sexta-feira, 6 de junho de 2008

Lula compara luta homossexual a Movimento dos Sem Terra





"Quando coloquei o boné na cabeça, senti o mesmo preconceito como da primeira vez em que coloquei o boné do Movimento Sem Terra. Eu era recém-eleito Presidente da República, apanhei da imprensa por mais de um mês. Eu podia colocar o boné do Banco do Brasil, do Bradesco, da Vale, da Petrobras, do Corinthians, do Flamengo e do Vasco, mas não o do MST? De repente me veio uma luz: `vou colocar todos, porque assim eu vou quebrar os preconceitos.'"
Com estas palavras , o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi ovacionado durante a abertura oficial da I Conferência Nacional GLBT, que aconteceu na noite desta quinta-feira (05/6), no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília. Lula e a primeira-dama Marisa haviam recebido minutos antes dois bonés e uma bandeira do arco-íris entregues por Toni Reis, presidente da ABGLT - Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais.
Durante cerca de seus 23 minutos de fala, o presidente discorreu sobre a criação de um "Dia da Hipocrisia", classificando o preconceito como uma das piores doenças. "Eu sei que isto fere pessoas e deixam outras angustiadas. Quando se trata de preconceito, eu o conheço nas minhas entranhas. Eu sei o que é o preconceito." Na opinião de Lula o pré-julgamento é uma doença que não se combate com apenas com a Lei.Na ocasião, Lula afirmou que receberá os documentos com as reivindicações da Conferência da mesma forma com que recebeu os resultados de outras conferencias. "O tratamento que vocês terão, com o documento que vocês apresentarem, será o tratamento que nós demos às 49 Conferências que nós realizamos." Qualquer situação diferente disso seria uma "uma meia-democracia, daquelas que aparece quando eu quero, quando preciso, mas que não é plena".
Na ocasião, Lula afirmou que receberá os documentos com as reivindicações da Conferência da mesma forma com que recebeu os resultados de outras conferencias. "O tratamento que vocês terão, com o documento que vocês apresentarem, será o tratamento que nós demos às 49 Conferências que nós realizamos." Qualquer situação diferente disso seria uma "uma meia-democracia, daquelas que aparece quando eu quero, quando preciso, mas que não é plena".
Direitos GLBT.
Lula fez referência à fala de Toni Reis sobre "nunca na história deste planeta um presidente ter convocado uma Conferencia como esta". O presidente disse sentir-se honrado e orgulhoso por tal ato. A Conferência foi comparada pelo presidente ao PAC - Programa de Aceleração do Crescimento - devido ao caráter de ambos serem de "reparação histórica brasileira" com os grupos comumente discriminados.
Lula prometeu que irá, junto com os Ministérios, concentrar esforços para fazer avançar os reconhecimentos de direitos GLBT no Legislativo. "No que depender do apoio do Governo e dos Ministros, nós iremos trabalhar para que o Congresso Nacional aprove o que precisa aprovar nesse país."
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou que vai assinar uma portaria autorizando o pagamento de cirurgias de mudança de sexo pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A questão é arduamende defendida pelos GLBT, principalmente os transgêneros. Aportaria ainda não está pronta e nem há previsão de publicação no "Diário Oficial da União", segundo o Ministro.
Ainda durante seu discurso, Lula fez nova referência a ser uma `metamorfose ambulante'. "Na minha vida eu penso que tenho tudo definido. Tem uma coisa que eu era contra, agora sou a favor. Tem uma coisa que eu não concordava, agora concordo."

Lula cometeu duas gafes que causou ojeriza a alguns militantes presentes. Usou os termos "opção sexual" e "homossexualismo", enquanto a militância prega o uso das expressões: "orientação sexual" e "homossexualidade". "Como bem disse o Ministro [José Gomes] Temporão. Ninguém pergunta a opção sexual (sic) de vocês quando vocês vão pagar imposto de renda", falou. Lula foi aplaudidíssimo e aclamado pela multidão, que hora ou outra entoava o coro "O lê, o lê, o lê, o lá, Lula, Lula!". O clima geral era de que o Presidente pode tudo.

Autoridades comentam sobre o caso Lanci.


Durante a abertura da Conferencia Nacional GLBT, nessa quinta-feira (05/06), o Ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, comentou a prisão do sargento gay Laci Marinho de Araujo.
"Em tese pode haver homofobia. O que eu não posso dizer com as informações que existem nesse momento é que está provado que seja.
Pode ter como pode não ter havido.
A minha atitude como autoridade de diretos humanos é não ter um julgamento imediatamente de que 'não, tem cheiro de homofobia', por que as vezes as coisas tem cheiro e não são", afirmou Vannuchi.
A Senadora Fátima Cleide (PT-RO), relatora do PLC 122/06 - que criminaliza a homofobia - afirmou em conversa com reportagem de A Capa que ficou chateada ao receber a notícia da prisão.
Ela declarou ser necessário acompanhar o caso para averiguar se está havendo desrespeito aos Direitos Humanos.
Boa notícia
O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão fez uma revelação recebida com entusiasmo entre as transexuais presentes no evento.
No final do mês, assinará uma portaria estabelecendo as operações de mudança de sexo na saúde pública. "A proposta está praticamente pronta", declarou afirmando que "só faltam alguns detalhes".
Questionado sobre o porquê de tal resolução, Temporão respondeu que "Há uma demanda social nessa questão.
A defesa pelos direitos sexuais e reprodutivos está dentro da nossa agenda há mais de vinte anos".
Em conjuntoA Ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, fez um balanço da Conferência. "É uma demonstração da organização do movimento [GLBT], e de que é possível viver de uma maneira mais solidária, sem preconceito e discriminação."Questionada como o Ministério pode ajudar a impulsionar a aprovação do projeto anti-homofobia, Nilcéa respondeu "Nós temos ajudado trabalhando em conjunto, fazendo articulação junto aos deputados e mostrando que o Governo está unido em torno dessa questão."

Sargento passou noite com marido; OAB diz que prisão de Laci foi irregular


Mais do caso Sargentos: Laci Marinho de Araújo, preso na madrugada de quarta-feira, ganhou permissão do Exército para passar a noite com o companheiro, Fernando Alcântara de Figueiredo.
A OAB-SP entrou no caso e segundo nota publicada pela versão online do jornal O Globo, a prisão de Laci teria acontecido de forma irregular.
A Ordem dos Advogados afirma que o Exército cercou o prédio da Rede Tv! sem ter em mãos o mandado de prisão do sargento.
Representantes do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), que visitaram o militar na tarde de quarta no Hospital do Exército, no Cambuci, alegaram que Laci está psicologicamente abalado, chora muito e alterna momentos de agressividade.A Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP e o Condepe devem pedir à Defensoria Pública da União que assuma a defesa do sargento Laci.

