sábado, 10 de maio de 2014

ABERTURA DA SEMANA CEARÁ SEM HOMOFOBIA ACONTECE NESTA SEGUNDA-FEIRA 12 DE MAIO

Em 17 de maio de 1990, a assembleia geral da Organização Mundial de Saúde retirou o termo "homossexualismo" da Classificação Internacional de Doenças, declarando que “as relações entre pessoas do mesmo sexo não constituem doença, nem distúrbio e nem perversão”. Desde então, foi adotado o termo "homossexualidade", que se refere ao comportamento, e não mais o termo "homossexualismo" que passa a ideia de doença.  Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Homofobia, a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas LGBT, inicia nesta segunda-feira (12) a Semana Ceará sem Homofobia, às 10 horas, no Auditório Murilo Aguiar, da Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE). A programação prossegue até sábado (17) com palestras, exibição de filme, seminários e uma série de atividades.

Para marcar essa data histórica na luta pela diversidade sexual, o dia 17 de maio foi escolhido como o Dia Internacional de Combate a Homofobia. Em 2010, a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) comemorou, em todo o país, a instituição, por meio de decreto presidencial, do dia 17 de maio como o Dia Nacional de Combate à Homofobia. Neste mesmo ano, também ocorreu a I Marcha Nacional contra a Homofobia em Brasília.


Entretanto, o nosso País ainda está muito longe de superar o preconceito às diferentes orientações sexuais e identidades de gênero. Segundo dados da ONG Grupo Gay da Bahia (GGB), só em 2011, 282 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais foram assassinadas no Brasil por motivação homofóbica. O País é recordista no número de assassinatos desse tipo, ficando bem a frente de países como o Irã, onde a homossexualidade ainda é considerada crime.


SEMANA CEARÁ SEM HOMOFOBIA - PROGRAMAÇÃO:

Data: 12/05/2014
Abertura Oficial da Semana Ceará sem Homofobia
local:  Auditório Murilo Aguiar - Assembleia Legislativa do Ceará
horário: 10hs.


Data: 13/05/2014
Palestra: “O Papel da Universidade na busca pela Garantia dos Direitos Fundamentais  da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais,Travestis e Transexuais”LGBT.
local: Auditório da Universidade de Fortaleza - UNIFOR
horário:08:30 às 12:00hs.

Cinema e Direito
Exibição do Filme “Katia” Superação e Igualdade
Conta a história de Kátia Tapety, a primeira travesti a ser eleita a um cargo político no Brasil
local: Videoteca da Universidade de Fortaleza - UNIFOR
horário:15:00 às 17:00hs.


Data: 14/05/2014
Capacitação sobre Políticas Públicas LGBT para técnicos dos Centros de Referência Especializado da Assistência Social do Estado do Ceará - CREAS.
local: Universidade do Parlamento Cearense
horário:14:00hs


Data: 15/05/2014
Seminário Saúde x Violação de Direitos Humanos LGBT
local: Auditório da Secretaria de Saúde do Estado - Av. Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema.
horário:09:00 às 17:00hs.


Data: 16/05/2014
Seminário Ceará sem Homofobia (Programação em anexo)
local:Auditório Murilo Aguiar - Assembleia Legislativa do Ceará
horário: 09:00 às 17:00hs


Data:17/05/2014
Divulgação da “Campanha Ceará sem Homofobia” Stande da Coordenadoria Especial LGBT  
local:Praça do Ferreira - Centro de Fortaleza
horário:08:00 às 13:00hs


Maiores informações:
Coordenadoria Especial de Políticas Públicas LGBT
85 3101.4555



BOMBA! ORGANIZADORES DA PARADA GAY ACUSAM PREFEITURA DE SP DE BOICOTE!

