o suicídio durante as filmagens. Sobre o encontro com o político, ele comentou: “Bolsonaro é o típico homofóbico, que eu encontrei pelo mundo, com seu mantra de que os gays querem dominar a sociedade, recrutar crianças ou abusar delas. Mesmo num país progressistas como o Brasil, suas mentiras criam histeria entre os ignorantes, dos quais violência pode surgir”.
No documentário, Fry mostra como os crimes de homofobia estão se expandindo em todo o planeta. O Brasil é apontado ao lado de Uganda e Rússia como um dos países nos quais políticos e líderes religiosos mais perseguem os homossexuais. Para ilustrar o fato, a equipe de produção do filme veio até o Rio de Janeiro para gravar uma entrevista com Jair Bolsonaro, que mais uma vez causou polêmica com suas opiniões sobre os homossexuais.
O inglês aproveitou a vinda ao país para conversar também com Angélica Ivo, mãe de Alexadre Ivo, de 14 anos, que foi assassinado em 2010, por skinheads, em São Gonçalo. Para ela, o comportamento do filho, levou ao ataque que o levou à morte.
Fonte:Tribuna

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

VÍTIMAS CONSTANTES DE ABUSOS EM PRESÍDIOS, HOMOSSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS DEVEM TER O DIREITO DE CUMPRIR PENA EM ALAS SEPARADAS DE OUTROS DETENTOS.

Vítimas constantes de abusos em presídios, homossexuais, travestis e transexuais devem ter o direito de cumprir pena em alas separadas de outros detentos. O Conselho Nacional de Combate à Discriminação contra Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis, formado por 15 órgãos do governo federal e 15 da sociedade civil – ligado à Secretaria de Direitos Humanos (SDH) – já tem o esboço de uma resolução que recomenda a criação desses espaços. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também deve elaborar recomendação nesse sentido. Enquanto não há uma regra oficial, a SDH tem termos de compromisso assinados com 16 estados para elaborar ações voltadas à população carcerária LGBT e à capacitação de profissionais para lidar com o grupo. A principal medida é, justamente, a construção de alas separadas em presídios.

Hoje, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba e Rio Grande do Sul reservam espaços exclusivos para os detentos homossexuais. A partir do ano que vem, a Bahia deve adotar o sistema. Segundo o coordenador da área LGBT da SDH, Gustavo Bernardes, embora não exista uma estatística oficial, a secretaria recebe constantemente denúncias de abusos sexuais, psicológicos e tentativas de homicídios contra homossexuais apenados. “Pensamos na vida. Se ela está em risco, preferimos mantê-las (travestis e transexuais) separadas”, disse. A resolução deve ficar pronta no fim do mês e vai propor que a entrada na ala exclusiva seja uma opção do detento.

O conselheiro do CNJ Guilherme Calmon considera a medida importante. Para ele, a proposta é encarada como uma forma de prevenir a violência e reconhecer a pessoa como ela se vê. Ele cita o exemplo das transexuais, que se reconhecem como mulher, mas têm que cumprir pena em unidades masculinas, a não ser que tenham se submetido à cirurgia de mudança de sexo. “Trata-se do grupo mais sujeito a violações. É a parcela mais vulnerável.”

BOAS EXPERIÊNCIAS 

Minas foi o primeiro estado a oferecer alas LGBT em presídios, em 2009. Atualmente, há 34 detentos – a capacidade máxima – no espaço exclusivo da Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Como a experiência deu certo, foi criada uma ala LGBT no presídio de Vespasiano, na Grande BH, onde 33 homossexuais cumprem pena.

O presídio de Porto Alegre foi o segundo a ter espaços exclusivos para LGBT, criados em abril de 2012. Na Paraíba, as alas para travestis e transexuais funcionam há pouco mais de dois meses nos presídios Roger, na capital, e Serrotão, em Campina Grande. Em Mato Grosso, a ala foi criada há sete meses e, hoje, abriga seis presos.

Fonte:Estado de Minas

COMISSÃO DE FELICIANO APROVA PROJETO QUE PERMITE A TEMPLOS NÃO ACEITAR HOMOSSEXUAIS

O deputado homofóbico Washington Reis (PMDB-RJ) é o autor do projeto de lei
Sob o comando do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou nesta quarta-feira (16) projeto de lei que livra os templos religiosos, padres e pastores, de serem enquadrados na lei de discriminação se vetarem a presença e participação de pessoas "em desacordo com suas crenças".
Na prática, a proposta quer evitar que os religiosos sejam criminalizados caso se recusem a realizar casamentos homossexuais, batizados ou outras cerimônias de filhos de casais gays ou mesmo aceitar a presença dessas pessoas em templos religiosos.
Autor do projeto, o deputado Washington Reis (PMDB-RJ) propõe alterar uma lei de 1989 que define como crime praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Essa norma estabelece prisão de um a três anos para tais situações.
Segundo parlamentares, essa lei é utilizada atualmente por homossexuais que se sentem discriminados. A criação de uma lei específica contra a discriminação de gays sofre resistência no Congresso.
"Deve-se a devida atenção ao fato da prática homossexual ser descrita em muitas doutrinas religiosas como uma conduta em desacordo com suas crenças. Em razão disso, deve-se assistir a tais organizações religiosas o direito de liberdade de manifestação", afirmou Reis.
A posição foi reforçada pelo relatório do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). "O alcance da lei, antes voltado mais à questão racial, tem sido ampliado, tendendo a estender proteção também à prática homossexual. Assim, a proposta esclarece melhor o alcance da referida norma ao diferenciar discriminação de liberdade de crença", disse ele.
"As organizações religiosas têm reconhecido direito de definir regras próprias de funcionamento e inclusive elencar condutas morais e sociais que devem ser seguidas por seus membros", completou Bolsonaro.
O texto, que foi aprovado pela comissão formada majoritariamente por evangélicos, segue para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
Fonte:JC