Sargento gay é transferido para Brasília


O Exército decidiu transferir nesta quinta-feira (05/06) o sargento gay Laci Marinho de Araújo, preso na madrugada, para um Hospital Geral de Brasília.
O sargento foi detido depois de participar do programa "Super Pop" ao lado de seu companheiro, também sargento do Exército, Fernando de Alcântara de Figueiredo.
Os dois foram para Brasília em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira).
Laci foi algemado e, segundo Fernando, empurrado para fora do avião quando desembarcaram. O Exército sustenta que Laci cometeu crime de "deserção", enquanto os sargentos alegam perseguição devido à orientação sexual de ambos. Para resolver este impasse, foi instalado hoje pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado um grupo de trabalho para negociar com o Exército e o Ministério da Defesa uma possível solução.
Para auxiliar o grupo e garantir a integridade física e psicológica dos sargentos, os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e José Nery (PSOL-PA) estão no hospital, no setor militar urbano, onde se encontra Laci e Fernando.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Começa julgameto de acusados de planejar 11 de setembro


Cinco suspeitos comparecem perante polêmica corte militar em Guantánamo.
Cinco homens acusados de planejarem e ajudarem na execução do plano dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, compareceram, nesta quinta-feira, perante uma corte militar na base de Guantánamo, em Cuba.
Esta será a primeira vez que o grupo será acusado formalmente em um julgamento.
Entre os cinco está o suposto mentor do plano, Khalid Sheikh Mohammed. Segundo o correspondente da BBC para assuntos de segurança, Rob Watson, Mohammed é considerado o mais importante integrante da Al-Qaeda já capturado - ele seria o terceiro no comando da organização.
A promotoria pede a pena de morte para todos os cinco réus.
Um dos poucos homens de origem paquistanesa entre os árabes no comando da organização, Mohammed foi chamado pelos Estados Unidos e "um dos terroristas mais infames da história".
Em 11 de setembro de 2001, 19 homens seqüestraram quatro aviões, três dos quais se chocaram contra as torres do World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington. O quarto avião caiu na Pensilvânia. Cerca de 3 mil pessoas morreram.
Legitimidade
Segundo o correspondente da BBC Jonathan Beale, um dos 60 jornalistas que assistirão ao tribunal, os depoimentos dos réus levanta uma série de questões relativas à legitimidade das comissões militares dos Estados Unidos.
Depois de sua captura, no Paquistão em 2003, Mohammed foi mantido em uma prisão secreta da CIA e a própria organização admitiu ter usado uma polêmica técnica de interrogatório que simula a sensação de afogamento (waterboarding).
De acordo com Rob Watson a CIA admite o uso desta técnica com apenas três prisioneiros e Mohammed é um deles. Promotores militares americanos afirmam que ele e os outros réus teriam confessado seus crimes em interrogatórios mais "benignos".
Há dois anos, Mohammed foi transferido para Guantánamo.
Militares americanos afirmam que, além de admitir o envolvimento nos ataques de 11 de setembro de 2001 em Washington e Nova York, ele também confessou o envolvimento em outras 30 ações terroristas em todo o mundo, incluindo planos de ataques contra o Big Ben e a área de Canary Wharf, em Londres.
Mohammed também teria admitido ser o responsável pela decapitação do jornalista Daniel Pearl, no Paquistão, em 2002.
Outros suspeitos
Os outros suspeitos são Ramzi Binalshibh, saudita, descrito pelos Estados Unidos como o coordenador dos ataques de 11 de setembro de 2001.
Mustafa Ahmad al-Hawsawi, outro saudita que, segundo serviços secretos americanos, teria sido usado por Mohammed para financiar o seqüestro dos aviões em setembro de 2001.
Ali Ban al-Aziz Ali, também conhecido como Amar al-Balochi, acusado de servir como um importante assessor de Mohammed, que é seu tio, na organização dos planos de ataque.
Walled bin Attach, iemenita que, segundo o Pentágono, admitiu ter planejado o ataque contra o destróier americano USS Cole, no Golfo de Aden, em 2000, que matou 17 marinheiros. Ele também é acusado de envolvimento nos ataques de 11 setembro de 2001.
Ao todo, as acusações incluem "169 atos cometidos pelos réus para promover os eventos de 11 de setembro" de 2001.
Os réus deverão ser julgados em um polêmico tribunal militar sob os termos do Ato das Comissões Militares, criado para julgar suspeitos de terrorismo que não sejam cidadãos americanos e aprovado pelo Congresso americano em 2006.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

POLÍCIA DO EXÉRCITO PRENDE SARGENTO APÓS DAR ENTREVISTA AO SUPER POP DA REDE TV.


SÃO PAULO - A Polícia do Exército (PE) deteve nesta madrugada o sargento Laci Marinho de Araújo, de 36 anos, que declarou à revista Época que - ao lado de outro sargento, Fernando Alcântara de Figueiredo, de 34 anos - formava o primeiro casal assumido de homossexuais na ativa no Exército brasileiro.
A PE alegou crime de deserção, já que Laci não comparecia à unidade onde serve há oito dias. O sargento diz que sofre de esclerose múltipla e alega ser vítima de perseguição.
Após estamparem a capa da revista Época esta semana, os dois deram na noite desta terça-feira uma entrevista ao programa da Rede TV apresentado por Luciana Gimenez.
A Polícia do Exército, minutos antes do fim do programa, por volta das 23h30m, cercou os estúdios da emissora, localizada em Alphaville, na Grande SP.
O casal de homossexuais mantém um relacionamento desde 1997. Durante a entrevista, os sargentos, que vivem em um apartamento do Exército na Asa Norte de Brasília, afirmaram à apresentadora que tinham medo de morrer se fossem presos pela Polícia do Exército. Após o programa, os dois se recusaram a sair da emissora.
Ambos se conheceram no Batalhão da Guarda Presidencial. À revista Época, Laci disse: "Para um gay, as Forças Armadas são um paraíso.”.
Dentro da emissora, Laci Marinho de Araújo solicitou a presença de entidades de direitos humanos. Ele se rendeu por volta das 4h, após oficiais do Exército aparecerem com um mandado de prisão. O sargento foi levado para o Hospital Geral do Exército, no Cambuci, zona sul da capital. O sargento Fernando, parceiro de Laci, não acredita que o companheiro permaneça detido.
- Eu acho muito difícil ele ser preso. Eles podem até tentar, mas não vão conseguir - disse.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Sargentos do Exército assumem homossexualidade em capa de revista