A 18ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo foi realizada no último domingo (04), mas ainda está dando o que falar. Em manifesto divulgado em seu site e nas redes sociais, a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (Apoglbt-SP), que organiza o evento, acusou a Prefeitura paulistana de boicotar o evento. Contatado pelo iGay, o governo municipal rebateu as acusações.
No texto, a associação reclama de não ter a sua opinião ouvida. “A Prefeitura de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Políticas LGBT, não possibilitou aos membros da diretoria da Apoglbt o contato com os fornecedores de contratos. Apesar dos vários pedidos de reunião com os responsáveis para discutir dados técnicos dos eventos, não fomos atendidos”, afirma o manifesto.
Além da suposta exclusão das reuniões, que segundo nota seria “uma tentativa clara de se apoderar do que é do povo”, o manifesto também faz críticas em relação encerramento da Feira LGBT, evento que precede a Parada Gay e que este ano foi realizado no dia 1º maio.
Melchior
Segundo a Apoglbt, a feira LGBT teria sido encerrada uma hora antes do previsto. Da mesma forma, a Parada Gay teria tido a sua passagem acelerada. A associação ainda apontou um comportamento desnecessariamente agressivo dos seguranças contratados pela Prefeitura.
Coordenador Geral de Politicas LGBT do Município de São Paulo, Alessandro Melchior negou as acusações da Apoglbt, afirmando que “o manifesto é composto apenas de inverdades”. Ele disse ainda que a Prefeitura possui atas de reuniões e troca de e-mails que compravam que não houve boicote.
“A Prefeitura financia dois terços do evento, fazemos reuniões para organização de infraestrutura e segurança, coordenados por órgãos internos que nem sempre contam com a presença da associação em suas reuniões. Porém, eles participaram de diversas reuniões e as demandas foram repassadas”, argumenta Melchior.
O coordenador diz ainda os horários dos eventos foram cumpridos. “A feira LGBT e do show de encerramento [da Parada Gay] terminaram no horário previsto. A Parada começou com uma hora de atraso, a preocupação era que a Av. Paulista estivesse livre para transito às 18h, como programado pelo Ministério Público”, justifica o coordenador.
Em relação às agressões dos seguranças, Melchior questiona fato de elas não terem sido denunciadas às autoridades policiais. “Se ocorreram, elas deveriam ter sido notificadas e um boletim de ocorrência deveria ter sido lavrado, algo que não aconteceu. O que presenciei foi um diretor da Parada bastante exaltado, gritando e humilhando o segurança”, aponta o coordenador, sem indicar o nome do tal dirigente da associação.
Melchior também respondeu à acusação de que a Prefeitura não respeitou o acordo feito previamente em relação às áreas reservadas e camarotes. Para o dirigente, foi Apoglbt que não cumpriu o combinado e usou os espaços de maneira inadequada.
“A associação forçou a entrada de parentes, amigos, namorados e quando já havia mais de 500 pessoas na área reservada do palco, a Guarda Civil, a Polícia Militar e o próprio produtor do evento contratado pela associação não permitiram mais a entrada de pessoas ou o retorno de quem saísse, fossem eles da associação ou da Prefeitura,” apontou Melchior.
Na visão do coordenador, o principal problema Apoglbt é o seu conselho gestor. “ Empresas e veículos dedicados ao público LGBT deixaram de participar do evento por discordarem da gestão. O próprio Conselho Municipal LGBT discorda de como o evento tem acontecido”, denuncia Melchior.
“A Parada é um movimento social importante e deve ser mais representativo para todos, não apenas para aquele primeiro grupo que organiza. É preciso convocar uma planária, boa, grande, com movimento social, pessoas de diversos grupos para repensar a Parada, tanto no formado quanto no financiamento”, finaliza Melchior.
Quaresma
Depois da publicação desta reportagem, o presidente Apoglbt Fernando Quaresma procurou o iGay para informar que tentou um contato prévio com a Prefeitura antes de divulgar o manifesto, mas que não obteve retorno das autoridades municipais.
Segundo Quaresma, esta não foi a primeira vez que governos e empresas tentaram assumir o evento. “Na verdade não é uma questão nova, já aconteceu outras vezes. As pessoas acham que a Parada é um evento rentável, já tentaram até colocar abadá. Mas não é assim, a Prefeitura sede a infraestrutura, mas lucra com o turismo e movimentação da economia, além de ser uma plataforma política.”
Sobre as críticas de Melchior de que a associação não é aberta críticas, Quaresma diz: “A associação da Parada está sempre aberta, mas são poucos que querem 'carregar o piano'. O pessoal se aproxima na época do evento, um, dois meses antes, e depois desaparece. As pessoas que estão aqui são as de desde o começo, que continuam tocando a diante”, conclui o presidente Apoglbt.
Lembramos que segundo a Policia Militar de São Paulo, a Parada desde ano contou com apenas 100 mil pessoas, numero questionado pelos organizadores e que mostram uma redução drástica no público desta que já foi a maior Parada Gay do Mundo.
Com informações:IG 

EM BH, DUELO DE VOGUE REVIVE ATRAVÉS DA DANÇA A CULTURA GAY DOS ANOS 1980

Ícone da herança cultural deixada pela efervescência dos anos 1980, o vogue conquistou, desde o fim do ano passado, um lugar garantido na noite de Belo Horizonte. Nesta sexta-feira, 9, a Gruta recebeu a 4ª edição da festa Dengue - Duelo de Vogue, a partir das 22h. "A ideia era fazer um evento específico para esta técnica e esta subcultura de rua", explica Guilherme Morais, fundador da plataforma cultural This is Not e criador da festa.

O vogue surgiu nos EUA há mais de três décadas, quando homossexuais, travestis e outras vítimas de segregação fomentavam um movimento de contracultura nas periferias das metrópoles. "Os gays e travestis eram expulsos pelas famílias e iam morar juntos em casas coletivas. A partir daí, as casas começaram a competir entre si, através da dança" conta Guilherme.

Batizada segundo a tradicional revista de moda, a dança simula, ao som de house music, as poses simétricas e expressões artificiais das modelos que estampavam os editoriais da época.

O organizador explica que as competições de vogue começaram "como um movimento no início dos anos 1980, quando foram criados os 'balls', grandes espaços de competição". Disseminada pelo mundo e alçada ao mainstream em 1990 — tanto pelo hit homônimo de Madonna quanto pelo documentário 'Paris is burning', premiado em Sundance—, a prática dividiu-se em pelo menos três vertentes e tornou-se símbolo de força da cultura gay.

Confira trecho do documentário 'Paris is burning' sobre o vogue: 


Em Belo Horizonte, o duelo é aberto para quem quiser participar, independente de graduação ou técnica. "Qualquer pessoa pode duelar;  a gente conta tanto com profissionais, estudantes e professores, quanto com aquelas pessoas que se aventuram, que procuram vídeos de vogue na internet e aprendem, se montam, chegam lá e dançam", ressalta Morais. A "montagem" a que o organizador se refere é um dos pontos altos nas performances, uma vez que os gestos sensuais e fortes da dança são valorizados por visuais femininos e exóticos. "Não necessariamente ganha quem tem mais técnica. Ganha quem tem mais carão", ele aponta.

A princípio, Guilherme Morais encontrou dificuldades para arrebanhar os adeptos do vogue na capital mineira. "Não conhecia ninguém que fosse profissional no estilo. Conhecia professores que dançam todos os estilos de dança de rua, e eles me indicaram outras pessoas. Passei um mês em contato com elas", ele relata. "Na primeira edição, contamos com gente do teatro, muitos atores, e uma integrante do Trio Lipstick, formado por dançarinas especialistas em vogue".

A partir da estreia, Guilherme conta que "criou-se um movimento", e a festa mensal cresceu em popularidade. "Na última edição as pessoas já estavam mais cientes, conhecendo a técnica, e houve um jogo sobre expressão corporal e alguns aspectos da subcultura de rua LGBT, que a gente chama de travestismo ou pombagirismo", orgulha-se o fundador do evento. As inscrições para o duelo de vogue acontecem pela página da festa no Facebook. Quem decidir se arriscar em cima da hora pode entrar na disputa enquanto ela acontece, quando o DJ tocar a faixa 'Não se reprima'.

