sábado, 3 de maio de 2014

PF FLAGRA TROCA DE MENSAGENS ROMÂNTICAS ENTRE DEPUTADO E DOLEIRO.


Segundo a revista Época o relatório da Operação Lava Jato da Polícia Federal contém uma afetuosa e suspeitosíssima, troca de mensagens eletrônicas entre o doleiro Alberto Youssef e o deputado Luiz Argôlo (SSD-BA). Eis a transcrição literal da conversa interceptada pela PF às 8h33 do dia 28 de fevereiro deste ano.
Argôlo: Bom dia.
Youssef: Bom dia.
Argôlo: Você sabe que tenho um carinho por vc e é muito especial.
Youssef: Eu idem.
Argôlo: Queria ter falado isso ontem. Acabei não falando. Te amo.
Youssef: Eu amo você também. Muitoooooooooo<3 span="">
Argôlo: Sinto isso. E aí já melhorou?? Melhorou???
Argôlo: Por favor me diga alguma coisa.

E aí será?

DISCRIMINAÇÃO! CADASTRO DE CIDADÃOS E TURISTAS COM HIV PODE SER OBRIGATÓRIO NA RÚSSIA

A discriminação na Rússia não tem limites. Além de medidas que tolhem os direitos homossexuais, um deputado do país, Roman Khudyakov, propõs uma lei que obrigará todos os cidadãos e turistas soropositivos que integrem um cadastro.
A medida visa criar um banco de dados com todos os portadores de “doenças contagiosas perigosas”. Portadores de HIV poderão ter de deixar suas digitais nessa base de dados.
A famigerada lei tem o apoio de vários órgãos do governo, como os ministérios do Interior e de Emergências e o Serviço Federal de Imigração.
Fonte:Parou tudo

segunda-feira, 28 de abril de 2014

“PEDALADA DA DIVERSIDADE”

O Cuca Barra, com o apoio da Coordenadoria da Diversidade Sexual da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos da Prefeitura de Fortaleza, realizaram neste domingo 27 de abril a “Pedalada da Diversidade Sexual” que percorreu as ruas de Fortaleza da Barra do Ceará até a praia de Iracema.

A ação faz parte da campanha educativa: Tire seu preconceito do caminho que a juventude quer passar com todo amor e tem como principal objetivo combater o preconceito e discriminação em Fortaleza.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

JORNALISTA QUE COMPAROU BEIJO GAY COM DEFECAR EM PÚBLICO É CONDENADO EM JOINVILLE.

O jornalista e editor chefe do "Jornal da Cidade", João Francisco da Silva, foi condenado a pagar uma multa no valor de R$ 25 mil por dizer que beijo gay é nojento e asqueroso.

Em 2012, ele usou o jornal para atacar a campanha de Leonel Camasão (PSOL) à prefeitura da cidade de Joinville, por causa de um beijo gay. Entre outras coisas, o jornalista disse que o beijo era "nojento" e tão "asqueroso quando defecar em público ou assoar o nariz à mesa".

A Justiça, através do juiz Roberto Lepper, condenou João Francisco e o jornal: “A ninguém é permitido, numa sociedade pluralista e que se sedimenta em bases democráticas, valer-se dos meios de comunicação de massa para ridicularizar quem quer que seja ou, então, fazer troça com foco na origem, raça, cor, idade ou preferência sexual de alguém”.
Com informações:Mundo Mais

quarta-feira, 23 de abril de 2014

EX-SOLDADO QUE VAZOU DADOS PARA O WIKILEAKS GANHA NA JUSTIÇA DIREITO DE USAR NOME DE MULHER

O ex-soldado norte-americano Bradley Manning Edward, condenado a mais de 30 anos de prisão por vazar documentos confidenciais do governo americano à organização Wikileaks, ganhou na Justiça o direito de mudar legalmente o nome para Chelsea Elizabeth Manning.
Em agosto do ano passado, um dia após ser condenado a 35 anos de prisão pelo caso, Manning, 25, voltou às manchetes da imprensa internacional ao revelar que queria dar início a um tratamento hormonal para mudança de sexo e que queria ser tratado como uma mulher. 
O aceite foi dado formalmente nesta quarta-feira (23), pelo juiz David King, do Kansas. Atualmente ele cumpre pena de 35 anos na prisão do Exército em Fort Leavenworth, no Kansas.
Manning não esteve presente na audiência hoje, mas tornou falou ao jornal "The Guardian", em uma declaração na qual diz se tratar de "um dia emocionante" em sua vida.
"Tenho sido frequentemente perguntado porque estou mudando de nome. A resposta é simples: porque é um nome que se adequa de forma muito melhor e mais honesta à mulher que eu sempre fui - uma mulher chamada Chelsea", disse Manning. 
"Espero que a mudança de nome garantida hoje, tão importante para mim no âmbito pessoal, sirva também para mostrar que nós (transgêneros) existimos em todos os lugares da América de hoje, e os desafios que nós enfrentamos diariamente", afirmou.
Na época, a um programa de TV da emissora "NBC News", o militar de 25 anos chegou a declarar que queria que todos conhecessem o seu "verdadeiro eu".
"Como uma transição para este próximo estágio da minha vida, quero que todos conheçam o verdadeiro eu. Eu sou Chelsea Manning. Sou uma mulher. Dada a maneira como me sinto, e tenho me sentido desde criança, quero começar um tratamento hormonal assim que possível. Espero que vocês me apoiem nesta transição. Solicito também que, começando hoje, vocês se refiram a mim pelo meu novo nome e use o pronome feminino [salvo em correspondência oficial à prisão]. Espero receber cartas de apoiadores e ter a chance de escrever de volta", diz a declaração de Manning, que assina com o nome de Chelsea.
Manning é considerado responsável por um dos maiores vazamentos de informações confidenciais da história dos Estados Unidos, tendo entregado milhares de documentos e vídeos para o WikiLeaks. O caso desencadeou um mal-estar diplomático mundial para os EUA.
Fonte:Terra