POLÍCIA QUEIMA CASAS DE HOMOSSEXUAIS NA JAMAICA

A polícia jamaicana está sendo acusada de queimar as propriedades de homens gays e bissexuais em Kingston, capital do país.
De acordo com reportagem de uma TV local, os homens eram prostitutos e a polícia os acusa de assediarem verbalmente os homens que transitavam no local, uma das ruas mais movimentadas do bairro de New Kingston.
“Apesar do Comissário da Polícia jamaicana ter emitiu uma directiva de que as vítimas LGBT não devem ser discriminadas, e de ter havido notícias recentes que mostram a polícia jamaicana resgatando gays de ataques da máfia, é claro que existe muito trabalho a ser feito com a polícia para que eles respeitem e apoiem os direitos humanos de gays jamaicanos vulneráveis”, afirmou o  advogado e ativista jamaicano Maurice Tomlinson, ao site “Gay Star News”.
Com informações: Parou Tudo

5ª PARADA PELA DIVERSIDADE SEXUAL DE PACATUBA ACONTECE NO DOMINGO 03 DE NOVEMBRO

Acontece no domingo 03 de Novembro a 5ª Parada pela Diversidade Sexual de Pacatuba, município da região metropolitana de Fortaleza.
Com tema: NA TERRA DA PAIXÃO NÃO PODE HAVER DISCRIMINAÇÃO! A Parada contará com o show da banda Forró de Salto e DJs de Fortaleza.
A concentração será a partir das 15:00 no Portal do Turismo Centro de Pacatuba.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

SITE ONIX DANCE LANÇA CAMPANHA PARA QUE AS PESSOAS VITIMAS DE PRECONCEITO DENUNCIEM.

É fato que a grande maioria dos gays, lésbicas, travestis e transexuais vitimas de preconceito acabam se calando por medo ou vergonha e isso dificulta a punição do agressor e neste caso o silêncio se torna uma arma para o homofóbico.
A campanha NÃO SE CALE! O SILÉNCIO É A ARMA DA HOMOFOBIA. Visa incentivar os LGBTs vitimas de preconceito a procurarem seus direitos.
Infelizmente Fortaleza não dispõe de um telefone para denuncias como no Rio de Janeiro, por exemplo, mas segue o contato do GRAB Grupo de Resistência Asa Branca que pode orientar a vitima de homofobia.


GRAB Rua K (Ipê Amarelo), nº 1022 – Itaperi – Fortaleza
Fone: (85) 3253-6197/32266761

Email: grab@uol.com.br

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

CABELEIREIRA TRANSEXUAL DENUNCIA TRANSFOBIA NA FEIRA DA BELEZA EM FORTALEZA

A cabeleireira transexual Perola Peron, denunciou através de seu Facebook que foi constrangida e humilhada ao tentar usar o banheiro feminino no Novo Centro de Eventos do Ceará durante a edição 2013 da Feira da Beleza voltada para profissionais cabeleireiros e maquiadores do Nordeste, que vale salientar em sua grande maioria é formada por travestis e homossexuais.
Segundo Perola, tudo corria dentro da normalidade até a mesma precisar utilizar o banheiro feminino e o segurança barrar a sua entrada afirmando que ela não poderia entrar pois o banheiro da mesma era o masculino, ao afirmar que sendo uma travesti não poderia utilizar o banheiro masculino Perola ouviu do mesmo que então deveria dirigir-se ao banheiro dos deficientes causando revolta não só em Paola, mas nas mulheres que acompanhavam a cena,  o truculento senhor da foto ainda exigiu que as pessoas apagassem as fotos e os vídeos que foram feitos.
Perola diz que irá pedir satisfações a associação dos cabeleireiros responsável pelo evento já que se sentiu humilhada.

