quarta-feira, 27 de novembro de 2013

HORROR! CLÍNICAS USAM ESTUPRO PARA 'CURAR' GAYS E LÉSBICAS NO EQUADOR

Clínicas no Equador estão usando procedimentos cruéis, como o estupro, na expectativa de ‘curar’ homossexuais e outro pacientes ‘socialmente indesejáveis’, relata o jornal “Sunday Times”.
“Estamos falando de uma máfia, uma rede que opera a nível nacional, violando os direitos humanos em todas as províncias”, disse Carina Vance Mafla, ministra da Saúde, abertamente lésbica, do Equador.
Várias clínicas já foram fechadas, mas algumas ainda permanecem abertas e estão na mira do governo, segundo Mafla.
Do início do ano até o momento, mais de 500 cidadãos equatorianos foram recuperados desses lugares. Dois morreram em uma clínica em 2012.
A publicação relata o caso de Zulema Constante, lésbica de 22 anos, moradora da maior cidade do país, Guayaquil que teve um sequestro arranjado pela própria família, dois meses após sair do armário, e levada para um desses estabelecimentos.
Constante conta que não foi estuprada, mas torturada psicologicamente. “Eles me disseram que eu era ruim, que estava machucando a minha família, sendo manipulada por minha namorada, que Deus fez a mulher para os homens.”
A moça foi forçada a limpar banheiros com suas próprias mãos e teve de comer comida infestada de vermes. Ela conseguiu se livrar de lá após a namorada, Cynthia Rodriguez, denunciar seu desaparecimento.
Ainda assim, a família mentiu dizendo que Constante estava com eles e mandou buscá-la. No táxi, a moça pediu o celular do taxista emprestado e marcou um ponto de encontro com a namorada. Quando o taxista saiu da rota esperada, ela mentiu dizendo que precisava ir ao banheiro e pediu ajuda a um guarda de trânsito.
Constante disse que não falou com sua família desde então. “A primeira vez que vi meu pai, no meu trabalho, eu estava apavorada, eu fugi e me escondi. Eles nunca se desculparam, nunca demonstraram qualquer arrependimento. Eu ainda estou com medo e eu não confio neles.”
Fonte:Parou tudo

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA ASSEMBLÉIA APROVA PROJETO QUE CRIA O DISQUE HOMOFOBIA

Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa aprovou, em reunião nesta semana, o projeto de Indicação de autoria da deputada estadual Eliane Novais(PSB/CE), que determina a implantação do Serviço Disque Defesa do Homossexual no Ceará ou Disque Homofobia. O projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça da Casa, e,  caso seja aprovado, irá para votação em plenário e sanção do governador Cid Gomes. 

Segundo a justificativa da proposta, o Disque Homofobia deverá ser constituído como um serviço da Secretaria de Justiça e Cidadania, em parceria com entidades da sociedade civil, voltado para a defesa da população homossexual. 

Conforme levantamento divulgado em julho do ano passado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, de janeiro a dezembro de 2011 foram denunciados 6.809 violações de direitos humanos contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTs). Nesse levantamento, o Estado do Ceará está entre os estados com maior incidência de violações de direitos humanos de caráter homofóbico.

Disque Homofobia irá se configurar como uma forma de combate à discriminação e promoção de defesa dos direitos da população Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, além de assegurar o pleno exercício dos direitos individuais e sociais.
Fonte:Diario do Nordeste 

POLÍCIA PROCURA HOMEM SUSPEITO DE ESPANCAR TRAVESTIS EM TERESINA

Homossexuais que fazem programa no Centro de Teresina estão assustados com a possibilidade de um maníaco estar agindo na região. De acordo com o delegado Sebastião Escórcio, da Delegacia das Minorias, o suspeito já teria feito duas vítimas entre os meses de outubro e novembro e a polícia está investigando os casos.