domingo, 20 de abril de 2014

FIQUE LIGADO! PARADA GAY DE SÃO PAULO É ANTECIPADA POR CAUSA DA COPA DO MUNDO

A 18.ª edição da Parada Gay de São Paulo será antecipada em um mês e terá um tema difícil de gravar em 2014: “País vencedor é País sem homolesbotransfobia: Chega de Mortes! Criminalização Já!”. O objetivo da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, organizadora do evento, é lutar pela criminalização da violência contra gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais.
“No ano passado, o Senado enterrou o Projeto de Lei 122, que criminaliza a homofobia. Mas não vamos nos calar, pois temos direito, assim como outros grupos agredidos em razão de cor e religião, a uma lei que nos proteja da crueldade e puna os agressores”, disse Fernando Quaresma, presidente da parada.
O evento costuma ser realizado no feriado de Corpus Christi, em junho, mas a Parada mudou de data por causa do calendário de jogos da Copa do Mundo. Neste ano, o evento será em 4 de maio – último dia do feriado prolongado do Dia do Trabalho. O objetivo é evitar que os participantes tenham dificuldade em se hospedar e arcar com as despesas na cidade.
Segundo a Prefeitura, 23 câmeras de segurança da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estarão no trajeto dos trios elétricos que saem da Avenida Paulista e encerram o desfile na Igreja da Consolação, na região central. Até ontem, 15 trios já estavam confirmados. Um efetivo de 2.500 policias militares e 1.500 guardas-civis metropolitanos farão a segurança do evento.

Encerramento

Wanessa Camargo e Pedro Lima – finalista do programa The Voice Brasil em 2014, da TV Globo – farão o show de encerramento da 18.ª edição da Parada Gay. O palco será montado, como já é tradicional, na Praça da República, e as apresentações terão início às 19h.
Com informações:Correio

GOVERNO DILMA PUBLICA PORTARIA COM DIREITOS PARA PRESOS GAYS E TRAVESTIS

A Secretaria de Direitos Humanos, ligada à Presidência da República, publicou nesta quinta-feira (17) uma portaria com normas para o recebimento de presos gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros em presídios do país. Entre as normas está a de que aos presos gays e travestis em presídios masculinos deverão ser oferecidos espaços de convivência específicos.
A portaria também prevê que o preso LGBT tem o direito, se preferir, de ser chamado pelo nome social. Além disso, o nome social deve constar no registro de admissão no estabelecimento.
Segundo o texto, que passa a vigorar  a partir desta quinta, data de publicação, as pessoas transexuais masculinas e femininas deverão ser encaminhadas para as unidades prisionais femininas.
Aos presos LGBT será dado o direito de escolher roupas masculinas ou femininas e também de manter o cabelo comprido. As visitas íntimas estão garantidas, como para os outros presos.
O texto ainda garante que o cônjuge do preso LGBT, inclusive do mesmo sexo, receba o benefício do auxílio-reclusão.
Infelizmente a portaria não estabelece sanções para o presídio que não cumprir as normas.
Fonte:G1

sexta-feira, 11 de abril de 2014

RS: TRANSEXUAL GANHA INDENIZAÇÃO DE R$ 10 MIL APÓS SER AGREDIDA EM POSTO DE SAÚDE

Uma transexual ganhou uma indenização de R$ 10 mil após ser agredida em um posto de saúde em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A decisão é do Tribunal de Justiça do Estado. O pagamento será feito pela prefeitura e por uma empresa de segurança.
O caso aconteceu em 2008, quando Marcelly Malta era servidora do Estado. Por motivos profissionais precisou ir na administração do posto da Vila Cruzeiro, onde foi barrada pelo segurança. Mesmo explicando quem ela era, a transexual foi ofendida.   
— Eu era funcionária da prefeitura e presidente do Conselho Municipal de Direitos Humanos. [...] O cara já me deu um soco no rosto, eu caí e quatro caras me levaram [para] dentro de uma sala de enfermagem onde me espancaram. 
No mesmo dia, a servidora foi até o IML (Instituto Médico Legal) e oficializou a denúncia no Ministério Público, relatando toda a humilhação e a violência que sofreu. O caso já havia sido julgado, mas, em primeira instância, a juíza classificou improcedente a ação movida por Marcelly, por acreditar que não havia provas suficientes. Agora, por dois votos a um, a sentença foi modificada e a 5ª câmara cível do Tribunal de Justiça acatou a denúncia.
O relator do processo destacou que o fato deve ser considerado, pois teve repercussão nacional e a transexual chegou a receber um pedido público de desculpas. O secretário de saúde da época, Eliseu Santos, foi quem pediu desculpas pelo ocorrido, em nome dos funcionários terceirizados da segurança. A condenação dos acusados deixa Marcelly aliviada, e esperançosa de que este seja um marco para a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). 
— Acredito que, para toda a população LGBT, denunciar esse tipo de violação de direitos humanos [é importante] para ver que, realmente, existem decisões favoráveis, que nosso Judiciário, hoje em dia, é muito favorável à questão do movimento LGBT.
Com informações:R7

CÂMARA APROVA PROJETO QUE PROÍBE USO DE COMANDAS EM BOATES

O plenário da Câmara dos deputados aprovou nesta quinta-feira, 10, o Projeto de Lei 2020/07, de autoria da deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), que cria normas de segurança para casas de espetáculos e similares. Uma delas é a proibição do uso de comandas em boates como medida de segurança.
De acordo com o texto do projeto, são criadas penas de detenção de seis meses a dois anos para quem permitir o ingresso de pessoas em número maior que a lotação especificada e para quem descumprir determinações do Corpo de Bombeiros ou do poder público municipal quanto à prevenção e ao combate a incêndio e desastres.
Uma das experiências relatadas pelos sobreviventes da tragédia na boate Kiss, quando 240 pessoas foram mortas, foi incorporada ao texto: a proibição do uso de comandas e cartões de comanda em boates, discotecas e danceterias. No incêndio dessa boate, várias pessoas foram impedidas de sair no começo do incêndio porque não tinham pagado as comandas.