Dengue - Duelo de Vogue 
Com o MC Guto Lover e DJs Sosti Reis, Alexandre de Sena, Savannah Africana, Mary Poppers, Ravel Brasileiro, Laranja Lima e Roque Horror. Performances de Manuza Leão, Lipstick e Toda Deseo. Gruta Espaço Cultural (Rua Pitangui, 3613, Horto). Ingressos a R$ 15. 

Confira o clipe de 'Vogue', hit de Madonna:

Com informações:Uai

sexta-feira, 9 de maio de 2014

PREFEITURA RECEBE DENÚNCIA DE ANÚNCIO DE ACOMPANHANTES.

Um outdoor fixado na Avenida do Aeroporto, com fotos de garotas anunciadas como “acompanhantes de luxo”, está sendo alvo de críticas da população e de autoridades por incitar o turismo sexual na Capital. Após receber denúncia sobre a propaganda, o Ministério Público enviou uma notificação para a Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), que garantiu tomar as providências necessárias para a retirada da propaganda pela empresa responsável. As informações são da Redação Web do Diário do Nordeste

O outdoor traz o endereço de um site em que garotas de Fortaleza e de outros estados podem ser contratadas após se exibirem em um vasto acervo de fotos. A peça publicitária está fixada no local há mais de um mês e tem dividido opiniões entre os moradores do bairro e de pessoas que passam por ali.

O agricultor Clóvis Alves, de 58 anos, se diz contra à fixação do outdoor mas acredita que nada será feito. “O Brasil é um país onde tudo pode né? Então, fazer o que?”, lamenta. Já estudante Gabriel Arruda tem uma opinião contrária. Ele faz o trajeto onde é possível ver o outdoor todos os dias e fala que não vê nenhum agravante no anúncio. “Não tem foto de mulher pelada ali! Nenhuma criança vai saber do que se trata. Então acho que é normal”, opinou.

Conforme esclareceu o advogado criminalista Ivan Moura, a Prefeitura de Fortaleza autoriza o espaço, mas não é responsável pelo teor da propaganda veiculada. Qualquer publicidade, explica, pode ser autorizada, bastando estar em acordo com as respectivas leis municipais. O advogado assevera ainda que, para a propaganda ser retirada, é preciso que denúncias sejam feitas ao Poder Municipal.

“É um crime, não deixa de ser, e a Prefeitura pode proibir se entender isso”, ratifica o advogado, acrescentando que, caso a gestão municipal não veja o caso como insulto à prostituição, pode permitir a permanência da veiculação da peça.

O advogado e Procurador Federal na Capital José Erivaldo Bezerra explica que anúncios a exemplo do outdoor fixado na Avenida Carlos Jereissati, incitam a prostituição, o que se caracteriza como um crime.

Datada de 1998, a lei sobre propaganda e publicidade no município de Fortaleza proíbe no inciso XXII do capítulo III anúncios que “sejam ofensivos à moral, às pessoas, crenças e instituições”.

Procurada pela Redação Web do Diário do Nordeste
, no início da tarde de ontem, a Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) disse que uma equipe de fiscais da Célula de Controle da Poluição Visual será enviada ao local para verificar a denúncia de possível ofensa no outdoor e que, caso seja confirmada, o responsável deverá ser notificado, e a placa será removido em até 24 horas.

Notificação

O Ministério Público de Ceará tomou conhecimento da situação na tarde de ontem e já iniciaram as medidas cabíveis. De acordo com Magnólia Barbosa, procuradora de justiça e coordenadora do Núcleo de Gênero Pró-Mulher, a primeira atitude tomada foi procurar o gabinete do prefeito Roberto Cláudio para alertar sobre a situação.

“Já houve intervenção para que a Seuma notificasse a empresa responsável pela publicação para que ela retire o anúncio”, conta a procuradora.
Magnólia Barbosa comenta ainda que, apesar de não haver um regulamento que impeça a veiculação de anúncios como este, a ordem de retirar os cartazes baseia-se em princípios constitucionais. “Nós solicitamos a remoção do anúncio partindo do princípio da dignidade, e no da moral e dos bons costumes, previstos na constituição. A suposta empresa por trás disso está ferindo essas premissas”, comenta.

A procuradora de justiça alega que o conteúdo do anúncio, embora possa ser considerado subjetivo, é passível de interpretações que incitam a prostituição, por isso, configuram-se como criminosos.
Propaganda da Boate Bahamas em SP: no material se lê "onde suas fantasias se tornam realidade"


“Vivemos numa liberdade de expressão, em que uma pessoa ou empresa pode publicar o que quiser, mas vai assumir as consequências por aquilo que publica. Essa propaganda pode ser considerada como incentivo e como exploração da prostituição. A assimilação da informação, por mais sutil que seja, depende de como as pessoas a veem. Nós vemos que é uma propaganda clara da prostituição, não só pelo seu conteúdo, mas pelo local onde está posicionado”, conta Magnólia Barbosa.

A reportagem procurou também os proprietários do site através de telefones encontrados na internet mas as ligações não foram atendidas.

A denúncia do outdoor foi tratada, ontem, durante sessão da Câmara Municipal de Fortaleza, pelo vereador Capitão Wagner (PR).Na ocasião, o parlamentar afirmou que o anúncio causa preocupação, principalmente diante da proximidade da Copa do Mundo, já que os turistas que chegarem pelo Aeroporto logo se deparariam com o cartaz dando ofertas de prostituição e turismo sexual na Capital.
Com informações:DN

quarta-feira, 7 de maio de 2014

O BRASIL JÁ TEM OS 23 GUERREIROS DA LUTA PELO HEXACAMPEONATO.