como bem disse a blogueira Lindinalva. "As forças armadas emboiolaram de vez, ficaram com inveja do futebol..." Numa atitude inédita, dois militares da ativa do Exército Brasileiro resolveram se assumir na capa de uma das mais importantes revistas do país, a Época. Não apenas suas orientações sexuais, os dois assumiram também o relacionamento estável que mantém há dez anos.Reportagem de capa, a revista Época desta semana conta a história de Fernando Alcântara de Figueiredo e Laci Marinho de Araújo, respectivamente os sargentos Alcântara e De Araújo. Ambos se conheceram em Brasília, em dezembro de 1995, no Batallhão da Guarda Presidencial, unidade do exército conhecida por ter uma das rotinas mais severas.Após quase dois anos de amizade, a dupla resolveu sair do alojamento militar para morar juntos numa república e mais tarde dividir o mesmo apartamento. Em entrevista a revista, eles assumiram viver uma relação amorosa desde 1997, quando se mudaram do alojamento do batalhão.Laci, de 36 anos, declarou "Nós somos um casal e mantemos uma relação estável há mais de dez anos. Até no cartão de crédito nós temos o outro como dependente". Fernando, de 34, explica que "é tudo como um casal normal."Na reportagem, o casal revela que o Exército pode ser atraente para os homossexuais. Laci comenta por exemplo que "para um gay as Forças Armadas são um paraíso". "Existe coisa melhor para um homossexual do que tomar banho com um monte de homem pelado e sarado?", questiona. Fernando complementa "Há muito mais homossexual no Exército do que se imagina. O problema é que muitos são enrustidos. Eu mesmo já fui assediado várias vezes, até por um general."Em vídeo, que pode ser conferido no final desta matéria, Laci revela ainda que "existe sim uma quantidade muito grande de homossexuais 'incubados'. E a mensagem que eu tenho pra dizer a população brasileira é que se é pecado ser gay no exército brasileiro então eles podem fechar as portas porque praticamente todos estarão condenados."De Araújo, ou Laci, além da carreira militar também brilha nos palcos. É vocalista da banda Terceira Visão e se apresenta como cover de Cássia Eller. Nas apresentações assume a identidade de "Eron Anderson". Seu marido, Fernando, é uma "espécie de empresário" de sua carreira artística.A dupla protagoniza um entrave controverso com o Exército, que inclui processos judiciais. Em 2007, Laci passou seis meses fora do trabalho alegando problemas de saúde. A justiça militar mandou prendê-lo. Hoje, ele é considerado desertor. Ao final do processo, poderá ser expulso. O casal alega que está na mira do exército por denúncias de corrupção no hospital militar e que o fato de serem gays teria contruibudo para que fossem desacreditados.

SYANG STILLER NATAL - RN

VEJA A NOSSA ESTRELA EM AÇÃO NA TV ONIX

NATAL - RN


A FACE DA ESTRELA!


Integrantes do grupo neo-nazista "Carecas do ABC" são presos




Após dois anos de investigação a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI) prendeu nesta manhã de segunda-feira (02/06) seis integrantes do grupo "Carecas do ABC".
O motivo da detenção seria uma agressão ocorrida em 2006, onde o alvo do grupo fora um homem de 22 anos e três adolescentes. Segundo a delegada Margarete Barreto, titular da DECRADI, o motivo desse crime não foi intolerância, mas deserção.
Os agressores serão acusados de tentativa de homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima), lesão corporal dolosa e formação de quadrilha.
O crime ocorreu na Rua da Consolação, na altura do número 2.706, durante a madrugada.
As vítimas reconheram os suspeitos.
Segundo divulgou a DECRADI, cerca de 15 a 20 pessoas participaram da agressão.
Além dos seis que foram presos hoje, mais dois acusados que tem a prisão preventiva decretada estão foragidos e são apontados com líderes dos "Carecas do ABC”.
Entre os detidos, quatro são da "Devastação Punk".
Ainda segundo a delegada Margarete, o motivo que culminou a agressão foi à saída do homem de 22 anos, que fazia parte do grupo "Devastação Punk", para outro grupo de intolerância conhecido como "Front 88", porém entre os lemas da Devastação, um deles é "difícil de entrar, impossível de sair", ou seja, não admitem desertores. Os acusados têm idade variada de 23 a 38 anos, classes sociais distintas e todos trabalham.
Ambos os grupos envolvidos na ação atuam na região da Bela Vista, Av. Paulista e Grande ABC. A DECRADI chegou até os grupos investigando, durante dois anos, sites de intolerância e com a ajuda de denúncias anônimas. Segundo a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, existe hoje em São Paulo cerca de 20 grupos neo-nazis, divididos entre a capital e Grande SP. Todos praticam crimes de intolerância aos homossexuais, nordestinos, estrangeiros, judeus e negros.
Só temos que parabenizar o DECRADI.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Morre aos 71 o estilista Yves Saint Laurent


Morre aos 71 o estilista Yves Saint Laurent
Por Christian Balmer PARIS (Reuters) - Morreu aos 71 anos o estilista francês Yves Saint Laurent, ícone cultural do século 20 que revolucionou a maneira como as mulheres se vestem.
Por Christian Balmer

PARIS (Reuters) - Morreu aos 71 anos o estilista francês Yves Saint Laurent, ícone cultural do século 20 que revolucionou a maneira como as mulheres se vestem.
As criações do reservado Saint Laurent ganharam status de arte. Junto com Christian Dior e Coco Chanel, ele fez parte da elite de estilistas que fez de Paris a capital mundial da moda.
Seu companheiro de longa data, Pierre Berge, disse à rádio RTL que o estilista havia sido diagnosticado com tumor cerebral no ano passado e morreu no domingo em Paris.
Da princesa Grace, de Mônaco, a atriz Catherine Deneuve, as criações de Saint Laurent vestiram diversas mulheres famosas, mas ele também foi o primeiro estilista a tornar as marcas de luxo mais acessíveis ao grande público.

Ele adquiriu fama aos 21 anos de idade e construiu um império de roupas, perfumes e acessórios. Sua empresa foi a primeira do ramo da moda a se lançar no mercado de ações em 1989.
Mas Saint Laurent também sofria de depressão profunda e passou por tratamento contra o alcoolismo. Ele também tornou-se ainda mais recluso no final de sua vida.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, lamentou a morte do estilista com um comunicado. "Ele estava certo de que a beleza era um luxo que todo homem e mulher precisam", disse.
Berge disse à rádio France Info: "Chanel deu liberdade às mulheres. Yves Saint Laurent lhes deu poder".
"(Mas) ele era alguém muito tímido e introvertido, alguém que tinha poucos amigos e se escondia do mundo."
Uma missa em memória do estilista será realizada na sexta-feira na igreja Saint Roch em Paris, templo tradicional de artistas e músicos.
Saint-Laurent, que se aposentou em 2002, é considerado o responsável por uma mudança eterna nas vestimentas femininas, introduzindo as calças compridas para o dia e o smoking como opção mais elegante.
Ele também popularizou as jaquetas de safári e as botas de cano alto. Suas blusas transparentes tornaram a semi-nudez aceitável na alta sociedade. Além disso, simplificou os trajes de gala e fez de seus ternos de ombro quadrado um clássico.
Yves Saint Laurent começou sua carreira trabalhando para Christian Dior, de quem virou assistente-chefe. Com a morte de Dior, em 1957, ele se tornou o estilista-chefe da marca e rapidamente ofuscou seu mentor.
(Reportagem adicional de Astrid Wendlant e Gwenaelle Barzic)

O UNIVERSO DOS CINEMÕES.