“Uma das vítimas trabalha fazendo ponto no cruzamento da avenida Frei Serafim com Miguel Rosa, a outra trabalha na rua 24 de Janeiro, Centro de Teresina. O maníaco age sempre da mesma forma, perguntando quanto custa o programa e leva sua vítima a um local desabitado. Ao chegar, ele começa as agressões sem dar nenhuma chance de defesa”, relatou.
Ainda segundo o delegado, a polícia tomou conhecimento nessa semana após uma vítima que escapou do ataque procurar a delegacia. “Nessa semana ele tentou fazer mais uma vítima, mas por sorte a travesti desconfiou da atitude do suspeito e conseguiu fugir. Ele chega em carros diferentes, um Gol ou Palio e inicia as agressões”, relatou.
G1 falou com a vítima que conseguiu escapar do ataque. Paula, afirmou que todos estão com medo de trabalhar na noite. “Estamos com muito medo. Uma das minhas amigas de ponto sofreu agressões por todo o corpo e ficou internada por vários dias. Ainda hoje ela sofre por conta das pancadas. Teve distúrbio mental e perdeu a audição de um dos ouvidos”, relatou.
A polícia conseguiu informações e tenta agora fazer o retrato falado do suspeito. “Colhemos algumas informações e agora estamos traçando o retrato falado desse maníaco. Em pouco tempo esperamos revolver o caso”, afirmou o delegado Escórcio.

Para Maria Laura dos Reis, coordenadora do grupo Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros de Teresina (LGBT), a classe está assustada e pede uma solução. “Já somos excluídas por parte da sociedade e agora esse maníaco quer também nos tirar o trabalho e até mesmo a nossa vida. Pedimos justiça e que esse monstro seja preso logo, pois ele já fez duas vítimas”, relatou.
Somente no ano passaso, a Delegacia de Minoria registrou 68 denuncias por homofobia e 124 casos de violação contra o direito LGBT. Em 2013 ocorreram quatro mortes de homossexuais no estado, sendo três em Teresina e uma em Parnaíba, litoral do Piauí. A polícia investiga se as mortes na capital têm relação.
Fonte:G1

POLÍCIA BUSCA INTEGRANTES DE QUADRILHA DE TRAVESTIS QUE ATERRORIZA LAPA

Agentes da Polícia Civil percorreram a Lapa, centro do Rio, na noite de quinta-feira (21) em busca de duas integrantes da quadrilha de travestis que vem aterrorizando o bairro. Segundo as investigações, o bando, que é da Baixada Fluminense, pratica assaltos e usa facas e estiletes como arma para assustar as vítimas. Os agentes estavam à paisana.
A polícia tem em mãos três mandados de prisão contra Maxwel de Araújo Cardoso, conhecida como Bruna, de 26 anos, e dois contra Marlon Evangelista,a Nicole, de 22.
Durante a busca, uma travesti foi abordada e se recusou a ser revistada, dando início a um princípio de confusão. Depois, ela revelou aos policiais que foi vítima da agressão de uma das procuradas. Uma outra vítima teve fratura exposta no braço após ser agredida.
Apesar da procura, os policiais não conseguiram localizar as suspeitas. Na semana passada, a transexual Henrique Miranda de Sousa, de 19 anos e que não teve seu nome social revelado, foi presa. Ela é suspeita de liderar a quadrilha e tinha vários mandados de prisão.
Fonte:R7

TRISTE REALIDADE DE UM BRASIL HOMOFÓBICO! ADOLESCENTES GAYS FAZEM PACTO DE MORTE. UM MORRE E O OUTRO É PRESO

Um suposto pacto suicida terminou mal para dois adolescentes em uma escola de Sombrio, no Sul de Santa Catarina. Um deles morreu e o outro está preso na delegacia da cidade e aguardava, até terça-feira, 19, decisão do juiz da infância.
O garoto de 16 anos disse à polícia que ele e o namorado fizeram um acordo e se matariam porque a família do outro jovem não aceitava o relacionamento.
Segundo o delegado Luís Otávio Pohlmann, a Polícia Civil foi acionada no início da tarde de segunda, 18. Quando os policiais chegaram, encontraram um adolescente enforcado. “Percebemos que não era suicídio, pois o cadáver apresentava marcas de violência”, contou o delegado. O IML e o Instituto Geral de Perícias (IGP) foram acionados.
Segundo o “G1″, mais tarde a polícia foi informada de que outro adolescente havia sido visto deixando o local onde o corpo foi encontrado. “Em conversas, ele confirmou que os dois resolveram fazer um pacto de suicídio”, afirmou Pohlmann. “Esse sobrevivente acabou auxiliando a vítima no enforcamento, inclusive apertando o pescoço”, completou. Depois disso, porém, o garoto desistiu do suicídio. Ele acionou o socorro para tentar salvar o namorado, mas não foi possível evitar a morte.
O menor vai responder por ato infracional de homicídio por ter auxiliado na morte da vítima, segundo o delegado. Com o garoto, a polícia apreendeu um moletom e uma seringa, usados no enforcamento, além de uma camiseta. Foi feita perícia no local e o corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Araranguá, também Sul do estado. A polícia aguarda o resultado de laudos para concluir o caso.
O diretor-geral do campus de Sombrio do Instituto Federal Catarinense confirmou o ocorrido e informou que servidores da unidade chamaram a polícia e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