Foi no estilo Felipão. Sem surpresas, o técnico Luiz Felipe Scolari anunciou nesta quarta-feira (7), em uma casa de espetáculos no Rio de Janeiro, quem serão os 23 jogadores que irão defender o Brasil na Copa de 2014.
Às 11h30, a maioria dos torcedores brasileiros acreditavam que no máximo 6 vagas poderiam estar em aberto. As indefinições estavam na vaga do terceiro goleiro, dos laterais reservas, do zagueiro reserva, de um dos meio-campistas, além de uma possível surpresa no ataque, para o banco de Fred.
Entretanto, pragmático, Scolari convocou quem eram os favoritos para a vaga. Victor, goleiro do Atlético Mineiro, vinha sendo convocado e levou a melhor sobre Diego Cavalieri. Na lateral direita, Rafinha sonhava com a vaga após sua boa apresentação na única chance que teve com Felipão, mas Maicon foi o escolhido e disputará sua segunda Copa do Mundo.
A briga na lateral esquerda era entre Maxwell e Felipe Luís.  Apesar de Felipe Luís viver boa fase no Atlético de Madrid, líder do espanhol e finalista da Liga dos Campeões, quem será o reserva de Marcelo é o lateral Maxwell do PSG.
Após confirmar David Luís, Thiago Silva e Dante, a última vaga entre os zagueiros ficou com Henrique, do Napoli, que desbancou Dedé, Miranda e Réver que sonhavam com uma possível chance de disputar a Copa de 2014. 
No meio-campo, após Felipão confirmar Fernandinho, Ramíres, Oscar e Willian, e as já prováveis convocações de Luis Gustavo  e Paulinho, apenas Hernanes aguardava pela confirmação de seu nome. O meio-campista da Internazionale de Milão garantiu sua vaga após ser convocado sete vezes por Felipão.
No ataque, Jô foi confirmado, frustrando quem acreditava ainda em Robinho na Copa de 2014. Além de Hulk, Fred, Bernard e o craque Neymar.
Perguntado qual havia sido a escolha mais difícil, Felipão afirmou que foi a decisão sobre quem seria seu último zagueiro. “Onde nós tivemos olhares finais e uma série de detalhes sendo observados foi a última indicação para a quarta zaga. Foi ali que tivemos nossas discussões, o porque disso e daquilo e decidimos pelo Henrique”, afirmou Felipão. O zagueiro do Napoli é um jogador versátil que pode atuar como volante, assim como David Luís e assim como Edmílson atuou em 2002 na seleção pentacampeã de Felipão.
No dia 13 de maio, Felipão deve divulgar no site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) quem serão os sete suplentes convocados que podem estar à disposição do treinador em caso de lesão de algum dos convocados.
Confira a lista abaixo:
Goleiros:
Júlio César (Toronto-CAN)
Jefferson (Botafogo-RJ)
Victor (Atlético-MG)
Laterais:
Daniel Alves (Barcelona-ESP)
Maicon (Roma-ITA)
Marcelo (Real Madrid-ESP)
Maxwell (Paris Saint-German-FRA)
Zagueiros:
Thiago Silva (Paris Saint-German-FRA)
David Luís (Chelsea-ING)
Dante (Bayern de Munique-ALE)
Henrique (Napoli-ITA)
Meio-campistas:
Luiz Gustavo (Wolfsburg-ALE)
Paulinho (Tottenham-ING)
Ramires (Chelsea-ING)
Hernanes (Inter de Milão-ITA)
Willian (Chelsea-ING)
Fernandinho (Manchester City-ING)
Oscar (Chelsea-ING)
Atacantes:
Neymar (Barcelona-ESP)
Fred (Fluminense-RJ)
Hulk (Zenit-RUS)
Jô (Atlético-MG)
Bernard (Shakhtar Donestk-UCR)
Fonte:JCnet

segunda-feira, 5 de maio de 2014

SEGURANDO CORAÇÕES DE PAPEL, MÃES E FILHOS RELEMBRAM GAYS MORTOS NO BRASIL

Uniformizado, organizado e cheio de orgulho. Assim era o grupo das Mães pela Igualdade na Parada Gay de São Paulo no início da tarde deste domingo (04). De camiseta preta e segurando corações de papel, mães, pais e filhos estavam lá para serem vistos e também para fazer pressão pela criminalização da homofobia.
O grupo aponta os dados do Grupo Gay da Bahia para defender uma legislação neste sentido. Segundo dados da ONG LGBT, os assassinatos de gays pelo Brasil foram 320 no ano passado e estão 120 até agora em 2014. Estes números deixam o Brasil na triste estatística do campeão mundial de crimes de ódio.
Alguns pais e mães estavam com seus filhos, outros sozinhos, como foi o caso do carioca Paulo Próspero, que desfilava ao lado da namorada, Rosângela. "Meu filho é um garoto sensacional, Paulo Victor, de 21 anos. Ele é corretor de imóveis e estava de plantão hoje", justificou Paulo.

“Sou um pai no grupo de mães porque quero trabalhar para que as famílias se conscientizem da naturalidade do sentimento, para promover a compreensão e o respeito", argumentou Paulo, explicando a sua a presença no evento.
Acompanhadas da nora, Jessica Cassiano, 26, Maria José tinha bem claro o seu objetivo. “Sou da comissão da diversidade na OAB e estou aqui para realmente forçar a criação da lei que criminaliza a homofobia. Quero que a igualdade prevaleça”, defendeu Maria.
Sem sua mãe, que estava viajando, Jessica disse se sentir honrada pela presença das outras mães na parada.
Mãe e filha, Lili e Thayse (24) fizeram juntas a sua estréia na parada. “Sozinha eu não viria, não gosto de multidões, mas vim fazer companhia para a minha mãe”, revelou à segunda.
Lili contou que se sente mais forte desde que aderiu pela internet ao grupo Mães pela Igualdade. “Acho que nossa disponibilidade de vir e apoiar pode fazer com que outras mães saiam do armário. Sim, porque não são sós os filhos que têm de se assumir, as mães têm também, e nem sempre é fácil”, reconheceu.
“Quando soube que minha filha era lésbica, quando a forcei a me contar aos 14 anos, demorei um ano para aceitar. Peguei no pé dela. Depois comecei a ler muito, me informar. Até hoje eu pergunto pra ela se a maltratei muito naquele período, mas sempre disse que a amaria de qualquer maneira”, admite a mãe.
Adriana e Fernando, 21, eram outra dupla de mãe e filho na parada. “É minha primeira vez, estou maravilhada”, disse Adriana. “Sou de São Jose dos Campos e depois que entrei no grupo me sinto mais forte para entrar nessa briga na minha cidade”, constatou Adriana
Uma das líderes do Mães Pela Igualdade e colunista do iGay, Maju Giorgi estava acompanhada de seu filho, o fotografo André Giorgi.
Maju falou empolgada do sucesso do almoço que reuniu 70 mães de todo o Brasil em um restaurante da Zona Sul de São Paulo, no último sábado (03). “Hoje aqui na parada somos umas 30”, contabilizou a ativista.


sábado, 3 de maio de 2014

PF FLAGRA TROCA DE MENSAGENS ROMÂNTICAS ENTRE DEPUTADO E DOLEIRO.