Nos que fazemos o site Onix Dance pedimos que a ATRAC o GRAB e claro a Coordenadoria da Diversidade Sexual da Prefeitura de Fortaleza entrem no caso para que o responsável ou os responsáveis não fiquem impunes e que atos como este não voltem a se repetir afinal homofobia é crime! 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

UNAIDS CRITICA LEI QUE PROÍBE ACESSO DE SOROPOSITIVOS A BANHEIRO PÚBLICO

O Programa das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids) se declarou nesta segunda-feira (14) contra um projeto de lei das autoridades chinesas que pretende proibir a entrada de soropositivos em spas e banheiros públicos.
A nova legislação, divulgada pelo governo em seu site, obrigaria os spas e banheiros públicos a colocar cartazes para proibir a entrada de "pessoas portadoras de uma doença de transmissão sexual, do vírus HIV e de patologias cutâneas contagiosas".
"A Unaids recomenda retirar do projeto de lei as restrições do acesso aos banheiros públicos, spas e a outros estabelecimentos similares para os soropositivos", declarou à AFP Hedia Belhadj, coordenadora do Programa Unaids na China.
Segundo as estimativas desse programa da ONU, a China conta com 780 mil soropositivos, um número que muitos especialistas consideram muito abaixo da realidade em um país onde persistem os preconceitos e as discriminações, apesar de progressos realizados nos últimos anos.
Fonte: Com informações Bem Estar

sábado, 12 de outubro de 2013

DATAFOLHA: DILMA VENCE 1º TURNO CONTRA AÉCIO E CAMPOS

A presidente Dilma Rousseff (PT) seria reeleita no primeiro turno se disputasse a eleição presidencial contra o senadorAécio Neves (PSDB) e o governador pernambucanoEduardo Campos(PSB), segundo pesquisa do instituto Datafolha realizada na última sexta-feira, 11. Dilma teria 42% das intenções de voto, enquanto Aécio ficaria com 21% e Campos, 15%. Votos em branco, nulo ou nenhum totalizam 16% e outros 7% não sabem em quem votar.
 A pesquisa é a primeira após a união da ex-senadora Marina Silva com Eduardo Campos. Foram feitas 2.517 entrevistas em 154 municípios, e a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
Fonte:O Povo

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

ACREDITE SE QUISER! APÓS POLÊMICA, BARILLA DIZ EM SEU SITE RECONHECER A DIVERSIDADE

Após virar alvo de ativistas LGBT por conta de declarações de que não usaria casais do mesmo sexo em propagandas da marca, a Barilla publicou na página de abertura da versão brasileira do seu site um comunicado com pedido de desculpas, no qual afirma reconhecer e promover a diversidade.

"Valorizamos e respeitamos as famílias com diferentes estruturas. Conforme nossa estratégia empresarial, promovemos a diversidade. Diversidade de todos os tipos é um dos claros objetivos que a empresa se propõe", diz o texto.

A polêmica começou após o presidente do grupo, Guido Barilla, afirmar em entrevista a uma rádio italiana que "nunca faria um anúncio com uma família homossexual". Ele disse ainda que a marca tem o conceito de família tradicional e "se os gays não gostam (da decisão) eles podem ir comer outra marca".

Após a repercussão, a empresa pediu desculpas e o executivo chegou a divulgar um vídeo na página da Barilla no Facebook se desculpando pela declaração.

No comunicado na página na Barilla, a empresa pede desculpas "a todos os nossos amigos, família, funcionários e parceiros que temos magoado ou ofendido".

Confira a íntegra do comunicado:

Na Barilla, nos preocupamos com todos, seja qual for a sua raça, religião, crença, gênero ou orientação sexual. A nossa missão é ajudar as pessoas, cada uma delas, a viver melhor, promover o bem estar e o prazer das refeições no seu dia-a-dia.

Valorizamos e respeitamos as famílias com diferentes estruturas. Conforme nossa estratégia empresarial, promovemos a diversidade. Diversidade de todos os tipos é um dos claros objectivos que a empresa se propõe.

A Barilla reconhece a diversidade cultural, de gênero e de habilidades como um valor essencial para o bem-estar da companhia. A integração, a inclusão e a responsabilidade social e ambiental são os valores nos quais a Barilla se baseia, como resultados de uma forte e ampla identidade reconhecida.

A Barilla acredita firmemente que, para poder qualificar como ética a sua atividade empresarial, tem que trabalhar respeitando e salvaguardando os direitos humanos, as capacidades regenerativas do Planeta e o bem estar das comunidades, promovendo ao mesmo tempo o desenvolvimento sustentável das pessoas.

O objetivo da Barilla vai além de proporcionar bons produtos alimentares de alta qualidade para as pessoas. Também cuidamos do planeta, e nos focamos em ampliar a presença dos produtos alimentares que possuem baixo impacto ambiental.

Nós Barilla, aproveitaremos este momento para aprender e promover ainda mais o caminho de diversidade cultural por nós já iniciada.

A todos os nossos amigos, família, funcionários e parceiros que temos magoado ou ofendido, pedimos muitas desculpas.

Com informações: G1

NEM ATIVOS NEM PASSIVOS, 'GOUINES' SÃO GAYS QUE NÃO CURTEM PENETRAÇÃO

No mundo homossexual, há os que se dizem passivos (têm prazer ao serem penetrados), os ativos (que curtem penetrar) e os versáteis (que praticam os dois papéis na cama). Mais recentemente, tem surgido nas redes sociais e nos aplicativos de "pegação" um grupo de gays que se autodenomina de "gouine".