CAMPANHA IMPACTANTE MOSTRA O QUE O MUNDO PENSA SOBRE OS GAYS

São Paulo - Na semana retrasada, uma campanha da ONU Mulheres que exibia o que o recurso autocompletar do Google dizia sobre as mulheres rodou o mundo (relembre aqui). Agora, a organização resolveu fazer o mesmo, mas dessa vez, exibindo as sugestões do site de busca quando a procura é sobre a comunidade LGBT.
Mais uma vez, o resultado é chocante. Se a frase escrita no campo de busca é "Os Gays devem", por exemplo, o site de buscas sugere "Os gays devem ser mortos", "Os gays devem morrer", entre outros absurdos. É sempre bom lembrar que o recurso funciona por recorrência. As sugestões aparecem devido à reincidência.

As peças fazem parte da campanha "Free & Equal", lançada pela organização em julho deste ano.
Fonte: Exame

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

TRANSTORNO DE IDENTIDADE DE GÊNERO SUBMETE CEARENSE À APOSENTADORIA COMPULSÓRIA

O sonho da estabilidade financeira virou realidade para a cearense Bruna Marx aos 17 anos de idade. Estudou, passou em um concurso público e teve de assumir o emprego no Rio de Janeiro, longe de tudo que hoje lhe dá saudade. Tapioca, baião de dois com nata, rapadura e farinha d’água ficaram para trás, assim como sua família, contrária a todas as decisões por uma simples particularidade: Bruna é, ou era, um homem.
Na Cidade Maravilhosa, isso virou apenas um detalhe. Se destacou pelo trabalho, empenho e caráter, assumindo inclusive funções de confiança. Mas, há um ano, a transgênero começou a tomar hormônios para adotar características físicas femininas. “Ainda não me reconhecia na frente do espelho. Surgiu, portanto, o conflito de viver apenas para ter, e não ser”.
A decisão, tomada com a ajuda do parceiro, Gustavo Benevides, foi difícil. E o preço, mais caro ainda: o constrangimento de uma aposentadoria compulsória. “Enquanto pessoa do sexo masculino estou amparada pelas normas internas de onde trabalho. Mas, a partir do momento que apresento o Transtorno de Identidade de Gênero, sou considerada incapaz de desempenhar minhas funções e suas demandas específicas dentro do órgão do qual faço parte”, explica.
O transtorno de identidade de gênero (TIG) – ou transsexualismo – caracteriza-se por uma forte identificação com o gênero oposto, por um desconforto persistente com o próprio sexo e por um sentimento de inadequação no papel social deste sexo. Trata-se de uma condição que causa um sofrimento psicológico clinicamente significativo e prejuízos no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida de um indivíduo.
À medida que os hormônios surtem efeito no corpo de Bruna, hoje com 33 anos, menos normal volta a se tornar o seu dia a dia. Tudo o que queria era continuar acordando todos os dias às 6h para trabalhar, sair às 17h e correr para a academia. Ainda desejaria chegar em casa, preparar o jantar e esperar o namorado. A espera era uma vitória diária por mais um dia sem ser tratada como diferente.
“Estou tentando lidar da melhor maneira possível. Eu me identifico com o gênero feminino, pois é o que mais se aproxima da forma como me vejo e me sinto, por isso a necessidade de mudar o meu corpo”, revela.