Segundo a revista Época o relatório da Operação Lava Jato da Polícia Federal contém uma afetuosa e suspeitosíssima, troca de mensagens eletrônicas entre o doleiro Alberto Youssef e o deputado Luiz Argôlo (SSD-BA). Eis a transcrição literal da conversa interceptada pela PF às 8h33 do dia 28 de fevereiro deste ano.
Argôlo: Bom dia.
Youssef: Bom dia.
Argôlo: Você sabe que tenho um carinho por vc e é muito especial.
Youssef: Eu idem.
Argôlo: Queria ter falado isso ontem. Acabei não falando. Te amo.
Youssef: Eu amo você também. Muitoooooooooo<3 span="">
Argôlo: Sinto isso. E aí já melhorou?? Melhorou???
Argôlo: Por favor me diga alguma coisa.

E aí será?

DISCRIMINAÇÃO! CADASTRO DE CIDADÃOS E TURISTAS COM HIV PODE SER OBRIGATÓRIO NA RÚSSIA

A discriminação na Rússia não tem limites. Além de medidas que tolhem os direitos homossexuais, um deputado do país, Roman Khudyakov, propõs uma lei que obrigará todos os cidadãos e turistas soropositivos que integrem um cadastro.
A medida visa criar um banco de dados com todos os portadores de “doenças contagiosas perigosas”. Portadores de HIV poderão ter de deixar suas digitais nessa base de dados.
A famigerada lei tem o apoio de vários órgãos do governo, como os ministérios do Interior e de Emergências e o Serviço Federal de Imigração.
Fonte:Parou tudo

segunda-feira, 28 de abril de 2014

“PEDALADA DA DIVERSIDADE”

O Cuca Barra, com o apoio da Coordenadoria da Diversidade Sexual da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos da Prefeitura de Fortaleza, realizaram neste domingo 27 de abril a “Pedalada da Diversidade Sexual” que percorreu as ruas de Fortaleza da Barra do Ceará até a praia de Iracema.

A ação faz parte da campanha educativa: Tire seu preconceito do caminho que a juventude quer passar com todo amor e tem como principal objetivo combater o preconceito e discriminação em Fortaleza.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

JORNALISTA QUE COMPAROU BEIJO GAY COM DEFECAR EM PÚBLICO É CONDENADO EM JOINVILLE.

O jornalista e editor chefe do "Jornal da Cidade", João Francisco da Silva, foi condenado a pagar uma multa no valor de R$ 25 mil por dizer que beijo gay é nojento e asqueroso.

Em 2012, ele usou o jornal para atacar a campanha de Leonel Camasão (PSOL) à prefeitura da cidade de Joinville, por causa de um beijo gay. Entre outras coisas, o jornalista disse que o beijo era "nojento" e tão "asqueroso quando defecar em público ou assoar o nariz à mesa".

A Justiça, através do juiz Roberto Lepper, condenou João Francisco e o jornal: “A ninguém é permitido, numa sociedade pluralista e que se sedimenta em bases democráticas, valer-se dos meios de comunicação de massa para ridicularizar quem quer que seja ou, então, fazer troça com foco na origem, raça, cor, idade ou preferência sexual de alguém”.
Com informações:Mundo Mais

quarta-feira, 23 de abril de 2014

EX-SOLDADO QUE VAZOU DADOS PARA O WIKILEAKS GANHA NA JUSTIÇA DIREITO DE USAR NOME DE MULHER

O ex-soldado norte-americano Bradley Manning Edward, condenado a mais de 30 anos de prisão por vazar documentos confidenciais do governo americano à organização Wikileaks, ganhou na Justiça o direito de mudar legalmente o nome para Chelsea Elizabeth Manning.
Em agosto do ano passado, um dia após ser condenado a 35 anos de prisão pelo caso, Manning, 25, voltou às manchetes da imprensa internacional ao revelar que queria dar início a um tratamento hormonal para mudança de sexo e que queria ser tratado como uma mulher. 
O aceite foi dado formalmente nesta quarta-feira (23), pelo juiz David King, do Kansas. Atualmente ele cumpre pena de 35 anos na prisão do Exército em Fort Leavenworth, no Kansas.
Manning não esteve presente na audiência hoje, mas tornou falou ao jornal "The Guardian", em uma declaração na qual diz se tratar de "um dia emocionante" em sua vida.
"Tenho sido frequentemente perguntado porque estou mudando de nome. A resposta é simples: porque é um nome que se adequa de forma muito melhor e mais honesta à mulher que eu sempre fui - uma mulher chamada Chelsea", disse Manning. 
"Espero que a mudança de nome garantida hoje, tão importante para mim no âmbito pessoal, sirva também para mostrar que nós (transgêneros) existimos em todos os lugares da América de hoje, e os desafios que nós enfrentamos diariamente", afirmou.
Na época, a um programa de TV da emissora "NBC News", o militar de 25 anos chegou a declarar que queria que todos conhecessem o seu "verdadeiro eu".
"Como uma transição para este próximo estágio da minha vida, quero que todos conheçam o verdadeiro eu. Eu sou Chelsea Manning. Sou uma mulher. Dada a maneira como me sinto, e tenho me sentido desde criança, quero começar um tratamento hormonal assim que possível. Espero que vocês me apoiem nesta transição. Solicito também que, começando hoje, vocês se refiram a mim pelo meu novo nome e use o pronome feminino [salvo em correspondência oficial à prisão]. Espero receber cartas de apoiadores e ter a chance de escrever de volta", diz a declaração de Manning, que assina com o nome de Chelsea.
Manning é considerado responsável por um dos maiores vazamentos de informações confidenciais da história dos Estados Unidos, tendo entregado milhares de documentos e vídeos para o WikiLeaks. O caso desencadeou um mal-estar diplomático mundial para os EUA.
Fonte:Terra