Inseridos no universo gay desde muito tempo, os chamados cinemões são muito mais do que lugares onde as pessoas fazem sexo, eles são também a casa de alguns e o local de trabalho de outros. Para quem freqüenta as salas, existe uma relação social que vai além do simples ato sexual.
Os cinemas pornôs formam um universo particular escondido pela escuridão das salas de projeção e criminalizado por seu conteúdo ousado.
Quem acha que eles estão restritos ao mundo GLBT engana-se, são também tema de trabalhos acadêmicos que pretendem investigar seu funcionamento sob o ponto de vista sociológico e antropológico.
O mestrando em Semiótica da PUC de São Paulo Givago Oliveira decidiu transformar essa vivência em ciência. Em uma pesquisa que já dura três anos, ele percorreu 26 cinemas de São Paulo para produzir o documentário “T’amo no Saci”, atualmente em fase de pré-produção.
O vídeo vai contar a formação, auge e decadência econômica dessas salas em meados da década de 80 até os dias de hoje, onde elas tomam o papel de locais de transgressão social.
O nome faz alusão a um dos mais famosos cinemões paulistanos, o Saci (em funcionamento há 18 anos), e sugere diferentes interpretações: pode-se ler “tamo (estamos) no Saci” ou “te amo no Saci”.
Confira a entrevista e, literalmente, veja de forma diferente os cinemões.
Como surgiu a idéia de falar sobre um assunto como esse? Quantos cinemas você visitou? Em quanto tempo?
Eu sou um freqüentador das salas. E com o tempo comecei a deixar de ser um mero espectador e perceber que ali tinha uma construção de relações de poder e uma organização social muito interessante, então decidi interpretar todos aqueles signos. A pesquisa já dura três anos. Foram catalogados 26 cinemas, hoje apenas 12 estão em atividade.
Qual o objetivo dele?
É provar duas teses ainda inéditas: que dentro dessas salas nomenclaturas como hétero, homo ou bissexualidade não são mais do que rótulos psicanalíticos para minimizar a psique humana, afinal, a interação que há dentro das salas foge às explicações formais da psicanálise e dos psicologismos. E que o politicamente correto vem criando uma malha fina para que grandes atitudes preconceituosas sejam tomadas de forma velada, criando assim uma difícil contra resposta da comunidade que se encontra na situação preterida.
Quais foram os fatos mais interessantes que você descobriu nesse tour?
São inúmeros acontecimentos. Os cinemas servem de hotel, moradia e, principalmente, como um ambiente de transgressão social e de valores. Eu sempre quis entrevistar um freqüentador obeso (1,79m e 165Kg) de 34 anos que encontrei em diferentes salas, mas ele não deixava com que eu me aproxima-se. Ele se posicionava, sempre agachado ou nas esquinas das fileiras, sentado em poltronas, sempre utilizando o escuro do cinema como escudo. Uma vez consegui, fora das dependências das salas, bater um papo com ele. Enfático, ele me disse: “Onde mais posso fazer sexo? De que outra forma? Olha pra mim, minha aparência é repugnante para a maioria das pessoas. E principalmente para homens gays. No escuro, aqueles héteros nem querem saber que está chupando, em que buraco estão enfiando. Sinto-me útil fazendo isso e também dou uma relaxada. Foi assim que eu aprendi. Num clube noturno não rola. Eu já tentei!”. Existe também a organização de limpeza entre as travestis em uma das salas, rola todo um mapeamento de limpeza de onde elas fazem programa, que são ambientes diferentes dos quais o restante do público pode desenvolver suas relações sexuais.
Depois de todo esse trabalho de apuração, o quê você acha que as pessoas buscam no cinemão?
Cada indivíduo procura as salas por um motivo particular. Garotos de programa e travestis tem ali a fonte de seu sustento. Outros vão para ver o filme e não interagem com a sala. Existem alguns freqüentadores que se denominaram viciados. Existem pessoas que vão por carência, por não conseguirem ter sucesso com os códigos formais dos bares e casas noturnas ou chats de internet. Muitos vão para ter uma relação rápida e pronto, ficam anos sem voltar.
Conheci um senhor de 68 anos que vai ao cinema pra conversar. Algumas vezes ele adentra a platéia e tem alguma relação, mas todos os dias ele vai e fica no hall do cinema conversando com outros homens sobre tudo: política, futebol, religião, comportamento. Ele freqüenta as salas há 10 anos, desde que ficou viúvo.
Qual foi o personagem mais curioso que você encontrou?
Um dos personagens que mais me chama atenção é o Moacyr Oliveira, de 41 anos. Funcionário, ele atua nos serviços gerais de uma das salas. Ele era morador de rua e ia pro cinema dormir quando chovia. Se ofereceu para ajudar os funcionários, pegou amizade e começou a trabalhar lá. Ele mora atrás da tela de cinema, com mais dois funcionários. Eles têm uma vida regrada quanto ao horário (não têm relações sexuais na platéia, só no banheiro) e são super solícitos com o público. Se alguém perde uma carteira ou celular, eles sempre estão prontos para ajudar. Moacyr também é muito moral, não concorda com a atuação dos michês, segundo ele, isso vulgariza o local.
Quais são, ou foram, os melhores/principais cinemões do centro São Paulo?
Primeiro é difícil dizer o que é um cinemão bom. Vamos à explicação do porquê do termo cinemão: ainda na década de 60, a Igreja promovia um discurso contra os filmes politicamente incorretos, que mostrassem nu, adultério ou qualquer atitude contra as normas da sociedade cristã. Então eram enviados padres às salas de cinema, que colocavam a mão em frente da luz de projeção para censurar essas cenas. Daí cine-mão foram chamado os cinemas que exibiam filmes em que os padres colocariam a mão em todo o tempo de projeção. O primeiro cinema de São Paulo a exibir um filme desse gênero foi o cine Tabaris, na Rua Formosa, que ficava perto do Clube da Pelota, atendendo assim a população masculina das mediações. Hoje, os mais freqüentados são: Cine Dom José (público mais velho), Cine Arte Palácio (travestis e interessados), Cine Saci (trabalhadores da classe C se relacionando com homossexuais das classes A e B) e Cine República (gay).
Existe algum tipo de normas nos cinemões? Algum código de boa conduta?
Há uma gama de normas de conduta, uma espécie de cartilha de ética. Na verdade, em qualquer ambiente em que se promova a relação sexual entre os transeuntes é comprovado isso. Seja em saunas, casas de massagem, casas de swing e etc. Um dos exemplos clássicos dos cinemões é que os ativos sempre ficam sentados e os passivos caminham oferecendo sexo oral de poltrona em poltrona.
Por que ir? Qual é a graça? Por que não fazer pegação em algum outro lugar, tipo banheiro, ou caçar na internet?
Em primeiro lugar vem a idéia de implícito. A partir do momento em que você adentra a sala, passando a cortina que divide o hall de entrada para a platéia, existe uma sensação de “transição”, seja pela luminosidade (muito baixa) ou pelo cheiro (uma mistura de cigarro, detergente e esperma). Ao mesmo tempo em que tudo inspira marginalidade e transgressão, as imagens, em sua grande maioria heterossexual, excitam o heterossexual, o deixando vulnerável aos favores sexuais dos homossexuais, gerando assim uma teia de relações sexuais e de poder. Outro fator importante a ser considerado é que essas salas estão localizadas na região central de São Paulo (esse fenômeno é observado em outras grandes cidades como Nova York, Paris e Londres).
É uma região de grande fluxo onde não há a identificação dos clientes das salas. Qual a importância dos cinemões para a cultura gay?
Ainda é difícil classificar. A cultura gay é burguesa, elitista e a partir da década de 90 tornou-se conservadora. As salas não são bem vistas, mas muito freqüentadas. A transgressão existe. Afinal, é um ponto de encontro, gera força de trabalho informal e a relação sexual entre héteros e homossexuais. Mas fora das dependências das salas isso é anulado, colocando assim em xeque alguma importância para a chamada cultura gay, que parte mais para o consumo e uma aceitação popular.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Beijo gay: Ana Maria Braga, ABGLT, Aguinaldo Silva e Coluna Zapping polemizam