Do Ceará ao Rio de Janeiro
O nome de batismo ela rejeita e sequer gostar de revelar. Sempre enfrentou, no entanto, a punição da sociedade por ser supostamente diferente da maioria. A falta de legislação específica para casos como o de Bruna deixa pessoas à margem do conceito de cidadania. E ela não escolheu ser assim.
Quando ainda morava em Fortaleza, apareceram as primeiras características consideradas desapropriadas para o comportamento de um menino. Era meiga, super educada e tímida.
“Nos meus 5 anos de idade, foi a primeira vez que ouvi a palavra ‘veadinho’. Era reprimida por meus pais, que justificavam como proteção. Ia aos cultos obrigada, ouvia ameaças de ser lançada no inferno, de ser pecadora e amaldiçoada por algo que eu ainda nem entendia direito, que para mim era natural. Não via maldade nisso”, lembra.
Com o passar do tempo, o preconceito das pessoas foi aumentando. Na adolescência, começou a ser cobrada a se submeter a um enquadramento social. “Ouvi coisas absurdas e que me machucavam muito, sem eu saber o motivo de tanto ódio”.
Foi na Cidade Maravilhosa que realizou os sonhos de assistir ao Carnaval, estar nos lugares onde suas novelas preferidas eram gravadas, e o melhor de tudo: começar a se sentir vista de igual para igual. Construiu nome limpo e digno.
A transgênero conquistou espaço no mundo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), sendo reconhecida como uma expressiva personalidade no meio. Mas ainda existiam obstáculos para uma vida feliz de fato.
O mais difícil para Bruna foi assumir que não era quem pensava que fosse e ter de fazer a transição. Não, ela não nasceu no corpo errado – como muitos dizem –, mas foi necessário haver adequação na forma como se vê para a forma como queria que as pessoas a vissem. “A partir daí, comecei o tratamento hormonal e acompanhamento psiquiátrico e psicológico para chegar ao ponto que desejava. A opção de mudar ou não é muito pessoal e depende de cada um. Cada um sabe o que está disposto a passar para ser quem é”.
Para a decisão, apoio é o que não lhe falta. Há 2 anos, Bruna Marx mora com o estudante de Educação Física Gustavo Benevides, de 20 anos. O primeiro namorado da transgênero e seu grande companheiro. “Pensei que jamais encontraria alguém disposto a enfrentar todo o preconceito que as pessoas trans passam. E, por consequência, que ele também passaria”, desabafa.
Benevides teve de sair de casa após a família descobrir o namoro. Foi um verdadeiro alvoroço. “Havia acabado há pouco um relacionamento heterossexual. Minha vida deu uma virada total. Mas queremos e gostamos de ficar juntos. Não nos preocupamos com o que os outros pensam. Estamos apenas preocupados em construir um futuro juntos”, afirma o estudante.
A vida depois da transição
Tudo o que Bruna passou, sejam coisas boas ou ruins, formaram o que ela é hoje. A transgênero se diz orgulhosa por todos os ‘nãos’ que ouviu e pelas portas que foram fechadas no caminho. “Tudo isso me fez querer lutar sem me importar com as consequências. Não podia me dar ao luxo de deixar a vida passar em vão. Creio que sou feliz e abençoada porque fui forte”.
Depois de assumir a identidade feminina, após a aposentadoria, Bruna pretende renascer para a vida. “Quando concluir minha transição – não pretendo fazer mudança de sexo –, vou retomar a faculdade, me informar e me engajar na luta contra a homofobia”.
A luta contra a legislação ela pode ter perdido, tendo que “abandonar” o emprego conquistado com tanta determinação. A nova identidade, conforme seus desejos, não a impedirá, entretanto, de continuar empenhada contra o que considera injusto e desigual. A foto no RG será apenas uma lembrança do que foi no passado, mas Bruna continuará sendo aquela que ainda mantém contato com os amigos do Ceará e que faz questão de citá-los para lembrar que não será outra pessoa.
“Minha sexualidade deixou de ser algo relevante. Agora acredito em mim e no meu potencial”, orgulha-se.
Fonte:Tribuna do Ceará