domingo, 20 de abril de 2014

FIQUE LIGADO! PARADA GAY DE SÃO PAULO É ANTECIPADA POR CAUSA DA COPA DO MUNDO

A 18.ª edição da Parada Gay de São Paulo será antecipada em um mês e terá um tema difícil de gravar em 2014: “País vencedor é País sem homolesbotransfobia: Chega de Mortes! Criminalização Já!”. O objetivo da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, organizadora do evento, é lutar pela criminalização da violência contra gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais.
“No ano passado, o Senado enterrou o Projeto de Lei 122, que criminaliza a homofobia. Mas não vamos nos calar, pois temos direito, assim como outros grupos agredidos em razão de cor e religião, a uma lei que nos proteja da crueldade e puna os agressores”, disse Fernando Quaresma, presidente da parada.
O evento costuma ser realizado no feriado de Corpus Christi, em junho, mas a Parada mudou de data por causa do calendário de jogos da Copa do Mundo. Neste ano, o evento será em 4 de maio – último dia do feriado prolongado do Dia do Trabalho. O objetivo é evitar que os participantes tenham dificuldade em se hospedar e arcar com as despesas na cidade.
Segundo a Prefeitura, 23 câmeras de segurança da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estarão no trajeto dos trios elétricos que saem da Avenida Paulista e encerram o desfile na Igreja da Consolação, na região central. Até ontem, 15 trios já estavam confirmados. Um efetivo de 2.500 policias militares e 1.500 guardas-civis metropolitanos farão a segurança do evento.

Encerramento

Wanessa Camargo e Pedro Lima – finalista do programa The Voice Brasil em 2014, da TV Globo – farão o show de encerramento da 18.ª edição da Parada Gay. O palco será montado, como já é tradicional, na Praça da República, e as apresentações terão início às 19h.
Com informações:Correio

GOVERNO DILMA PUBLICA PORTARIA COM DIREITOS PARA PRESOS GAYS E TRAVESTIS

A Secretaria de Direitos Humanos, ligada à Presidência da República, publicou nesta quinta-feira (17) uma portaria com normas para o recebimento de presos gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros em presídios do país. Entre as normas está a de que aos presos gays e travestis em presídios masculinos deverão ser oferecidos espaços de convivência específicos.
A portaria também prevê que o preso LGBT tem o direito, se preferir, de ser chamado pelo nome social. Além disso, o nome social deve constar no registro de admissão no estabelecimento.
Segundo o texto, que passa a vigorar  a partir desta quinta, data de publicação, as pessoas transexuais masculinas e femininas deverão ser encaminhadas para as unidades prisionais femininas.
Aos presos LGBT será dado o direito de escolher roupas masculinas ou femininas e também de manter o cabelo comprido. As visitas íntimas estão garantidas, como para os outros presos.
O texto ainda garante que o cônjuge do preso LGBT, inclusive do mesmo sexo, receba o benefício do auxílio-reclusão.
Infelizmente a portaria não estabelece sanções para o presídio que não cumprir as normas.
Fonte:G1

sexta-feira, 11 de abril de 2014

RS: TRANSEXUAL GANHA INDENIZAÇÃO DE R$ 10 MIL APÓS SER AGREDIDA EM POSTO DE SAÚDE

Uma transexual ganhou uma indenização de R$ 10 mil após ser agredida em um posto de saúde em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A decisão é do Tribunal de Justiça do Estado. O pagamento será feito pela prefeitura e por uma empresa de segurança.
O caso aconteceu em 2008, quando Marcelly Malta era servidora do Estado. Por motivos profissionais precisou ir na administração do posto da Vila Cruzeiro, onde foi barrada pelo segurança. Mesmo explicando quem ela era, a transexual foi ofendida.   
— Eu era funcionária da prefeitura e presidente do Conselho Municipal de Direitos Humanos. [...] O cara já me deu um soco no rosto, eu caí e quatro caras me levaram [para] dentro de uma sala de enfermagem onde me espancaram. 
No mesmo dia, a servidora foi até o IML (Instituto Médico Legal) e oficializou a denúncia no Ministério Público, relatando toda a humilhação e a violência que sofreu. O caso já havia sido julgado, mas, em primeira instância, a juíza classificou improcedente a ação movida por Marcelly, por acreditar que não havia provas suficientes. Agora, por dois votos a um, a sentença foi modificada e a 5ª câmara cível do Tribunal de Justiça acatou a denúncia.
O relator do processo destacou que o fato deve ser considerado, pois teve repercussão nacional e a transexual chegou a receber um pedido público de desculpas. O secretário de saúde da época, Eliseu Santos, foi quem pediu desculpas pelo ocorrido, em nome dos funcionários terceirizados da segurança. A condenação dos acusados deixa Marcelly aliviada, e esperançosa de que este seja um marco para a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). 
— Acredito que, para toda a população LGBT, denunciar esse tipo de violação de direitos humanos [é importante] para ver que, realmente, existem decisões favoráveis, que nosso Judiciário, hoje em dia, é muito favorável à questão do movimento LGBT.
Com informações:R7

CÂMARA APROVA PROJETO QUE PROÍBE USO DE COMANDAS EM BOATES

O plenário da Câmara dos deputados aprovou nesta quinta-feira, 10, o Projeto de Lei 2020/07, de autoria da deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), que cria normas de segurança para casas de espetáculos e similares. Uma delas é a proibição do uso de comandas em boates como medida de segurança.
De acordo com o texto do projeto, são criadas penas de detenção de seis meses a dois anos para quem permitir o ingresso de pessoas em número maior que a lotação especificada e para quem descumprir determinações do Corpo de Bombeiros ou do poder público municipal quanto à prevenção e ao combate a incêndio e desastres.
Uma das experiências relatadas pelos sobreviventes da tragédia na boate Kiss, quando 240 pessoas foram mortas, foi incorporada ao texto: a proibição do uso de comandas e cartões de comanda em boates, discotecas e danceterias. No incêndio dessa boate, várias pessoas foram impedidas de sair no começo do incêndio porque não tinham pagado as comandas.