A novela Duas Caras, de Aguinaldo Silva, termina somente no sábado.
O capítulo final será divido em dois devido ao fato de ter ficado muito extenso.
Mas a polêmica do tal beijo gay que rolaria entre Bernardinho (Thiago Mendonça) e Carlão (Lugui Palhares) continua e já está até cansando.
Ontem, novas informações, desencontradas, diga-se, sobre o beijo surgiram na mídia.
No programa Mais Você, a apresentadora Ana Maria Braga, junto com Louro José, fez uma retrospectiva dos casais gays das últimas novelas globais, a começar por Senhora do Destino.
A loira declarou que o beijo gay na TV é um tabu. "É complicado. O autor tem que ter muita responsabilidade".Em seguida Ana chamou o ator Lugui Palhares, interprete de Carlão, para falar sobre a polêmica.
Quando questionado se a cena foi gravada e iria ao ar ele fez cara de quem não podia responder a pergunta.
Após isso a apresentadora soltou uma de suas espetaculares gafes que deixou o rapaz nitidamente constrangido. "Antes de responder se vai ter beijo. Esses casais que a gente mostrou aí, foram alguma referência? No caso de... Sempre tem, acho que o ator sempre tem referências. Ou de pessoas que conhece, ou... Ah, você é estrábico", deixou escapar. Após consertar a saia justa, a entrevista continuou normalmente, sem a revelação sobre a possibilidade do beijo.Diz que dizApesar de nota publicada na última segunda-feira pelo jornal Folha de São Paulo, na coluna Outro Canal de Daniel Castro, de que o beijo seria gravado, também ontem, a jornalista Fabíola Reipert, colunista de Zapping do jornal Agora, afirmou que o beijo não foi gravado.
Aguinaldo Silva, em um post de seu blog, defendeu o chamado "beijo entre iguais". Afirmou ser hipocrisia um povo que não se choca com o fato de um dorso de mulher ter sido incinerado em plena luz do dia, na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, se chocar com um beijo entre dois homens. A notícia, que deixou o autor do folhetim 'horrorizado', foi publicada no jornal O Globo há duas semanas e não teve tanta repercussão.Para ele "o povo brasileiro tem mais com que se preocupar - embora não o faça - e, portanto, o fato de um beijo entre dois homens ir ao ar numa novela de televisão depois das nove horas da noite certamente não fará com que ele mude suas convicções em relação a qualquer tema."Aguinaldo defendeu ainda a exibição do beijo por se tratar de um "dos fatos da vida" e que "é dessa matéria que as telenovelas se alimentam"
.No final do post o autor explica que a cena havia sido gravada na última terça-feira. "foi gravada ontem. E, ao contrário do que publicou aquela fifi de franja (se referindo a jornalista Fabíola Reipert), o beijo foi gravado sim.
Mas se ele vai ser mostrado, aí é outro departamento", completou Aguinaldo que também afirmou ter se sentido "na obrigação de escrever" a cena com o ósculo, mesmo que ela não seja exibida.
O novelista pediu ainda que os internautas "leiam a cena e depois tratem de guardá-la" pois "isso não é apenas um texto - é também um documento, uma prova viva dos tempos interessantes em que vivemos", afirmou.
Toma lá, Dá CáDepois de ter sido chamada de "fifi de franja", Fabíola Reipert publicou hoje em sua coluna nota afirmando que a Globo desmente o autor na história do beijo. "Apesar de o autor afirmar que cena de beijo gay foi gravada, a emissora nega.
Aguinaldo Silva escreveu, ontem, em seu blog, que Thiago Mendonça e Lugui Palhares se beijaram durante a cena em que seus personagem se casam, em 'Duas Caras'. 'A cena não estava prevista na sinopse da novela.
A TV Globo concluiu que ela não é apropriada', diz a Globo.
O que desagradou a emissora foi o fato de o autor criar expectativa (falsa) nos telespectadores. Para acabar de vez com a polêmica, a Globo não permitiu que a cena sequer fosse gravada.
Ainda no blog, ontem, Aguinaldo recuou.
Após afirmar que aconteceu o beijo, ele respondeu a uma leitora que não sabia se a cena havia sido gravada..."Questão de MilitânciaA ABGLT - Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais - enviou nota à Rede Globo, solicitando que a emissora transmita a cena com o beijo escrito por Aguinaldo Silva. "Tendo em vista a possibilidade de ser levado ao ar o beijo entre dois rapazes na novela Duas Caras, vimos até esta emissora solicitar que siga seu espírito inovador e corajoso, mantendo esta cena e transmitindo-a ao público." Toni Reis, presidente da entidade, escreveu que "a transmissão desta cena será de grande valia, pois desta forma será mostrado ao público que a manifestação de afeto entre duas pessoas do mesmo sexo, além de legal conforme a constituição, é absolutamente normal e que é uma realidade, sempre foi e sempre será."Para ele "ao veicular esta cena, a Rede Globo está simplesmente refletindo mais uma faceta da vida cotidiana de milhares de cidadãos e cidadãs brasileiras"