Uma das mudanças do texto aprovado pelos deputados é o fim da exigência de seguros de responsabilidade civil e de acidentes pessoais para os clientes. Na versão anterior, da comissão externa, o seguro era condição para emissão do alvará de funcionamento.
Todas as normas especiais a serem editadas pelos municípios sobre prevenção e combate a incêndio e a desastres devem ser seguidas pelos estabelecimentos e locais com ocupação simultânea de cem pessoas ou mais. Isso vale ainda para reuniões de pessoas a céu aberto. Se constatadas condições de alto risco, o local ou o prédio deverão ser imediatamente interditados pelo Corpo de Bombeiros ou pela prefeitura.
Tanto o prefeito quanto o oficial do Corpo de Bombeiros podem ser processados por improbidade administrativa. No caso do prefeito, se não for realizada vistoria anual aos estabelecimentos. Por parte do Corpo de Bombeiros, quando não cumprir prazos máximos para emissão de laudo ou autorização. O Projeto vai ser votado no Senado.
Fonte:O Povo

quarta-feira, 9 de abril de 2014

MONSTRO! POLÍCIA APREENDE ADOLESCENTE ACUSADO DE MATAR HOMOSSEXUAIS NO INTERIOR DE SP

ARAÇATUBA - O adolescente N. A. R., de 17 anos, acusado de matar dois homossexuais e de preparar a morte de um terceiro, em Agudos, interior de São Paulo, disse que matou suas vítimas porque "tem ódio de gays". Ele estava foragido desde 2 de abril, quando a polícia encontrou o corpo de Igor Alves, de 15 anos, uma de suas vítimas, numa floresta de pinus, na zona rural de Agudos.

O menor foi apreendido em Bauru, cidade para onde fugiu após o crime, em 29 de março. O adolescente tinha acabado de cumprir medida socioeducativa de internação na Fundação Casa pelo assassinato do empresário Waldiney Rocha, de 56 anos, em março de 2013. Em 27 de março de 2014, foi colocado em liberdade pelo Juizado de Menores de Marília (SP), e dois dias depois, matou Igor Alves.
Segundo o delegado Jader Biazon, de Agudos, Igor morreu porque estava apaixonado pelo adolescente. "Os dois mantinham um relacionamento amoroso, iniciado quando o adolescente, que cumpria pena de semiliberdade na Fundação Casa de Iaras (SP), vinha a Agudos nos fins de semana para visitar familiares", explicou.
"Ao ser apreendido na segunda-feira, 6, ele disse, em vários momentos, que matou suas vítimas porque tem ódio de homossexuais e que pretendia matar outros gays", contou Biazon. "Ele esfaqueou Igor diversas vezes na região do pescoço e nos contou, com frieza, que cravou a faca e pisoteou a cabeça da vítima", disse. "E nos contou que no momento em que executava o crime, ficava com mais vontade de matar. Para mim, esse garoto sofre de algum transtorno mental", comentou o delegado.
De acordo com o Biazon, N. confessou que pretendia continuar matando suas vítimas e que o próximo a morrer seria um adolescente de 15 anos, assediado por ele pela internet. "O plano não deu certo porque esclarecemos a morte de Igor", contou o delegado.
Nos dois crimes que cometeu, o adolescente contou com ajuda de comparsas e usou facas para matar as suas vítimas. Na morte do empresário Waldiney Rocha, que na época namorava o menor, um rapaz de 18 anos foi preso por participar do crime. O empresário morreu com 16 facadas. Na morte de Igor, um outro adolescente, de 15 anos, confessou a participação e mostrou à polícia onde estava o corpo da vítima.
Com informações:OEstadão