Uma das mudanças do texto aprovado pelos deputados é o fim da exigência de seguros de responsabilidade civil e de acidentes pessoais para os clientes. Na versão anterior, da comissão externa, o seguro era condição para emissão do alvará de funcionamento.
Todas as normas especiais a serem editadas pelos municípios sobre prevenção e combate a incêndio e a desastres devem ser seguidas pelos estabelecimentos e locais com ocupação simultânea de cem pessoas ou mais. Isso vale ainda para reuniões de pessoas a céu aberto. Se constatadas condições de alto risco, o local ou o prédio deverão ser imediatamente interditados pelo Corpo de Bombeiros ou pela prefeitura.
Tanto o prefeito quanto o oficial do Corpo de Bombeiros podem ser processados por improbidade administrativa. No caso do prefeito, se não for realizada vistoria anual aos estabelecimentos. Por parte do Corpo de Bombeiros, quando não cumprir prazos máximos para emissão de laudo ou autorização. O Projeto vai ser votado no Senado.
Fonte:O Povo

quarta-feira, 9 de abril de 2014

MONSTRO! POLÍCIA APREENDE ADOLESCENTE ACUSADO DE MATAR HOMOSSEXUAIS NO INTERIOR DE SP

ARAÇATUBA - O adolescente N. A. R., de 17 anos, acusado de matar dois homossexuais e de preparar a morte de um terceiro, em Agudos, interior de São Paulo, disse que matou suas vítimas porque "tem ódio de gays". Ele estava foragido desde 2 de abril, quando a polícia encontrou o corpo de Igor Alves, de 15 anos, uma de suas vítimas, numa floresta de pinus, na zona rural de Agudos.

O menor foi apreendido em Bauru, cidade para onde fugiu após o crime, em 29 de março. O adolescente tinha acabado de cumprir medida socioeducativa de internação na Fundação Casa pelo assassinato do empresário Waldiney Rocha, de 56 anos, em março de 2013. Em 27 de março de 2014, foi colocado em liberdade pelo Juizado de Menores de Marília (SP), e dois dias depois, matou Igor Alves.
Segundo o delegado Jader Biazon, de Agudos, Igor morreu porque estava apaixonado pelo adolescente. "Os dois mantinham um relacionamento amoroso, iniciado quando o adolescente, que cumpria pena de semiliberdade na Fundação Casa de Iaras (SP), vinha a Agudos nos fins de semana para visitar familiares", explicou.
"Ao ser apreendido na segunda-feira, 6, ele disse, em vários momentos, que matou suas vítimas porque tem ódio de homossexuais e que pretendia matar outros gays", contou Biazon. "Ele esfaqueou Igor diversas vezes na região do pescoço e nos contou, com frieza, que cravou a faca e pisoteou a cabeça da vítima", disse. "E nos contou que no momento em que executava o crime, ficava com mais vontade de matar. Para mim, esse garoto sofre de algum transtorno mental", comentou o delegado.
De acordo com o Biazon, N. confessou que pretendia continuar matando suas vítimas e que o próximo a morrer seria um adolescente de 15 anos, assediado por ele pela internet. "O plano não deu certo porque esclarecemos a morte de Igor", contou o delegado.
Nos dois crimes que cometeu, o adolescente contou com ajuda de comparsas e usou facas para matar as suas vítimas. Na morte do empresário Waldiney Rocha, que na época namorava o menor, um rapaz de 18 anos foi preso por participar do crime. O empresário morreu com 16 facadas. Na morte de Igor, um outro adolescente, de 15 anos, confessou a participação e mostrou à polícia onde estava o corpo da vítima.
Com informações:OEstadão