O termo, em francês, é usado para se referir às lésbicas e foi adotado para classificar homens que se relacionam com outros homens, mas não gostam de sexo anal –ou, simplesmente, "gouinage".
Desde o final da década passada, a prática vem sendo abordada em reportagens publicadas por revistas de temática gay na Europa. No Brasil, os primeiros grupos de "gouines" começam a se formar. Um deles está no Facebook, o Gouinage SP, que foi criado recentemente pelo autônomo Sergio Akio, 40. O espaço virtual serve para quem curte esse tipo de relação sexual conhecer seus pares.
Segundo Akio, há dificuldade para encontrar "gouines". "Não é um movimento, uma coisa passageira. A gente nasce assim. Muitos fazem, mas não dão esse nome, nem o conhecem", diz. "Sempre me senti 'gouine', desde menino. Por isso, até hoje, não tenho muitas relações".
Ao buscar referências na internet, quem sente o mesmo desejo de transar sem que haja penetração acaba trombando com a expressão francesa. Foi o caso de Akio. "Na época das comunidades do Orkut, eu procurava pelas páginas de sexo sem penetração. Achei uma e, nela, alguém postou algo com a palavra 'gouinage'. Fui atrás", conta ele.
E como os "gouines" se soltam sob os lençóis? O sexo oral é uma das práticas. Tem também o "frottage" (fricção em francês) ou a "guerra de espadas". 


Heterossexuais podem aderir
 

Apesar de a prática estar mais associada a homossexuais, os heterossexuais também podem se sentir bem transando sem que tenha penetração, diz o psiquiatra Alexandre Saadeh, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. E não tem nada de patológico. "Mesmo entre heterossexuais, essa prática pode ser adotada, não o tempo todo, mas durante parte da vida sexual de um casal".
A também psiquiatra Carmita Abdo, do ProSex (Programa de Estudos em Sexualidade  da mesma instituição paulistana), complementa: "Estudos populacionais que tenho coordenado sobre o comportamento sexual do brasileiro revelam que cerca de 20% das relações sexuais não têm penetração por diversas razões, inclusive por dificuldade de ereção ou de relaxamento da vagina. Mas também por opção".
Fone:UOL

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

GAROTAS QUE ESFAQUEARAM MÉDICA NA PRAIA DO FUTURO SÃO APREENDIDAS

As três garotas que assaltaram e esfaquearam na Praia do Futuro, no último sábado (5), a médica Larissa Costa Amorim, de 23 anos, foram apreendidas no começo da tarde desta segunda-feira (7). As adolescentes de 11, 13 e 14 anos foram encontradas na comunidade da Praia do Futuro e encaminhadas para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).
Em depoimento, a menina de 14 anos confessou ter esfaqueado a médica e disse que ao deixar a delegacia cometeria outros crimes. A ação aconteceu no último sábado quando Larissa deixava uma confraternização em uma barraca na Praia do Futuro. Ao se aproximar do seu carro, ela foi atacada e teve duas perfurações nas costas.
A médica foi socorrida por amigos e levada ao Hospital Regional da Unimed (HRU) onde passou por cirurgia. O estado de saúde de Larissa é estável e ela não corre risco de morte.     
Com informações: DN

domingo, 6 de outubro de 2013

ADVOGADO CONTA COMO ATUA A POLÍCIA EM PRISÃO DE GAYS EM PEGAÇÃO NA FLÓRIDA

O advogado da Flórida Russell Cormican afirma que já defendeu mais de 100 homens gays acusados de atentado ao pudor e outros crimes na Flórida. Pegos em ações que envolvem policiais disfarçados, a modalidade de atuação policial apelidada pejorativamente de “empacote uma bicha” (bag-a-fag), são conhecidas em todo o país porém são mais frequentes no estado que é destino de férias e concentra uma grande comunidade gay. A Florida, apesar de ter destinos turísticos gays conhecidos, nunca foi muito tolerante com a pegação gay. Em entrevista à revista virtual Death and Taxes, o advogado conta como os policiais atuam.

“Normalmente envolve um policial disfarçado que vai a banheiros ou parques e ficam por lá, manifestando um comportamento típico de quem busca por pegação. Olham, fazem linguagem corporal e dão dicas a indicar ao outro que estão procurando por este tipo de atividade. Os policiais provocam até que a pessoa se exponha ou toque no policial, e então elas são presas”, conta Cormican.

O advogado ainda alega que as batidas são feitas com base em denúncias anônimas, e não pode afirmar se é homofobia, mas que desconhece esse tipo de operação em casos héteros, ao ser perguntado se seria uma ação preconceituosa. “Em 15 anos que sou advogado criminal, eu nunca soube de eles usarem uma policial disfarçada se oferecendo para homens  e prendendo quem concorda com isso”, polemiza o entrevistado.