domingo, 10 de novembro de 2013

HÁ VAGAS PARA TRANSEXUAIS E TRAVESTIS

Apesar dos dois cursos superiores e de uma pós-graduação, a analista de sistemas Daniela Andrade, de 30 anos, está desempregada. O designer de produtos Paulo Bevilacqua, de 27 anos, nunca conseguiu fazer um estágio na área. Já a advogada Márcia Rocha, de 47 anos, conseguiu seguir carreira como empresária do ramo imobiliário. Eles têm profissões distintas, mas uma característica em comum: todos são transgêneros.
Da discriminação profissional sofrida pelas duas paulistas e pelo designer mineiro, veio a iniciativa de criar um site com ofertas de emprego voltadas especialmente para pessoas trans. O mecanismo criado por eles é simples. Travestis, transexuais e crossdressers se cadastram no portal Transempregos (www.transempregos.com.br) e passam a acompanhar as vagas de seu interesse, oferecidas especificamente por empresas comprometidas com a diversidade sexual. A iniciativa foi bem recebida e, em menos de um mês, dez empresas ofereceram empregos no site. Além disso, cerca de 160 pessoas se cadastraram, em busca de vagas.
As ofertas variam entre as posições de auxiliar administrativo, recepcionista, acompanhante terapêutico, programador web, telemarketing e profissional de salão de beleza. Há vagas de estágio, trabalho temporário ou de período integral, em diversas cidades do País. Por ora, nenhum contrato foi fechado.
Paulo Bevilacqua explica que o perfil dos candidatos já cadastrados tem variado entre dois grupos. Há pessoas com muita qualificação, mas que costumam ser barradas na entrevista e sofrem com o constrangimento de não ter o nome social aceito. Há também um grupo com baixa escolaridade, que, sem o apoio da família, teve de abandonar os estudos muito cedo. "É tanta gente talentosa, fazendo várias coisas. Não entendo por que as empresas não dão oportunidade. Qual a dificuldade de nos chamar pelo nome social, pelo gênero que nos identificamos? Não queremos tratamento especial, só respeito", disse Bevilacqua, que passou por apenas um emprego formal e hoje atua como freelancer.
Ao oferecer vagas de emprego em um site voltado especificamente para pessoas trans, a primeira barreira já é superada, explicam os idealizadores do site. "A entrevista é a pior parte. Eu chego lá e sinto logo um enorme desconforto do entrevistador. Parece que você só pode exercer duas profissões na vida: na prostituição ou no salão de beleza. Em vez de analisar se eu tenho capacidade profissional, o diretor só faz perguntas pessoais", conta Daniela.
Mas ela explica que não basta contratar: é preciso estimular o respeito à diversidade no ambiente profissional. "Mesmo quando sou chamada, tenho que ouvir coisas como 'tudo bem você usar o banheiro feminino, mas tem de deixar tudo limpo'. Depois, perguntam se podem continuar fazendo piadas de 'traveco', por exemplo", conta.
Prostituição. Não é à toa que a Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra) estima que 90% das pessoas trans trabalhem como profissionais do sexo. "Mas essa estimativa é aproximada, porque não há estatística sobre transexuais e travestis no censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)", explica a presidente da associação, Cristiane Stefanny, de 35 anos. "Se tivesse um campo para tratar de orientação e identidade de gênero, o próprio público começaria a se identificar e aparecer."
De acordo com Márcia, que integra a Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, o cálculo é válido apenas para mulheres travestis. "Homens trans raramente vão se prostituir. Mulheres trans de classe média ou alta também não vão. São as de classe baixa, com pouca instrução, que geralmente vão para as ruas. As de classe mais alta ficam no armário, como eu fiquei."
Incentivos. Em São Paulo, o governo do Estado busca incentivar, desde 2007, as empresas a adotarem práticas de inclusão social, por meio do Selo Paulista de Diversidade.
Mas, para a supervisora do programa, Gleice Salgado, a iniciativa ainda precisa avançar muito no que diz respeito à 'transfobia'. Das 18 empresas certificadas, nenhuma tem ações voltadas para a inclusão dessas pessoas. "Minha luta é que, para ter o selo, as empresas sejam obrigadas a incluir também as pessoas trans nas suas ações." Ela afirma que, em 2014, a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo pretende oferecer cursos de capacitação voltados para a entrada desse público no mercado de trabalho.
Fonte:Estadão