segunda-feira, 7 de abril de 2014

APÓS POLÊMICA RELACIONADA A HOMOFOBIA, CEO DA MOZILLA SE DEMITE

Brendan Eich, que havia assumido o cargo de CEO da Mozilla na última semana, acaba de desistir do cargo. A renúncia veio após as polêmicas que se espalharam na internet, de que o executivo teria apoiado causas homofóbicas.
Eich havia doado US$ 1 mil à campanha pela Proposition 8, uma medida judicial votada e aprovada na Califórnia, que deslegitimava o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Em pouco tempo, internautas e seguidores da Mozilla ao redor do mundo rechaçaram a escolha do executivo, justamente por conta de seu posicionamento ideológico.
Um dos principais ataques a Eich veio do OkCupid, uma rede social norte-americana para encontros. Quem acessava o site utilizando o navegador Firefox, da Mozilla, era bloqueado e encontrava a seguinte mensagem: “Olá, usuário do Mozilla Firefox. Perdão por esta interrupção da sua experiência com o OkCupid. O novo CEO da Mozilla, Brendan Eich, é um opositor dos direitos iguais para casais gays. Nós preferiríamos que nossos usuários não utilizassem softwares da Mozilla para acessar o OKCupid”.
Rapidamente, a Mozilla respondeu que era sim, favorável à união homossexual e à liberdade do indivíduo. Além disso, afirmou que a OKCupid posicionou-se sem sequer apurar os fatos com a empresa.
Ao site Gizmodo, Christian Rudder, fundador da rede social, explicou o posicionamento. “Não é como se quiséssemos fazer declarações políticas de esquerda ou direita. Casamento e a forma como as pessoas entendem o casamento é o núcleo do nosso negócio”, declarou. “Para ser honesto, não pensei que isso ganharia tanto destaque. Nosso objetivo era conscientizar as pessoas. Não queremos que ele [o CEO da Mozilla, Eich] perca seu emprego nem nada assim.”
Mas, não teve jeito. Eich renunciou ao cargo justamente por conta de tal questão, e a Mozilla veio pedir desculpas publicamente pela gafe. Veja, em tradução livre, o comunicado da Mozilla:
A Mozilla se orgulha de seguir fora dos padrões e, na última semana falhamos nisso. Nós sabemos por que as pessoas estão ofendidas e bravas, e elas estão certas: nós não fomos honestos com nós mesmos.
Não agimos como vocês esperariam que a Mozilla agisse. Não conseguimos ser rápidos o suficiente para nos engajarmos com as pessoas quando a polêmica começou. Nós pedimos desculpas. Devemos fazer melhor.
Brenan Eich decidiu desistir de seu cargo como CEO. Ele tomou essa decisão pela Mozilla e sua comunidade.
A Mozilla acredita tanto na igualdade quanto na liberdade de expressão. Igualdade é necessária para um discurso significativo. E você precisa de liberdade de expressão para lutar por igualdade. Descobrir como defender ambos ao mesmo tempo pode ser difícil.
Nossa cultura organizacional reflete diversidade e inclusão. Nós somos abertos a contribuições de todos, independente da idade, cultura, etnia, gênero, identificação de gênero, linguagem, raça, orientação sexual, localização geográfica e visões religiosas. A Mozilla apoia a igualdade a todos.
Temos funcionários com uma grande diversidade de pontos de vista. Nossa cultura aberta se estende a encorajar staff e a comunidade a compartilharem suas crenças e opiniões em público. É isso o que distingue a Mozilla de várias outras organizações e nos coloca em um padrão mais alto. Mas desta vez nós falhamos em ouvir, engajar, e nos guiarmos por nossa comunidade.
Apesar de dolorosos, os eventos da última semana nos mostram exatamente por que precisamos da internet. Assim, todos podemos nos engajar livremente nas conversas que precisamos ter para fazer o mundo melhor.
Nós precisamos colocar nosso foco de volta em proteger a internet. E precisamos fazer isso de uma forma que faça você ficar orgulhoso em apoiar a Mozilla.
Os próximos passos referentes à liderança da Mozilla ainda estão sendo discutidos. Nós queremos ser abertos sobre o assunto quando decidirmos o futuro da nossa organização, e vocês terão informações na próxima semana.
No entanto, nossa missão sempre será sempre tornar a internet mais aberta para que nossa humanidade seja mais forte, mais inclusiva e mais justa: é isso o que significa proteger a internet.
Nós saímos dessa com um entendimento renovado e humildade – nossa grande, global, e diversa comunidade é o que faz Mozilla especial, e o que nos ajuda cumprir nossa missão. Nós ficamos mais fortes quando vocês estão envolvidos.

Obrigado por ficarem conosco.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

COMISSÃO VAI PROPOR CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) poderá incluir no relatório sobre as violações dos direitos humanos, no período da ditadura militar (1964-1985) a ser concluído, no início do segundo semestre, a proposta de criar penalidades contra atos homofóbicos. A informação foi dada pelo cientista político Paulo Sérgio Pinheiro, um dos membros da CNV, presente na audiência pública Ditadura e homossexualidade no Brasil ocorrida no sábado (29), no Memorial da Resistência.

“Vinte e cinco anos depois da Constituição de 1988 não existe uma legislação que puna o delito de discriminação por homofobia”, disse Pinheiro. Ele acrescentou que no período em que foi baixado o Ato Institucional  nº 5 (AI-5), em 13 dezembro de 1968, houve um freio ao movimento contra a discriminação por orientação sexual.
Entre os participantes da audiência, o pesquisador da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC),Rafael Freitas informou ter tido dificuldades para obter dados oficiais sobre as torturas, perseguições e outras atrocidades sofridas pela militância - Lésbicas,Gays, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Transgêneros  naquele período, após cinco anos, os arquivos podem ser expurgados. Segundo ele, os apontamentos que conseguiu relativos as ações desenvolvidas em São Paulo, dizem respeito a política de repressão durante os governos de Paulo Egídio e Paulo Maluf, entre o final da década de 70 e o início de 1980.
O pesquisador relatou na audiência que uma portaria de 1976 criou no âmbito do 4º Distrito Policial, localizado na região central  foi usada para perseguir homossexuais, que eram levados presos a pretexto de contravenção penal por vadiagem e, depois, obrigados a declarar quanto ganhavam, e em alguns casos, passavam também a ser vítimas de extorsão. Além disso, continuou, quando a Secretaria de Segurança Pública, tinha sob o seu comando o coronel Erasmo Dias, “muitos travestis cortavam os pulsos para evitar a prisão”.
Era a Operação Limpeza, desenvolvida pelo delegado José Wilson Richetti, em maio de 1980, com o propósito de prender homossexuais, travestis e prostitutas, no centro da capital paulista, e mais de 1.500 pessoas foram detidas, esclareceu James Green, homossexual norte-americano, professor de história e cultura brasileira na Brown University, nos Estados Unidos.
Ele vivia no Brasil, no final da década de 70 e ajudou a organizar a primeira parada gay do país , em 13 de junho de 1980, contra o fim da repressão policial. “Os movimentos buscavam convencer a sociedade a aceitar que pessoas do mesmo sexo pudessem se amar e reivindicar os seus direitos. Havia um estado de terror e as pessoas tinham medo de se organizar”, disse.
No Itamaraty, exemplificou, havia uma campanha para expulsar do órgão aqueles que eram considerados subversivos, viciados em álcool e homossexuais. Já, no Rio de Janeiro,” existia uma paranoia contra os bailes à fantasia no Teatro Municipal do Rio de Janeiro porque consideravam um lugar de homossexuais que se fantasiavam de roupas luxuosas para o concurso”.
De acordo com ele havia preconceito até mesmo entre os esquerdistas, condição que só começou a mudar após o período do exílio por conta do movimento internacional protagonizado pelo jornalista, escritor e político Fernando Gabeira.
Fonte:Exame

sexta-feira, 28 de março de 2014

A BELEZA EM PROL DE UMA CAUSA! MISS UNIVERSO POSA AMORDAÇADA POR LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA VENEZUELA