Geralmente as pessoas são acusadas de dois crimes, de abuso – se tocarem o policial, após o policial pedir para não ser tocado, ou de atentado ao pudor, se ficarem nuas. O problema maior é que a maioria das pessoas não quer lutar contra isso judicialmente, e acabam aceitando penas menores, convertidas em multa, e vira uma situação vexatória. 
Fonte: Lado A

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

EM AÇÃO RÁPIDA, POLÍCIA MILITAR DESOCUPA ÁREA DO COCÓ

Durou menos de 10 minutos a ação de desocupação realizada por tropas da Polícia Militar que avançaram em direção ao Parque do Cocó na tarde desta sexta-feira (4). Houve confronto, e os tiros de balas de borracha e as bombas de gás lacrimogêneo da PM foram respondidos com o arremesso de pedras por parte dos acampados contrários à construção de dois viadutos da Prefeitura na confluência das avenidas Antônio Sales Engenheiro Santana Júnior. Duas pessoas foram detidas. Um deles, correu nu em direção a uma das barreiras policiais. 
Apesar da resistência dos manifestantes, e após algumas horas de tentativa de negociação, os policiais entraram, sem dificuldades, na área que estava há mais de 80 dias ocupada por ativistas. Mesmo depois de terem deixado o interior do parque, acampados continuaram a reagir, e a PM realizou ações para dispersar os manifestantes que permaneceram no entorno do Parque.
Logo em seguida, o acampamento foi destruído, e o material encontrado na área retirado por caminhões. Tapumes foram levados ao local para isolar a área, por onde passará a obra de construção dos viadutos. As pedras usadas no confronto foram retiradas da via com um trator.
Para realizar a ação, parte das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior foram interdidatas, e o trânsito desviado por algumas horas. Agentes da AMC também foram deslocados para a área.
Determinação do TRF5 foi decisiva para desocupação
Na última quinta-feira (3), o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) determinou a reintegração de posse da área em favor da Prefeitura, assim como a desocupação do parque. Na manhã desta sexta-feira (5), houve uma reunião na Justiça Federal do Ceará para tentar um diálogo.
Portanto, os manifestantes foram oficiados da decisão, nesta sexta-feira, pouco depois das 13h e teriam 2 horas para deixar o local. Depois disso, O juiz federal Kleper Ribeiro esteve nolocal para tentar negociar, mas os manifestantes se recusaram a ouvir.
Fonte: Diario do Nordeste

AS LÉSBICAS E O CÂNCER DE MAMA.

Lésbicas não são diferentes das outras mulheres em nada, mas determinados comportamentos presentes entre elas as tornam mais vulneráveis a algumas doenças.  Segundo pesquisas internacionais, mulheres homossexuais costumam fumar bem mais do que as heterossexuais, consequentemente correndo maior risco de desenvolver doenças causadas pelo tabagismo.

No caso do câncer de mama, fora o maior consumo de cigarros, as lésbicas também têm maior possibilidade de desenvolver o mal por conta dos seguintes fatores de risco: excesso de bebida, obesidade e ausência de gravidez (ou gravidez infrequente). Embora esses fatores de risco não sejam exclusivos das lésbicas, são mais comuns entre elas e as mulheres bissexuais.

Acrescenta-se a esses fatores (que, em sua maioria, podem ser eliminados com mudanças no estilo de vida) o problema do preconceito que afasta as lésbicas dos consultórios ginecológicos por medo de receber um tratamento discriminatório e inadequado. Com maiores fatores de risco e sem exames regulares de detecção precoce do câncer de mama, as lésbicas ocupam triste lugar de destaque no ranking dos grupos com alta incidência da doença. 

Nos EUA, após muita pressão de advogados da causa LGBT, este ano, a pesquisa nacional sobre saúde incluirá questões sobre orientação sexual. Ao coletar mais informações sobre pacientes LGBT, a pesquisa poderá orientar os serviços de saúde a tratar essa população mais adequadamente. 


Segundo médicas e ativistas, como Susan Love, médica lésbica e fundadora da Fundação de Pesquisa Dr. Susan Love (Dr. Susan Love Research Foundation) e Liz Margolies, diretora executiva da Rede Nacional LGBT de Combate ao Câncer (National LGBT Câncer Network), a pesquisa é um bom começo para a melhoria no atendimento aos pacientes LGBT, mas a luta apenas começou. De qualquer forma, ambas são enfáticas ao recomendar que as parceiras convençam umas as outras a realizar exames periódicos para detecção do câncer de mama. Melhor enfrentar o preconceito do que o câncer! 
Fonte: Um outro Olhar