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Travestis na política



Kátia, vice-prefeita travesti, honra sangue político da família Tapety


SALVADOR,BA, 22/05/08 - Tapety é sobrenome famoso no Piauí.
Na veia da família corre sangue de poeta, de músico, de médico e advogado.
Corre também, de longa data, sangue de políticos.
Não seria diferente com Katia Tapety, vice-prefeita de Colônia do Piauí, a 338 km de Teresina, primeira vice-prefeita travesti do país, eleita em 2004.
Em Colônia do Piauí, a pobreza suplanta o preconceito.
Três vezes vereadora, presidente da Câmara Municipal da cidade, Kátia é parteira, dentista prática, distribui leite às crianças, corre atrás de atendimento médico aos pobres.
E pobres não faltam em Colônia do Piauí.
No pequeno município, emancipado de Oeiras, primeira capital piauiense, Kátia é vista como mulher. E pronto.
Até na paróquia sentem falta da presença dela.
- Sou respeitada. Sou uma mulher de mão cheia. A bicha que se prostitui não passa respeito. Nunca me prostitui - diz Kátia.
Numa família de nove irmãos, oito homens e uma mulher, Katia nasceu José Nogueira Tapety Sobrinho.
Logo começou a vestir roupas de menina. O pai a trancou em casa. Ao contrário dos outros oito filhos, Kátia não pôde estudar.
O preconceito lhe roubou o diploma, mas não o talento político.
Sem estudo ela já é assim, imagine se tivesse estudado! - conta um influente integrante da sociedade.Influente sim, porém discreta.
Meu pai era cabra macho, sentia o que o filho ia ser - conta Katia, que só se assumiu mulher aos 12 anos, em 1970. Com o pai, trancada dentro de casa, aprendeu o ofício de dentista prático.
No sertão do Piauí, naquele tempo, era na prática que se resolviam as coisas.
É assim até hoje.
Na infância, para horror dos irmãos, usava vestido e brincava de boneca.
A mãe, diz Kátia, a defendia.
Era uma santa, dizia a meu pai que a dor que teve para parir os cabras machos foi a mesma dor que teve quando eu nasci.
Num povoado tão distante e miúdo, onde havia visto um homem se vestir de mulher? - pergunto. - Era de mim mesmo, me sentia bonita, me sentia assim.
Nunca tinha visto. Kátia vive uma união estável de 22 anos com um homem. Ele mora com ela, mas costuma fazer farra com as prostitutas da cidade.
As 'quengas', como as prostitutas são chamadas por lá, deram ao companheiro de Kátia dois filhos que ela cria como dela, hoje com 9 e com 5 anos.
Ele sai com as outras, mas é comigo que mora - resume.
Perguntada sobre outros namorados, ela se apruma:- Não posso falar, ele enciuma. Kátia diz que seus eleitores, gente simples, a chamam de dona Kátia e nem gostam dessa história de dizer que ela é travesti. Confessa que já foi 'paqueradeira', mas hoje anda mais sossegada.
Afinal, é mãe. Toca o telefone e as crianças anunciam correndo: 'Mamãe! Telefone para a senhora'.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

LETICIA LAYSER


ENTREVISTA ( Realizada logo após o show Spice Girls 06 de abril na Divine


onix dance - SE AUTO DEFINA.

Letícia Layser - SOU UMA PESSOA PÚBLICA, SIMPLES E MUITO SINCERA!NÃO SEI DEFINIR QUALIDADES ESPECÍFICAS PARA MINHA PESSOA, ISSO DEIXA COM MEUS INIMIGOS!KKK, MAS SEI RECONHECER MEUS ERROS!SOU PURA, SIMPLES E ÚNICA.ARIANA DE PÉ TORTO!RSRSRS

O X - QUANDO SURGIU E COMO VOCÊ RECEBEU O CONVITE PARA PARTICIPAR DO SHOW?

Leticia - ESSE ESPETÁCULO VEM SENDO ORGANIZADO Há MUITO TEMPO, INCLUSIVE ATRAVÉS DE INSCRIÇÕES PELA INTERNET, A PRINCÍPIO NÃO FUI SELECIONADA, MAS COM O PASSAR DO TEMPO SURGIU UMA VAGA NO GRUPO E UMA AMIGA (LAVINY WOITILLA) SUGERIU MINHA PARTICIPAÇÃO, NA QUAL AGRADEÇO A MESMA!

O X - COMO FOI CHEGAR NA BOATE E DAR DE CARA COM AQUELA MULTIDÃO?

Leticia -FOI MARAVILHOSO, POIS TODOS JÁ ESPERAVAM POR AQUILO!ESTAVÁMOS NA MAIOR ESPECTATIVA POR AQUELE DIA!FOI PERFEITO, LINDO E GOSTOSO!RSRSR PRINCIPALMENTE QUANDO VI AQUELE PÚBLICO MARAVILHOSO GRITAR MEU NOME!SRSRSR

O X - FALTANDO 10 SEGUNDOS PARA SUBIR AO PALCO, O QUE PASSOU PELA SUA CABEÇA?

Leticia - MUITA ADRENALINA, COM UM GRANDE PENSAMENTO POSITIVO DE QUE TUDO IA CORRER BEM!

O X - PRONTO, O SHOW ACONTECEU. E AGORA?

Leticia -AGORA NÃO PODEMOS DEIXAR DE AGRADECER A TODOS PELO CARINHO E A FORÇA QUE FOI NOS IMPUSIONADO.AOS NOSSOS COLIOGRAFOS, AMIGOS E DESCONHECIDOS QUE ALÍ PASSARAM A NOS CONHECER MELHOR!

O X - ELA FOI A IDEALIZADORA, DIRETORA, PRODUTORA E ALÊM DE TUDO, PARTIU DELA O CONVITE PARA PARTICIPAR DO SHOW. SENDO ASSIM DEFINA TATIANA HILUX EM UMA UNICA FRASE.

Leticia -ÚNICA

O X - FORAM MESES DE ENSAIO E UMA MARATONA EXTRESSANTE, TEVE UM MOMENTO EM QUE VOCÊ PENSOU EM DESISTIR? QUAL?

Leticia -OLHA PRA MINHA SICERIDADE, NÃO TIVE TEMPO NEM DE PENSAR E JÁ ESTAVA LÁ, E NEM TAMPOCO DE DESISTIR.SE EXISTRIAM MOMENTOS DIFÍCEIS PARA MIM FORAM OS MELHORES, ADORO AS DIFICULDADES SÃO ELAS QUE ME AJUDAM A CRESCER!!

O X - QUAIS FRUTOS VOCÊ ESPERA COLHER EM SUA CARREIRA COM A PARTICIPAÇÃO NO SHOW?

Leticia -TODOS OS POSSÍVEIS, MAS TODOS SABEM QUE NÃO ESTOU SURGINDO APARTIR DESSE ESPETÁCULO, EU JA EXISTIA NO MUNDO DO TRANSFORMISTA COM UM DOS MELHORES SHOWS ENTRE AS GRANDES ESTRELAS DO CEARÁ E COM UMA DAS MELHORES DUBLAGENS, MAS É CLARO QUÉ TUDO ISSO FAZ COM QUE AGENTE AME MAIS CADA DIA O QUE FAZEMOS!AMO SER TRANSFORMISTA

O X - QUAL RECADO VOCÊ MANDA PARA SEUS FANS?

Leticia -QUE TODOS SÃO MUITO ESPECIAIS, QUE SEM ELES NÃO EXISTIAMOS, POIS SEM PLÁTEIA NÃO HÁ SHOW!AMO A TODOS PRINCILPALMENTE AQUELES QUE ME ACOMPANHAM DESDE O MEU COMEÇO!E QUE ESTEJAM SEMPRE POR PERTO!E QUERO O APOIO DE TODOS NO CONCURSO GAROTA G 2009, ESTAREI LA CONCORRENDO AO TÍTULO DOS MEUS SONHOS!RRSRS
CONTATOS PARA SHOWS.