Com a coroa símbolo da beleza na cabeça, duas lágrimas de sangue escorrendo pelos olhos, a boca amordaçada por uma corda e o rosto sujo de sangue, a modelo Stefania Fernandez, que foi Miss Venezuela e Miss Universo 2009, posou para as lentes do fotógrafo venezuelano Daniel Bracci. Ela é uma das 110 figuras conhecidas da Venezuela que emprestaram a imagem para o ensaio “Sua voz é seu poder - Liberdade de expressão na Venezuela”.
Bracci fotografou diferentes personalidades venezuelanas do mundo artístico, jornalístico, político, entre outros. Em entrevista ao jornal Informe 21, o fotógrafo de moda, que também é ilustrador e designer gráfico, disse que a campanha começou depois que o avô dele morreu vítima “do submundo da Venezuela”.
O país enfrenta uma onda de protestos de estudantes e opositores que deixou 34 mortos desde o início de fevereiro. O governo de Nicolás Maduro deteve e condenou à prisão dois prefeitos opositores e o líder da oposição Leopoldo López, levado há um mês para uma unidade militar. Os três são acusados de incitar os protestos violentos. Maduro também decretou, na terça-feira, a prisão de três generais da Força Aérea acusados de tramar um 'golpe de Estado' em meio aos protestos.
A intenção da campanha, que mostra pessoas amordaçadas, amarradas e com maquiagem e expressões que simulam violência física e tortura psicológica, a Miss Universo e outras personalidades protestam contra a violação dos direitos humanos naquele país, segundo Bracci.
"Não é uma campanha contra o governo ou contra um partido político, creio que é o momento que todos os venezuelanos voltar a ser os venezuelanos que têm sempre fomos, onde todos têm a real liberdade para expressar o que querem", disse o fotógrafo, acrescentando que "agora na Venezuela estamos sem mídia, sem imprensa". "É uma campanha pela paz."
Com informações:G1

quinta-feira, 27 de março de 2014

CORONEL MONSTRO E ASSASSINO QUE SUMIU COM RUBENS PAIVA DIZ QUE TINHA PAVOR DE INTERROGAR MULHERES E GAYS.

O coronel Paulo Malhães, que recentemente assumiu ter sido o responsável por desaparecer com o corpo de Rubens Paiva, afirmou nesta terça-feira (25) que tinha “verdadeiro pavor de interrogar mulheres e gays”, em referência à sua atuação na Casa da Morte de Petrópolis, um dos centros clandestinos de tortura do regime militar, na serra fluminense.
A resposta foi dada no momento em que os representantes da Comissão Nacional da Verdade, em audiência pública realizada nesta tarde, no Rio de Janeiro, perguntaram se ele conhecia a militante da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) Heleny Ferreira Telles Guariba, desaparecida desde 1971.
Malhães disse ainda que, no começo do período da ditadura, chegou a torturar presos políticos, mas teria deixado de utilizar métodos violentos após “sofrer uma evolução”. “Meus interrogatórios eram uma conversa normal. Havia, sim, tortura psicológica. É aquela que você não agride ninguém”, declarou.
Malhães declarou que, na Casa de Petrópolis, matou “pouca gente”, mas não quantificou o número de óbitos,  apesar da insistência dos membros da CNV. “Eu não tinha outra solução. Qual seria a outra solução? Me dê uma!”, exclamou” “Me dê uma chance!”
O coronel reformado chegou ao Arquivo Nacional, onde presta depoimento, em uma cadeira de rodas. Inicialmente,  a audiência seria fechada para a imprensa. Porém, no decorrer do depoimento, o próprio Malhães não se opôs à presença dos jornalistas quando estes foram chamados para registrar imagens.
Com informações:Boa Informação.

terça-feira, 25 de março de 2014

ASNO FORMADO! SEGUNDO MÉDICO AMERICANO, MÚSICAS DE ADELE TRANSFORMAM HETEROSSEXUAIS EM GAYS

Um terapeuta aposentado figurou uma grande polêmica ao revelar durante uma entrevista a um documentário uma tese um tanto peculiar sobre as músicas da cantora Adele.
  John Smid, vive no Texas, nos Estados Unidos, e acredita que as canções da britânica podem transformar os heterossexuais em gays.
 A declaração foi feita durante uma entrevista ao documentário "Cure Me, I'm Gay" ("Cure-me, eu sou gay", em português), que foi desenvolvido pelo também médico e apresentador de TV, Christian Jessen. Na conversa, Smid ainda diz que os homens devem parar de escutar os hits da cantora e começar a ouvir mais música cristã.

 Christian Jesse, que é assumidamente gay, chegou a ridicularizar a posição do médico no mesmo documentário.
 "Cure Me, I'm Gay" tem a proposta de mostrar as falhas das supostas terapias de "cura gay".
Para você que ainda tem duvidas vai um clipe da Adele, pra digamos assim...Você sair do armário.

Com informações: O Povo

quinta-feira, 13 de março de 2014

COMO A HOMOFOBIA PREJUDICA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

“Excluir minorias sexuais não é só uma tragédia humana, mas também um custo econômico que as sociedades impõem para si mesmas.”