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

AÇÃO NA JUSTIÇA PODE FAZER FACEBOOK SAIR DO AR NO BRASIL

Uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo deu prazo de 48 horas para que o Facebook retire do ar mensagens publicadas pela modelo e apresentadora Luize Altenhofen sobre o dentista Eudes Gondim Jr., segundo despacho publicado nesta quarta-feira (2). Do contrário, a rede social será tirada do ar.
Caso não cumpra o pedido da 1ª Vara Cível da Comarca de São Paulo no período estipulado, o TJ-SP pedirá a provedores de internet que bloqueiem o acesso à rede social.
O site foi pego no fogo cruzado entre uma disputa judicial que começou em janeiro deste ano entre a ex-Miss Brasil Internacional e o dentista. Morador do bairro do Butantã, zona Oeste de São Paulo, o mesmo que Luize, Gondim Jr. bateu com uma barra de ferro em um dos cachorros da raça pit bull da apresentadora. Segundo o dentista, o animal tentou atacar a ele, sua mulher e sua filha.
O cão teve convulsões e foi levado pela polícia ao veterinário. No mesmo dia, Luize arrebentou o portão da casa do dentista com sua caminhonete Amarok. Gondim registrou dois boletins de ocorrência, um pelo ataque do animal, outro pelo acidente com o veículo.
De acordo com a polícia, Luize disse que não conseguiu acionar o pedal do freio, o que causou a colisão, quando estava se dirigindo à clínica veterinária onde o pit bull estava.
O assunto foi parar no Facebook, em postagens que o dentista pede para retirar. O TJ-SP determinou que a rede social retirasse as publicações em abril deste ano e reiterou sua determinação em junho.
Descumprimento
Descumprindo da decisão, a empresa alegou que o “Facebook Brasil não é o responsável pelo gerenciamento e do conteúdo e da infraestrutura do Site Facebook”.
E completou: “Essa incumbência compete a duas outras empresas distintas e autônomas, denominadas Facebook Inc. e Facebook Ireland LTD., localizados nos Estado Unidos da América e Irlanda, respectivamente".
O juiz do caso, Régis Rodrigues Bonvicino, considerou a declaração “afrontosa à soberania brasileira”. “Se o Facebook opera no Brasil, ele está sujeito às leis brasileiras”, escreveu.
Soberania e espionagem
O magistrado subiu o tom e citou ainda a revelação do Fantástico de que a presidente Dilma Rousseff e a Petrobras foram alvo dos programas de espionagem cibernético do governo dos Estados Unidos, fato que consta de documentos trazidos à tona pelo ex-técnico da CIA, Edward Snowden. “É uma desconsideração afrontosa agravada pela notória espionagem estatal, oficial, do governo americano”, escreveu o juiz. “O Facebook não é um país soberano superior ao Brasil”, enfatizou.
Desta vez, a rede social informou que cumprirá a decisão. "O Facebook tem por política cumprir ordens judiciais para bloqueio de conteúdo desde que tenha a especificação do conteúdo considerado ilegal", afirmou a rede social em comunicado enviado ao G1. Apenas no primeiro semestre de 2013, órgãos de governo do Brasil solicitaram informações de 857 contas na rede social.
O advogado de Gondim Jr., Paulo Roberto Esteves, afirmou ao G1 que um dos advogados do Facebook entrou em contato para pedir os links, a fim de cumprir a decisão. “Ele vai excluir. Acredito que vai cumprir a determinação. Deve despachar com o juiz ainda hoje”, disse. O dentista pede uma reparação de R$ 106 mil por danos morais e materiais –o reparo do muro, segundo ele, custou R$ 6,5 mil.
A equipe de reportagem do G1 entrou em contato com os advogados de Luize, que disseram não ter o que comentar, pois o processo ainda está no início. A audiência entre as partes foi marcada para novembro.
Em agosto, a Justiça Eleitoral de Florianópolis determinou que o Facebook fosse bloqueado no Brasil por 24 horas por ter descumprido uma liminar de julho que estabelecia a exclusão da página "Reage Praia Mole" da rede social.
Fonte: G1

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

"PROSTITUIÇÃO ENTRE TRAVESTIS É NECESSIDADE E NÃO OPÇÃO", DIZ FOTÓGRAFA CARIOCA

É com frequência que as pessoas relacionam travestis com prostituição de rua. Muita gente, ao falar do assunto, menciona de imediato a cena que se transformou em marca registrada: homens com trajes femininos (e corpos muitas vezes modificados a base de hormônios) nas esquinas, esperando clientes em busca de sexo.
O que esquecem é que, por trás disso, há pessoas com vida própria, que além de serem travestis, cuidam de casa, têm um cotidiano como qualquer outro e lutam por igualdade social. Pensando assim, a fotógrafa carioca Ana Carolina Fernandes criou a série “Mem de Sá, 100”. O projeto nasceu depois de quase três anos de observação da rotina das travestis num casarão antigo na Lapa, no Rio de Janeiro. A série, que já ficou exposta no Rio, ganha agora uma mostra na DOC Galeria, em São Paulo, a partir do dia 1º de outubro, com curadoria de Eder Chiodetto. Marie Claire conversou com Ana sobre “Mem de Sá, 100”:
Marie Claire: Quando surgiu a ideia de fazer essa série e com qual objetivo?
Ana Carolina Fernandes:
 Tudo começou há uns 10 anos. Através de um amigo em comum, conheci a Luana Muniz, travesti de grande influência no Rio de Janeiro, sobretudo na Lapa. Ela me convidou para ir a um show de transformistas em um clube no qual se apresentava. Fui, fiquei fascinada por aquela estética, mas na época trabalhava como correspondente do jornal "Folha de S. Paulo" no Rio e não me sentia capaz de desenvolver o projeto com o envolvimento que gostaria de ter. Fiquei amiga da Luana, nos encontrávamos às vezes e, em 2008, saí do jornal. Em 2010, nos encontramos para um café, a Luana me levou para conhecer o casarão onde ela alugava quartos para cerca de 25 travestis na Lapa e decidi que daria início ao projeto. Sempre tive fascínio pelas travestis, pela estética e universo curiosos (até então bastante desconhecidos para mim). Mas meu interesse era retratar o cotidiano, não a vida de prostituição. Em fevereiro de 2011, dei início à série.