segunda-feira, 7 de abril de 2014

APÓS POLÊMICA RELACIONADA A HOMOFOBIA, CEO DA MOZILLA SE DEMITE

Brendan Eich, que havia assumido o cargo de CEO da Mozilla na última semana, acaba de desistir do cargo. A renúncia veio após as polêmicas que se espalharam na internet, de que o executivo teria apoiado causas homofóbicas.
Eich havia doado US$ 1 mil à campanha pela Proposition 8, uma medida judicial votada e aprovada na Califórnia, que deslegitimava o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Em pouco tempo, internautas e seguidores da Mozilla ao redor do mundo rechaçaram a escolha do executivo, justamente por conta de seu posicionamento ideológico.
Um dos principais ataques a Eich veio do OkCupid, uma rede social norte-americana para encontros. Quem acessava o site utilizando o navegador Firefox, da Mozilla, era bloqueado e encontrava a seguinte mensagem: “Olá, usuário do Mozilla Firefox. Perdão por esta interrupção da sua experiência com o OkCupid. O novo CEO da Mozilla, Brendan Eich, é um opositor dos direitos iguais para casais gays. Nós preferiríamos que nossos usuários não utilizassem softwares da Mozilla para acessar o OKCupid”.
Rapidamente, a Mozilla respondeu que era sim, favorável à união homossexual e à liberdade do indivíduo. Além disso, afirmou que a OKCupid posicionou-se sem sequer apurar os fatos com a empresa.
Ao site Gizmodo, Christian Rudder, fundador da rede social, explicou o posicionamento. “Não é como se quiséssemos fazer declarações políticas de esquerda ou direita. Casamento e a forma como as pessoas entendem o casamento é o núcleo do nosso negócio”, declarou. “Para ser honesto, não pensei que isso ganharia tanto destaque. Nosso objetivo era conscientizar as pessoas. Não queremos que ele [o CEO da Mozilla, Eich] perca seu emprego nem nada assim.”
Mas, não teve jeito. Eich renunciou ao cargo justamente por conta de tal questão, e a Mozilla veio pedir desculpas publicamente pela gafe. Veja, em tradução livre, o comunicado da Mozilla:
A Mozilla se orgulha de seguir fora dos padrões e, na última semana falhamos nisso. Nós sabemos por que as pessoas estão ofendidas e bravas, e elas estão certas: nós não fomos honestos com nós mesmos.
Não agimos como vocês esperariam que a Mozilla agisse. Não conseguimos ser rápidos o suficiente para nos engajarmos com as pessoas quando a polêmica começou. Nós pedimos desculpas. Devemos fazer melhor.
Brenan Eich decidiu desistir de seu cargo como CEO. Ele tomou essa decisão pela Mozilla e sua comunidade.
A Mozilla acredita tanto na igualdade quanto na liberdade de expressão. Igualdade é necessária para um discurso significativo. E você precisa de liberdade de expressão para lutar por igualdade. Descobrir como defender ambos ao mesmo tempo pode ser difícil.
Nossa cultura organizacional reflete diversidade e inclusão. Nós somos abertos a contribuições de todos, independente da idade, cultura, etnia, gênero, identificação de gênero, linguagem, raça, orientação sexual, localização geográfica e visões religiosas. A Mozilla apoia a igualdade a todos.
Temos funcionários com uma grande diversidade de pontos de vista. Nossa cultura aberta se estende a encorajar staff e a comunidade a compartilharem suas crenças e opiniões em público. É isso o que distingue a Mozilla de várias outras organizações e nos coloca em um padrão mais alto. Mas desta vez nós falhamos em ouvir, engajar, e nos guiarmos por nossa comunidade.
Apesar de dolorosos, os eventos da última semana nos mostram exatamente por que precisamos da internet. Assim, todos podemos nos engajar livremente nas conversas que precisamos ter para fazer o mundo melhor.
Nós precisamos colocar nosso foco de volta em proteger a internet. E precisamos fazer isso de uma forma que faça você ficar orgulhoso em apoiar a Mozilla.
Os próximos passos referentes à liderança da Mozilla ainda estão sendo discutidos. Nós queremos ser abertos sobre o assunto quando decidirmos o futuro da nossa organização, e vocês terão informações na próxima semana.
No entanto, nossa missão sempre será sempre tornar a internet mais aberta para que nossa humanidade seja mais forte, mais inclusiva e mais justa: é isso o que significa proteger a internet.
Nós saímos dessa com um entendimento renovado e humildade – nossa grande, global, e diversa comunidade é o que faz Mozilla especial, e o que nos ajuda cumprir nossa missão. Nós ficamos mais fortes quando vocês estão envolvidos.

Obrigado por ficarem conosco.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

COMISSÃO VAI PROPOR CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) poderá incluir no relatório sobre as violações dos direitos humanos, no período da ditadura militar (1964-1985) a ser concluído, no início do segundo semestre, a proposta de criar penalidades contra atos homofóbicos. A informação foi dada pelo cientista político Paulo Sérgio Pinheiro, um dos membros da CNV, presente na audiência pública Ditadura e homossexualidade no Brasil ocorrida no sábado (29), no Memorial da Resistência.

“Vinte e cinco anos depois da Constituição de 1988 não existe uma legislação que puna o delito de discriminação por homofobia”, disse Pinheiro. Ele acrescentou que no período em que foi baixado o Ato Institucional  nº 5 (AI-5), em 13 dezembro de 1968, houve um freio ao movimento contra a discriminação por orientação sexual.
Entre os participantes da audiência, o pesquisador da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC),Rafael Freitas informou ter tido dificuldades para obter dados oficiais sobre as torturas, perseguições e outras atrocidades sofridas pela militância - Lésbicas,Gays, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Transgêneros  naquele período, após cinco anos, os arquivos podem ser expurgados. Segundo ele, os apontamentos que conseguiu relativos as ações desenvolvidas em São Paulo, dizem respeito a política de repressão durante os governos de Paulo Egídio e Paulo Maluf, entre o final da década de 70 e o início de 1980.
O pesquisador relatou na audiência que uma portaria de 1976 criou no âmbito do 4º Distrito Policial, localizado na região central  foi usada para perseguir homossexuais, que eram levados presos a pretexto de contravenção penal por vadiagem e, depois, obrigados a declarar quanto ganhavam, e em alguns casos, passavam também a ser vítimas de extorsão. Além disso, continuou, quando a Secretaria de Segurança Pública, tinha sob o seu comando o coronel Erasmo Dias, “muitos travestis cortavam os pulsos para evitar a prisão”.
Era a Operação Limpeza, desenvolvida pelo delegado José Wilson Richetti, em maio de 1980, com o propósito de prender homossexuais, travestis e prostitutas, no centro da capital paulista, e mais de 1.500 pessoas foram detidas, esclareceu James Green, homossexual norte-americano, professor de história e cultura brasileira na Brown University, nos Estados Unidos.
Ele vivia no Brasil, no final da década de 70 e ajudou a organizar a primeira parada gay do país , em 13 de junho de 1980, contra o fim da repressão policial. “Os movimentos buscavam convencer a sociedade a aceitar que pessoas do mesmo sexo pudessem se amar e reivindicar os seus direitos. Havia um estado de terror e as pessoas tinham medo de se organizar”, disse.
No Itamaraty, exemplificou, havia uma campanha para expulsar do órgão aqueles que eram considerados subversivos, viciados em álcool e homossexuais. Já, no Rio de Janeiro,” existia uma paranoia contra os bailes à fantasia no Teatro Municipal do Rio de Janeiro porque consideravam um lugar de homossexuais que se fantasiavam de roupas luxuosas para o concurso”.
De acordo com ele havia preconceito até mesmo entre os esquerdistas, condição que só começou a mudar após o período do exílio por conta do movimento internacional protagonizado pelo jornalista, escritor e político Fernando Gabeira.
Fonte:Exame