A frase é do presidente do Banco Mundial, o sul-coreano Jim Yong Kim, e serviu como ponto de partida para o evento "O custo econômico da homofobia", realizado hoje na sede da instituição em Washington DC, nos Estados Unidos.
Especialistas e jornalistas debateram os resultados preliminares de um estudo que desenvolveu e testou um modelo econômico para medir quanto as sociedades perdem com a exclusão social dos homossexuais e transgêneros.
No caso da Índia, onde a Suprema Corte decidiu recentemente pela criminalização do sexo entre homossexuais, o prejuízo fica entre 0,1% e 1,7% do PIB - ou algo entre US$ 1,25 e US$ 7,7 bilhões.
A estimativa varia muito porque é difícil conseguir dados sólidos sobre o real tamanho e situação das minorias sexuais: "A invisibilidade é uma estratégia de sobrevivência", diz M.V. Lee Badgett, a professora de economia da Universidade de Massachusetts que apresentou os números.
A falta de estatísticas foi citada como um problema central por todos os participantes e foi o foco da apresentação de Qing Wu, analista econômico do Google, que apresentou formas inusitadas de medir a prevalência da homossexualidade - como os números de busca por material pornográfico gay ou de perguntas como "meu marido é gay?".
Trabalho
Os efeitos econômicos da homofobia começam com o assédio na escola, que diminui o potencial da educação.Posteriormente, o preconceito no ambiente de trabalho leva a menores salários e produtividade.
De acordo com Badgett, homens gays dos Estados Unidos e da Europa ganham em média 11% menos do que homens heterossexuais, controladas todas as outras variáveis.
Não está claro até que ponto isso é resultado da discriminação direta ou das expectativas mais baixas que eles próprios se colocam por causa da sociedade.
Já a pressão para se casar faz com que uma mulher lésbica tenha mais incentivos para parar de trabalhar, por exemplo. Todos esses fatores contribuem para uma menor participação na força de trabalho, o que também prejudica o crescimento econômico. 
Além de terem uma chance maior de contrair o vírus HIV, homens gays apresentam uma taxa de depressão 6 a 12 vezes maior que a da população em geral. Já a porcentagem dos que apresentam pensamentos suicidas é 7 a 14 vezes maior do que a média nos países em desenvolvimento. 
Com base nestas diferenças, o Banco Mundial concluiu que o custo econômico da homofobia no campo da saúde na Índia ficou entre US$ 712 milhões e US$ 23,1 bilhões só em 2012. 
Em muitos sentidos, o impacto é global: de acordo com Luiz Loures, diretor-executivo do programa de Aidsdas Nações Unidas, apenas 0,2% dos recursos contra a Aids tem como foco homens que fazem sexo com homens, apesar deles serem os mais afetados pela epidemia.
Um empréstimo de US$ 90 milhões do Banco Mundial para Uganda foi suspenso depois da aprovação de uma lei que torna a homossexualidade crime. Para Loures, esse tipo de legislação é um desastre do ponto de vista da saúde pública:
"O risco maior é a exclusão. O medo não combina com a busca por saúde, por teste, por tratamento. Milhões de pessoas foram salvas por causa dos homossexuais e suas famílias que foram os primeiros a se mobilizarem. Quando uma dessas pessoas é obrigada a se esconder, isso afeta nossa possibilidade de lutar contra essa epidemia até o fim."
Futuro
Outros impactos econômicos da homofobia são reais, mas ainda mais difíceis de medir. A receptividade de um país para homossexuais pode afetar seu potencial para o turismo ou para a atração de trabalhadores qualificados, por exemplo.
Até Jim Kim reconheceu que o tema enfrentou resistência dentro do próprio Banco Mundial, mas como lembrou Amy Lind, professora de estudos de gênero na Universidade de Cinccinati, há anos de estudos do movimento LGBT que podem contribuir para o trabalho de instituições como o Banco Mundial:
"Precisamos perceber que ainda estamos usando modelos tradicionais de família e de sexualidade nos nossos modelos de política pública para o mundo em desenvolvimento. O debate sobre a homofobia deve ser levado ao mainstream porque é uma questão do mainstream."
Fonte:Exame

sexta-feira, 7 de março de 2014

VERDADE SALVADORA OU A PIADA DO SÉCULO? EXÉRCITO DO EGITO ANUNCIA CURA DA AIDS; CIENTISTAS DUVIDAM.