Leticia -UM GRANDE BEIJO A TODOS!!!

A FACE DA ESTRELA


Livro trata dos conflitos,sentimentos,mitos e tabus envolvendo o relacionamento entre meninas.


A adolescência é uma fase muito complicada.
Nesse período surge uma série de dúvidas sobre sexo, relacionamentos e comportamento.
Muitas meninas, por exemplo, têm dúvidas sobre os seus desejos e sobre a sua sexualidade.
Para esclarecer estas questões sobre sexualidade e relacionamentos, o livro "Amor Entre Meninas" fala sobre o amor entre iguais, levando em consideração a possibilidade de experimentação e autoconhecimento.
A publicação é da Editora Panda Books e está à venda no site da Publifolha.
De forma leve e dinâmica, o título procura acabar com todas as dúvidas a respeito do assunto e desmistifica certos tabus que levam ao preconceito.
Leia abaixo um trecho do livro que fala sobre o momento de "sair do armário".
* SAIR DO ARMÁRIO... Se ter certeza sobre a preferência sexual pode não ser fácil, imagine assumir uma opção não-convencional!
Se você conhece alguém que está passando por isso, saiba que ela precisará de muita força. Agora, se você está vivendo essa situação, respire fundo.
O maior desafio é assumir para si mesma o que a faz feliz.
Aconteceu com ela... A amiga, a colega, a conhecida, seja quem for a menina, a gente já ouviu alguma história assim, de alguém que assumiu sua homossexualidade.
E aí? Como isso rolou?Comigo foi normal.
Minhas amigas sempre ficaram com outras meninas.
Aí quando ela falou que tava mesmo namorando uma garota, ninguém estranhou.
Normal mesmo - D., 16 anos A galera arrepiou. Dar uns beijos numa balada é uma coisa, mas ela apareceu com aliança de compromisso! Foi demais, entende?
E o que os pais dela vão pensar disso? - S., 13 anos Lá na escola tem duas garotas que não se desgrudam: beijam na boca na frente de todo mundo e a galera zoa.
Não seria melhor elas namorarem escondido?
Opção difícil essa... Imagine como seria se você gostasse muito de um garoto e não pudesse beijá-lo em público, não pudesse ir abraçadinha com ele ao cinema nem apresentá-lo aos amigos e à sua família como seu namorado.
Não seria fácil.
Para a maioria das meninas que gosta de meninas essa é a realidade. Muitas têm tanta vergonha de assumir o que sentem que passam a vida fingindo ser o que não são.
Outras até se arriscam a fazer o que o coração manda, mas fazem bem escondidinho para ninguém descobrir. Difícil ser feliz assim.
Poucas assumem para o mundo que gostam de garotas, ainda mais na adolescência! Se essas duas meninas assumiram seu namoro = perante o colégio, de duas uma: ou elas querem chamar a atenção de todo mundo, ou se gostam de verdade e estão querendo que todos entendam que não há nada de mau nisso. Será que o problema está no fato de elas se beijarem na frente da galera, ou na cabeça da turma, que considera isso uma aberração?
Vale refletir! Tem um jeito certo de lidar com uma amiga homossexual?
O fato de uma amiga sua gostar de meninas não deve mudar sua maneira de se relacionar com ela.
Não existe um jeito especial de tratamento.
Isso seria, em si, um modo de discriminação.
Cada pessoa reagirá de um jeito diferente ao saber que alguém próximo é homossexual. Isso porque esperamos que todo mundo seja como a gente, principalmente nossos amigos.
É normal acreditar que uma amiga tenha os mesmos gostos que nós temos por música, roupas, livros, filmes e meninos. Por isso, descobrir sua homossexualidade talvez balance as estruturas. Nesse caso, pare e pense que o mundo é formado por diferenças. Por mais parecidos que os seres humanos sejam em muitos aspectos, também são indivíduos únicos em outros. Com certeza, o que a fez ser amiga dessa garota não foi o fato de ela gostar de meninos. Portanto, saber que ela gosta de meninas não deve mudar todas as outras afinidades que existem entre vocês duas. Eu nem imaginava uma coisa dessas, mas depois de ver essas meninas da escola, uma amiga me contou que também é lésbica. O que faço agora? Se essa amiga contou algo assim é porque confia em você. Primeiro, a vida sexual dela não deve mudar essa amizade; ela pode estar buscando uma confidente, um apoio, alguém para compartilhar suas experiências e dúvidas. Fazemos isso normalmente: amadurecemos vivendo e trocando experiências.
Tudo bem que seja difícil guardar algo assim só para si mesma, mas não cabe a você contar a outras pessoas nem decidir se ela deve ou não dizer a mais alguém.
Seja amiga, apenas a mesma que sempre foi.
O melhor a fazer é não tratá-la de um jeito diferente agora que sabe que ela gosta de meninas. Sair do armário Sair do armário quer dizer assumir sua preferência homossexual principalmente para si própria; depois, para os outros. Muita garota sabe que gosta de menina, sem, contudo, nunca chegar a ficar com uma Para alguém assim usa-se a expressão sair do armário, entende? Enquanto a pessoa não assume sua sexualidade, diz-se que é enrustida.
Mas cuidado! Há uma diferença entre sair do armário e ser arrancada dele.
Uma coisa é colaborar para alguém conseguir expressar livremente sua orientação sexual, outra é expor essa pessoa, denunciá-la. Achar que é obrigatório revelar publicamente a vida privada de alguém, ainda mais por imposição do grupo, é algo totalmente sem noção!Só que ela disse que está namorando uma menina há um tempão e que decidiu levar a garota numa festa da turma do colégio. Eu não acho isso legal. Como faço pra falar o que penso?
Antes de falar qualquer coisa para ela, analise as razões que a fazem considerar essa atitude ruim.
Será que está querendo protegê-la ou está se protegendo?
Avalie-se antes de tomar uma atitude.
Com certeza, sua amiga precisa de uma força, de compreensão e de carinho.
Se você teme uma possível discriminação por parte do grupo, converse com ela, sem tentar ser a dona da verdade. Tente entender seus motivos em querer assumir publicamente esse relacionamento e veja se ela está preparada para uma possível rejeição da galera. Mas note bem: se forem amigas de verdade, esteja pronta para se colocar ao lado dela. Eu acho que não vou ter coragem de ficar ao lado dela se a galera toda começar a zoar ou até afastá-la do grupoEntão a discriminação está na sua cabeça também Colocando-se ao lado do grupo você demonstra que concorda com o que essa turma pensa, ou que tem medo de também sofrer algum tipo de preconceito. Seus motivos são reais para não apoiar sua amiga? Considera errado ela gostar de uma garota? Antes de mais nada, ela está sendo fiel a si própria, assumindo o que sente e vivendo uma paixão. Isso não deveria ser admirado? Talvez ela se sinta sufocada por manter essa relação escondida dos amigos. Talvez precise do apoio dos colegas para viver mais intensa e livremente esse amor. Vocês têm o direito de considerar isso errado ou anormal? O respeito às diferenças deve existir em qualquer realidade e deve ser levado à prática, não ficar só na teoria Os meninos da turma também andam falando que uma outra amiga minha é lésbica.
Devo contar pra ela?Por que esse tipo de comentário está acontecendo no grupo?
Há um ditado popular que expõe bem essa situação: o macaco senta em cima do rabo e fica olhando o dos outros.
Em vez de se preocuparem com a vida sexual de uma garota, esses seus amigos deveriam se preocupar com as próprias opções, com as próprias decisões que precisam tomar em suas vidas. Então, mais uma vez, cabe a você decidir se entra na onda dos meninos ou corta essa onda de uma vez.
Se discorda desses comentários, antes de contar para sua amiga, é bem melhor chegar na galera e tentar mostrar o quanto de preconceito há nisso tudo.
Também vale agitar um movimento de conscientização coletiva, como criar um blog na internet para discutir diversidade sexual ou um jornal na escola, quem sabe até propor um trabalho sobre o tema com um professor com quem tenha maior afinidade. Será difícil, com certeza.
No entanto, levar a história de fofocas e difamação adiante só machucará os sentimentos dessa amiga. Afinal, a vida sexual dela diz respeito somente a ela, certo? Homossexual, lésbica, fanchona, caminhoneira, bolacha, entendida ou sapatão...
Quando uma garota gosta de meninas, é comum logo ser rotulada, e o rótulo costuma ser agressivo.
Chamar uma garota de sapatão, de fanchona, caminhoneira, ou algo parecido, agride e desrespeita o jeito de ela ser.
Muitas vezes usamos as palavras sem pensar na carga que têm.
Dependendo da palavra que usa, aquilo passa a ser um xingamento.
Sendo assim, fique ligada e se livre dos preconceitos na hora de falar, de agir e de pensar.Homossexual: é o modo mais formal de defi¬nir alguém que gosta de pessoas do mesmo sexo.Lésbica: palavra certinha para dizer que uma garota gosta de garotas.Bolacha: é um jeito brincalhão de dizer que a menina é lésbica.Sapatão, sapata, sapa: são termos mais agressivos, que também significam lésbica.Caminhoneira: lésbica muito masculinizada, e a ex¬pres¬são por vezes é usada para ofender uma garota. Usam-se também fanchona ou fancha.Entendida: gíria leve e moderna para dizer que uma menina gosta de meninas. GLS No universo homossexual a sigla GLS é superconhecida. Quer dizer "Gays, Lésbicas e Simpatizantes".
Os "Simpatizantes" são as pessoas que não são gays nem lésbicas, mas respeitam essas orientações sexuais.
Cada vez mais o S cresce no mundo inteiro.
As pessoas, principalmente os jovens, começam a entender que diversidade sexual é uma realidade que merece respeito, embora ainda falte muito para existir igualdade de direitos e de tratamento.
Só para ter uma idéia: o Brasil é recordista em assassinatos de homossexuais. Um deles é assassinado a cada dois dias.
A gente fala em preconceito, mas às vezes é difícil lidar com minhas amigas que já ficaram com meninas e acham que quem não fica é boba ou algo assimDá para entender que ser homossexual seja tão natural quanto ser hetero, mas forçar a barra em nenhum sentido é bom. Elas podem estar fazendo pressão porque encaram a situação como uma moda: para fazer parte do grupo você precisa agir como elas.
Também existe o preconceito às avessas, em que o grupo discriminado passa a discriminar quem não faz parte dele. Se você sabe que o importante é o respeito às diferenças, vai entender que a atitude delas está sendo uma roubada.
Mostre o seu ponto de vista, porque ficar quieta ou fazer o que elas querem não resolve nada.
Ficar com uma menina só pra seguir a moda é ridículo!
Você tem de corresponder à sua essência e ponto. --J., 25 anos Ficar com uma menina só pra parecer descolada é um comportamento infantil! Não acordamos um dia e resolvemos que vamos beijar garotas.
Ser lésbica tem de ser algo que vem de dentro, é natural, faz parte da pessoa. -- M., 24 anos "Amor Entre Meninas"Autora: Shirley SouzaEditora: Panda BooksPáginas: 88Quanto: R$ 14,90Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou no site da
Publifolhahttp://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u404063.shtml