MC: Como era a rotina de fotos?
Ana:
 A ideia inicial era que eu ficasse em um quarto vazio na casa, para dormir e acordar por lá. Mas isso não foi possível, pois o quarto foi alugado. Então a Luana me deu passe livre, para entrar e sair quando quisesse. Eu ia 3, 4 vezes na semana. Passava 2 semanas sem ir. Não era algo regrado, com prazo. O trabalho foi acontecendo à medida que eu estava lá. Nada foi pré-concebido, nem a ideia de virar exposição. Quando tive as fotos em mãos, mostrei para o Eder Chiodetto, que havia sido meu editor na Folha, ele adorou e passou a ser não só curador como também meu orientador no projeto.
MC: As travestis carregam em sua estética traços masculinos e femininos. Você acha que por clicá-las em suas rotinas diárias, ao invés de seu trabalho nas ruas, essas características ficaram mais aparentes?
Ana: 
Sem dúvida. Esse era o principal objetivo. Geralmente os fotógrafos, quando estão fazendo trabalhos humanistas, querem dar uma voz a esses grupos. Mas eu tinha interesse em dar um corpo, e não voz. O que queria era mostrar a dualidade, a beleza e a sensualidade que tinha certeza de que existia. Senti necessidade de mostrar essa relação “masculino-feminino” que as travestis trazem, seja na alma ou no corpo. A intimidade do convívio, com certeza, facilitou meu objetivo.
MC: Elas ainda lutam por igualdade social ou já não sofrem tanto preconceito como antes?
Ana:
 Sofrem muito, sim. A Lapa é uma espécie de gueto, de refúgio das travestis. Mas você não vê tanto elas fora dali. A sociedade ainda discrimina muito e a própria família também. É muito comum que os parentes as coloquem para fora de casa e não as aceitem. Sofrem preconceito, são olhadas de banda. É um universo à parte.
MC: É um mundo paralelo...
Ana:
 Com certeza. Tanto que algumas vão para a Europa, trabalham, mas são poucas. Nem todas sobrevivem emocionalmente porque, além de viverem à margem da sociedade, vivem num mundo com violência, drogas, HIV.
MC: Drogas e prostituição são realidade dessas travestis?
Ana: 
Todas as meninas que fotografei são prostitutas. Quanto às drogas e ao HIV, são coisas tristes, porém presentes na vida de muitas. Afinal, elas são prostitutas que, querendo ou não, acabam sujeitas ao risco, além de não realizarem um acompanhamento médico constante. Elas não têm dinheiro para médicos particulares. A Luana até luta com uma ONG por essa causa. Ela consegue com pessoas famosas e anônimas um apoio maior para ajudar as travestis nessa questão da saúde. É algo muito triste porque, quando são bonitas e bem cuidadas, tem quem queira. Quando estão acabadas pela AIDS ou pelas drogas, ficam jogadas. O resultado é abandono e degradação.
MC: As travestis que você clicou fizeram cirurgia de mudança de sexo?
Ana:
 Não. Elas tomaram hormônios, colocaram silicone, se vestem e agem como mulher. Mas, no trabalho delas, funciona até aí. Os homens que as procuram (muitas vezes, ricos, heterossexuais e casados) querem transar com alguém que tenha características de mulher, mas que na verdade sejam homens.
MC: Qual o maior sonho delas?
Ana:
 Encontrar um amor. Casar, ter uma vida digna como a de qualquer outra pessoa. Inclusive cliquei uma com um travesseiro com o nome “Cinderela”. Elas têm esse sonho de princesa: alguém que chegue e as tire dessa vida atual.
MC: Então a prostituição, no caso delas, é uma necessidade?
Ana: 
Sim, claro. Prostituição das travestis é totalmente necessidade e não opção. Não existe emprego para travestis em outra área. Poucas estudaram mais do que o 2º grau. Não fizeram faculdade. Não tem essa parte de educação, até porque muitas vêm de zonas pobres. Já vi casos delas trabalharem em outras profissões, enquanto não sabiam da condição delas. Quando se assumiram, perderam o rabalho. É uma situação muito difícil, delicada, e elas precisam se manter de alguma forma. Já basta não terem o apoio da família. A prostituição é uma das poucas opções que restam.
MC: Enquanto você fazia essa série, alguma história te marcou?
Ana:
 Duas travestis tinham um relacionamento amoroso há 2 anos e queriam formar uma família. Quer dizer, eram dois homens, que na verdade eram duas mulheres, que se relacionavam e não se consideravam homossexuais e ainda queriam adotar uma criança, formar uma família. Outra que me marcou foi uma que acabou morando na rua, mesmo após ter tido carro e vivido na Europa. Chegou ao fundo do poço por causa das drogas. Houve também um caso de uma travesti que morreu de AIDS e a família não queria deixar ela ser enterrada como mulher. A Luana teve que brigar com a família da garota, pois ela sabia que ia morrer, e afirmou em vida que queria ser enterrada como mulher.
MC: Você acha que a série vai conscientizar as pessoas e diminuir o preconceito?
Ana: 
Acredito que sim. Esse trabalho teve uma enorme aceitação aqui no Rio, apareceu até em uma revista norte-americana. Só espero que, com isso, as pessoas abram mais a mente, não tenham ideias tão pré-concebidas sobre a sexualidade alheia. Acho que estou, sim, conseguindo isso. Afinal, estamos em 2013, não cabe mais tanto preconceito no mundo, é um absurdo!
Fonte: Marie Claire

PELO MENOS 233 HOMOSSEXUAIS JÁ FORAM ASSASSINADOS NESTE ANO

Somente neste ano, ao menos 223 pessoas foram assassinadas no país vítimas da homofobia. Os dados são do Grupo Gay da Bahia, entidade ligada à defesa dos direitos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Entretanto, o número de crimes cometidos contra homossexuais pode ser ainda maior, já que ainda não existem estatísticas oficiais e atualizadas sobre o assunto. 