O exército do Egito afirma ter inventado aparelhos para diagnosticar e curar o vírus HIV, causador da aids, um anúncio recebido com ceticismo pela comunidade científica e com surpresa pelas autoridades, que temem que o país passe vergonha.
Uma espécie de antena ligada a uma máquina que substitui o sangue contaminado por outro purificado parece ser a criação revolucionária descoberta pelos cientistas das Forças Armadas egípcias para acabar com vírus como o da hepatite C ou mesmo o HIV.
As invenções foram anunciadas recentemente pelo general do exército egípcio Ibrahim Abdelati, em entrevista coletiva em que também participaram o presidente do país, Adly Mansour, e o chefe das Forças Armadas, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi.
No evento, foi exibido um vídeo com declarações de um antigo suposto soropositivo que tinha sido curado graças a revolucionária invenção.
Sem explicar como funciona, um comunicado publicado na página do Facebook do porta-voz do exército, Ahmed Ali, afirma que este dispositivo duplo é capaz de "detectar e tratar" estes vírus "sem tomar qualquer amostra de sangue do paciente, com um baixo custo e resultados imediatos".
A nota assegura, além disso, que a porcentagem de sucesso deste aparelho, batizado como Dispositivo de Cura Completa (DCC), é de "mais de 90%" e que foi "a vontade de Deus" que quis que fosse o exército egípcio o autor dessa conquista médica.
Abdelati anunciou em entrevista no canal de televisão egípcio "Sa'adah al Balad" que tinha recusado uma proposta internacional que oferecia US$ 2 bilhões para "esquecer" do dispositivo. Segundo o governo, o dispositivo foi registrado em nome do Corpo de Engenheiros das Forças Armadas e recebeu o sinal verde do Ministério da Saúde.
O Executivo egípcio já solicitou a patente em 2011 de um dispositivo similar destinado à detecção de drogas, explosivos e vírus como o da hepatite C.
Este aparelho de diagnóstico está sendo desenvolvido por uma equipe que faz parte o hepatologista Gamal Shiha, que desde 2010 está testando o dispositivo e o apresentando em diferentes conferências científicas internacionais.
"Este aparelho não tem nada a ver com o da cura (mostrado pelo exército), só serve para o diagnóstico", disse à Agência Efe Shiha, que acrescentou que "o que se disse sobre (o aparelho de) cura não tem qualquer base científica".
Shiha se nega a dar valor a algo "que foi apresentado em uma entrevista coletiva em vez de em uma conferência científica".
Por outro lado, o conselheiro da presidência egípcia para Assuntos Científicos, Esam Hegy, confirmou em sua página no Facebook que o presidente Mansur ordenou que estas invenções fossem estudadas por comissões científicas especializadas internacionais para confirmar que o estudo e seus resultados são completos e seguros antes de sua aplicação.
Ele acrescentou que o anúncio surpreendeu tanto Mansur quanto a Al Sisi, cuja presença na entrevista coletiva de apresentação do descobrimento "não significa que a apóiem".
Em declarações ao jornal "El Watan", o conselheiro destacou a "humilhação" que, segundo ele, "isto representa para o Egito dentro e fora do país, não sendo, além disso, a primeira vez que isto acontece".
Nas redes sociais o aparelho já é motivo de piadas entre os egípcios. Porém, independente disso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Egito é o país do mundo com maior porcentagem de sua população afetada pelo vírus da hepatite C, com 22% de infectados.
Fonte:A Tarde 

“TER FILHO GAY É FALTA DE PORRADA”, DIZ BOLSONARO.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) reverbera na mídia um discurso presente em nossa cândida sociedade de que ter filho gay é consequência de falta de porrada durante a infância. Pois bem,quarta-feira 17 de fevereiro, veio à baila a crueldade cometida por um pai que seguiu este ensinamento. Alex Moraes Soeiro, 34 anos, morador da comunidade de Villa Kennedy, zona oeste do Rio, jogou toda sua força contra o filho de oito anos, espancando-o até a morte. Motivo: o garoto gostava de lavar louça e não queria cortar o cabelo.
O preso disse que espancava o menino para “ensiná-lo a virar homem”, porque, segundo o pai, o garoto gostava de dança do ventre, tinha o hábito de vestir as roupas das irmãs e gostava de lavar louça. Levado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da região, o menino faleceu horas depois após sofrer hemorragia interna em razão do espancamento.
De acordo com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, a grande maioria das denúncias de homofobia recebidas pelo Disque 100 (em 2011 foram quase 7 mil) são de violências sofrida por gays dentro de casa, 42%.
Casos de barbárie como o ocorrido em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Um pecuarista espancou o próprio filho homossexual em julho do ano passado. O rapaz de 16 anos ainda foi ameaçado pelo pai de ser arrastado pelas ruas da cidade. O jovem chegou a ter as pernas amarradas a uma caminhonete. O produtor rural, que não teve o nome revelado, foi indiciado por injúria e tortura.
Tem um pensamento repetido por homossexuais que resume bem o desamparo de crianças e adolescentes LGBTs. Uma criança negra que sofre racismo na escola, volta para casa e encontra o abraço da mãe, mas uma criança gay que sofre homofobia na escola, volta para casa e está sozinha.
Para muitos, o nível de violência homofóbica chega ao nível do insuportável . Uma pesquisa divulgada na publicação científica Pediatrics mostra que crianças LGBTs rejeitadas pelos pais correm seis vezes mais riscos de sofrer com altos níveis de depressão e tentam o suicídio oito vezes mais na comparação com heterossexuais de mesma faixa etária. Para citar apenas um episódio, tratamos recentemente do caso do menino de 11 anos que tentou se suicidar após sofrer bullying homofóbico.

Bolsonaro virou uma caricatura de si mesmo. Suas aparições em programas de televisão popularescos como Superpop e etc são usadas apenas para levar humor ao telespectador no final da noite.
Mas ainda tem muita gente que o leva a ferro e fogo. Muita mesmo. Em 2010, foi eleito com 120 mil votos. Provavelmente sua votação deve ser ainda mais expressiva na próxima eleição, pela mídia que conseguiu nos últimos quatro anos ir ao encontro do pensamento de gente reacionária.
E o deputado vai dizer o quê? Que não estava falando em morte quando se referia a “levar um couro”? Que esse pai provavelmente não tinha a intenção de matar o filho. Mas, e agora? Alguém vai devolver a vida a esse garoto?
Jair Bolsonaro vai poder abraçar os seus filhos, os mesmos que repetem o seu discurso de ódio a gays quando voltar para casa. Porém, esse garoto não tem mais o direito ao abraço de ninguém.
Até quando continuaremos produzindo novos “Alex” e novos filhos mortos por seus pais? Até quando pais vão continuar mais se importando se o filho ou a filha brinca de carrinho ou de boneca do que com amor e respeito? Os pais precisam perceber a desgraça que promovem na cabeça das crianças quando tentam impor a orientação sexual ou identidade de gênero, que, comprovada cientificamente por centenas de estudos, é algo com base genética. Os dados sobre depressão e suicídio são claros. O seu filho não vai deixar de ser homossexual, bissexual ou transexual porque você quer. Não vai e não adianta torturá-los.
Até quando o poder público vai continuar assistindo de braços cruzados a violência homofóbica cotidiana em nosso país. Lamentar morte depois do ocorrido é muito pouco diante de tanto sofrimento.