Com tom político, 12ª Parada GLBT leva multidão às ruas de São Paulo


SÃO PAULO- Milhares de gays, lésbicas e transexuais fizeram festa neste domingo em São Paulo, a capital de negócios do Brasil, usando uma das maiores paradas gay do mundo para pedir o fim da discriminação e da violência homofóbica.
DJs tocaram em cima de caminhões que percorreram a principal avenida da cidade, ladeada por arranha-ceús, enquanto a multidão compacta dançava e celebrava no clima quente e ensolarado com perucas, máscaras ou fantasias, em um verdadeiro carnaval fora de época.
"Não sofro preconceito porque normalmente sou muito discreto, mas hoje estou vivendo o momento. Aqui no centro de São Paulo, hoje, todo mundo pode fazer o que gosta", disse Júnior Antenor, de 21 anos, usando uma fantasia de anjo, nas cores prata e branco.
Os organizadores esperavam reunir 3,4 milhões de pessoas.
A polícia militar, no entanto, não quis fazer estimativas sobre o número de participantes.
Alguns furtos foram registrados, mas até o início da noite não havia registro de nenhuma ocorrência grave no evento.
A Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transsexuais de São Paulo escolheu o lema "Homofobia mata! Por um Estado laico de fato" para a 12ª parada realizada desde que o evento anual começou em 1997, com escassas duas mil pessoas.
"Esta é a diversidade que o país quer, a diversidade que nós temos para crescer como um país buscando um nicho turístico entre a comunidade gay", disse a jornalistas a ministra do Turismo e ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, em cima de um dos trios elétricos que desfilaram.
Além de Marta estavam presentes os ministros da Desigualdade Social, Edson Santos, e dos Esportes, Orlando Silva, este último acompanhado da família.
As autoridades de São Paulo e a petrolífera brasileira Petrobras também apoiaram o evento, que se tornou uma grande fonte de recursos para a cidade e para o turismo no maior país da América Latina.
A Associação também apóia os planos da Federação de Comércio de São Paulo (Fecomércio) de certificar comerciantes e prestadores de serviços que respeitem diversidade de raça, origem étnica, diferenças físicas e orientação sexual.
Especialistas em pesquisas disseram no ano passado que os gays no Brasil têm renda acima da média da população e gastam mais em lazer, mas a Fecomércio diz que 40 por cento dos gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros sofrem discriminação como consumidores.
(Texto de Peter Murphy, com reportagem adicional de Stephanie Beasley)