O diretor do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (Cellos), Mateus Uerlei, destaca a subnotificação. “Com certeza há muito mais crimes, pois esse levantamento é feito apenas com base nos casos noticiados pela imprensa, e muitas vezes os crimes motivados por gênero não são descritos nas reportagens. Uma travesti, por exemplo, é tratada na mídia pelo seu nome de batismo, e não pelo social”, avalia.
Segundo o levantamento oficial mais recente, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, houve um crescimento de 27% no número de assassinatos de homossexuais entre 2011 e o ano passado, quando foram registradas 338 mortes.

ARAPIRAQUENSES VÃO ÀS RUAS EM FAVOR DO DIREITO DOS HOMOSSEXUAIS

Apoio aos direitos dos homossexuais. Foi esta a mostra que deu o povo arapiraquense durante a 8ª Parada do Orgulho GLBT de Arapiraca, que aconteceu neste domingo (29).
Com o apoio da prefeita Célia Rocha (PTB) e das secretarias Municipais de Cultura e Turismo (Sectur) e de Saúde, o evento ocorreu pela primeira vez no Bosque das Arapiracas, bairro do Centro, com diversas atrações.
Muito além da folia, o momento foi de relexão. "O levante da discussão a respeito do preconceito com os homossexuais é pertinente e a vinda de tanta gente para este evento mostra que Arapiraca virou referência", diz Jairo Campos, reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e padrinho da parada gay.
Segundo ele, todos os países civilizados encaram a orientação sexual com bastante respeito, sendo o homem e a mulher um ser social com direito a se assumir e tornar-se quem é, de fato.
"Estamos aqui a favor da cidadania e da criminilização da homofobia. Isto não é uma festa; é hora conscientizar todos de que somos iguais em todos os aspectos", pontua Marcelo Nascimento, ex-presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bisexuais e Transgêneros (ABGLBT).
Na programação, houve apresentações em cima de um trio elétrico do DJ Faia, de Recife, e do grupo Swing do Bom, além da presença das dragqueens Lavínia Burtner, de Maceió, e Stripperella Über, de São Paulo. "Há pessoas interessadas em saber mais sobre a homossexualidade e, quando percebem, veem que não somos diferentes. Arapiraca está virando o foco da discussão da diversidade", comenta Lavínia.
De acordo com Claudemir Martins, à frente do Grupo Sohmos GLBT Arapiraca, tanto os homossexuais arapiraquenses como de todo o estado estão numa luta só. Este é o oitavo ano que eles, da Sohmos, organizam a parada, sempre com o respaldo da população. Havia milhares de pessoas em toda a extensão do Bosque das Arapiracas, inclusive de outros municípios.
Miss Gay
Neste sábado (28), aconteceu na Tenda Cultural da Praça Luiz Pereira Lima, antiga "Praça da Prefeitura", a 4ª edição do Miss Gay de Arapiraca, tendo como ganhadora Giselly Kevinsky.
Ao longo da semana passada, várias ações foram feitas pelo grupo Sohmos naquela e na Praça Deputado José Marques da Silva, ambas no centro comercial do município, informando sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e acerca da necessidade do uso de preservativos.
Fonte: Ascom Arapiraca

DITADOR DA GÂMBIA CHOCA ONU AO DIZER QUE GAYS SÃO AMEAÇA À HUMANIDADE

“Gays e lésbicas são mais mortais do que todos os desastres naturais juntos, representando  uma das maiores ameaças para a existência humana”, afirmou o ditador de Gambia,  Yahya Jammeh, em discurso na Assembléia Geral das Nações Unidas, ONU, na última sexta-feira, dia 27. Em frente a líderes de todo o mundo, o ditador africano usou seu tempo para pontuar preconceitos contra os homossexuais.

“Tal declaração vai contra todo o conhecimento científico, que garante que os homossexuais não ameaçam a extinção da espécie humana, além de pisotear as declarações universais dos Direitos Humanos e as próprias recentes e tradicionais resoluções da ONU contra a Homofobia”, queixou-se o decano do movimento gay brasileiro Luiz  Mott, em carta endereçada ao ditador, enviada ao consulado geral da Gâmbia no Brasil.

No poder desde 1994 por meio não democrático, Yahya Jammeh, 48, já chegou em 2008 a intimar os homossexuais a deixarem o país sob ameaça de serem mortos e um ano antes promoveu tratamento da Aids por meio de ervas, ignorando a medicina atual.

Foto: Getty Images