A homofobia mata e precisa ser tratada com políticas públicas que promovam o esclarecimento à população desde nossas crianças até a vida adulta.
Texto publicado em pragmatismo politico.com.br

DE VOLTA A REALIDADE APÓS O CARNAVAL! PAI MATA FILHO POR NÃO ACEITAR QUE MENINO GOSTASSE DE LAVAR LOUÇA

Com apenas 8 anos, o menino Alex foi espancado pelo pai Alex André Moraes Soeiro, de 34 anos, até a morte, na Vila Kennedy, zona oeste do Rio, no dia 17 de fevereiro. O motivo: o menino não queria cortar o cabelo para ir à escola. Em depoimento, o pai afirmou que batia frequentemente no filho porque o menino era muito desobediente.
Após duas horas de espancamento, Alex foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vila Kennedy, já morto e com hematomas por todo o corpo. A equipe médica desconfiou de violência doméstica e enviou o caso para o Conselho Tutelar de Bangu. No Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, os peritos constataram que ele morreu por hemorragia interna. De tanto apanhar teve o fígado perfurado. Ele também tinha sinais de desnutrição.

Segundo o jornal O Globo, Alex morava com a mãe Digna Medeiros, de 29 anos, em Mossoró, no Rio Grande do Norte. No início de 2013, a mãe foi ameaçada pelo Conselho Tutelar local de perder a guarda do filho por não levá-lo para a escola. Digna, que não trabalha e sobrevive com dois salários mínimos dados pelo avô de Alex, mandou o filho para morar com o pai no Rio.

Na capital fluminense, Soeiro, que já cumpriu pena por tráfico de drogas e estava desempregado, morava com a mulher, Gisele Soares, e outras cinco crianças em uma casa simples de apenas três cômodos, em uma área disputada por três facções rivais. Em depoimento, André afirmou ao delegado Rui Barbosa, da 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, zona oeste, que as surras eram “corretivos” para ensinar o filho “a andar como homem”. Para o pai, Alex, que gostava de lavar louça e de dança do ventre, era “afeminado”.
Soeiro contou que o menino não chorava enquanto apanhava e, por isso, batia mais, por achar que a lição não estava sendo suficiente, informou o jornal. Os vizinhos o apelidaram de “monstro de Bangu” e disseram nunca ter ouvido nada. O conselheiro tutelar Rodrigo Botelho pedirá que a polícia investigue se o menino vivia em cárcere privado.
Em maio de 2013, quando foi morar com o pai no Rio, Alex foi matriculado na escola municipal Coronel José Gomes Moreira, na Vila Kennedy. O menino tinha bom desempenho, sempre com notas acima de 80 nos três bimestres que ficou na unidade. No início deste ano, Soeiro foi até a escola pedir a documentação escolar do filho que, segundo ele, voltaria para Mossoró.

Prisão. Soeiro foi preso na noite de 18 de fevereiro, em cumprimento de um mandado de prisão temporária, expedido pela juíza Nathalia Magluta e depois encaminhado para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste. Ele foi indiciado por homicídio.
De acordo com O Globo, ele teria dito que o menino “era de peitar” e “partia para dentro de você”. O pai negou que tivesse intenção de matar o filho, mas ele precisava ser “homem”. A frieza do pai ao falar sobre o filho impressionou os policiais.
Parentes ouvidos pelo jornal carioca afirmaram que Soeiro era homofóbico e teria rejeitado um filho de 12 anos, que, para ele, seria “pouco másculo”. Ele já teria tentado bater no filho mais velho e na própria mãe. Gisele Soares, mulher de Soeiro, prestou depoimento e afirmou que era contra os castigos físicos.

Digna Medeiros, mãe de Alex, afirmou que só falou duas vezes com o filho: uma no dia em que a criança deixou Mossoró e outra quatro dias depois que ele chegou no Rio. Ela mantinha contato com um irmão de Soeiro para obter informações sobre o menino de 8 anos. Digna tem outros três filhos: um bebê de 8 meses que mora com ela, um menino de 3 anos que vive com os avós paternos e um adolescente de 15 anos que mora com o pai no Rio e que ela não vê desde que era um bebê.
Fonte:Agência Estado

segunda-feira, 3 de março de 2014

COM A MANGUEIRA A GRANDE CAMPEÃ FOI A DIVERSIDADE.

DESFILE QUE FALA DE DIVERSIDADE TEM BEIJO GAY NA DISPERSÃO
Os homossexuais foram homenageados pela Mangueira no desfile feito pela escola na primeira noite do Grupo Especial do carnaval carioca, que começou na noite de domingo (2) e adentrou a madrugada de segunda-feira (3). Na comemoração, ocorrida na dispersão, integrantes da agremiação, emocionados, deram até beijo gay.
As cores da bandeira da diversidade sexual puderam ser vistas nas alas arco-íris e arauto da diversidade. Outro setor da escola trouxe homens vestidos de noivos e mulheres de noivas com seus buquês, representando a união homossexual.
O sexto carro da agremiação também foi dedicado ao tema. Segundo a escola, 44 homens vieram na alegoria, sendo que a maioria deles vestia um sobretudo preto e chapéu.

Em certo momento do desfile, todos entravam em um espaço com porta e saíam de dentro dele vestidos com espartilhos luminosos, fazendo coreografias – uma alusão à expressão popular “sair do armário”, que define quem assume a homossexualidade.
Segundo José Cruz, um dos integrantes do carro, a escola chamou a atenção do público para o respeito à diversidade e ao combate ao preconceito, que aflige os homossexuais no Brasil. Márcio Pereira, passista da escola, exibia na dispersão sua fantasia com luzes de led coloridas.
Carlinhos de Jesus, responsável pela comissão de frente da Mangueira, disse que ao longo do desfile, casais gay se beijaram na Sapucaí.
Fonte:G1