TRAVESTIS E TRANSEXUAIS JÁ REGISTRARAM MAIS DE 50 OCORRÊNCIAS

Após reportagem do jornal A TRIBUNA sobre audiência pública que será realizada no próximo dia 11 de novembro, na Câmara Municipal, para tratar da violência contra travestis e transexuais em Rondonópolis, a presidente do Grupo de Apoio as Travestis e Transexuais de Rondonópolis (GAPPRS), Adriana Liário, trouxe à tona os números da violência. Segundo ela, somente em 2013, mais de 50 boletins de ocorrência de roubos, assaltos, sempre seguidos de agressão e espancamentos foram registrados por travestis e transexuais na cidade.
“O que vem ocorrendo é um absurdo, são assaltos constantes, que sempre são seguidos de agressões contra as ‘meninas’ (travestis e transexuais) que trabalham à noite. Com certeza, os casos também envolvem preconceito”, contou Adriana, que também foi, mais uma vez, vítima da violência neste mês.
A possibilidade apontada pela presidente do GAPPRS é de que haja uma quadrilha atuando na cidade contra as travestis e transexuais. “Eles (os ladrões agressores) estão sempre em duplas em motocicletas, armados e chegam de uma vez, roubam as bolsas e agridem, até quem não tem dinheiro é espancado. Até tiro disparam em nossa direção”, comentou.
De acordo com Adriana, a Polícia Militar é chamada para atender os casos, mas não parece no local da ocorrência. “Nós ligamos para a polícia que atende ao telefone, mas nunca vem até o local para nos atender”, destaca.
O mau atendimento, segundo Adriana, também se repete na saúde. Na ocasião em que foi perseguida por bandidos e sofreu escoriações ao cair da moto na tentativa de fuga, caso ocorrido no último dia 21, Adriana contou que foi tratada com “desrespeito” por uma enfermeira tendo ido embora sem que nem mesmo uma limpeza fosse feita no local do ferimento. “Acontece com outras, não fui a primeira”, lamentou.
O caso de Rondonópolis vem chamando atenção dos grupos de defesa de travestis e transexuais nacionalmente, tanto que a audiência pública, de autoria do vereador Adonias Fernandes (PMDB), irá contar com a presença da presidente nacional dos grupos de apoio de travestis e transexuais, Cris Steffany.
Para debater o assunto na audiência pública, Adonias pretende reunir o prefeito Percival Muniz (PPS), a secretária municipal de Saúde, Marildes Ferreira, a Defensoria Pública, as Polícias Civil e Militar, representantes de órgãos de defesa dos direitos humanos, Ministério Público Estadual (MPE), entre outros.
A intenção, segundo o parlamentar, é discutir políticas públicas nas áreas de saúde, trabalho e qualificação profissional e segurança para que os direitos das travestis e transexuais sejam garantidos.

PROTESTO LGBT É INTERROMPIDO POR COSSACOS E RELIGIOSOS EM SÃO PETERSBURGO

Organizada pelos ativistas LGBT Kirill Kalúguin e Natália Tsimbálova, com o apoio da organização Coming Out e Aliança dos Heterossexuais pela Igualdade dos Direitos LGBT, a manifestação aconteceria no Márssovo Pole (Campo de Marte), um dos locais no centro de São Petersburgo onde a realização de protestos não requer a permissão das autoridades da cidade.
No entanto, o presidente da Associação Peterburguense de Organizações de Veteranos de Guerra, Valentin Bótsvin, enviou uma carta ao Metropolita de São Petersburgo e Ládoga, Vladímir Kotliarov, pedindo ao religioso para se juntar “à guerra não declarada pelas almas frágeis de nossos filhos”.
Uma hora antes do início da ação, o Márssovo Póle foi cercado pela polícia de choque. Os opositores da ação, entre os quais cossacos, nacionalistas e sacerdotes, também chegaram ao local antes dos manifestantes e estavam em maior número.  Em discurso aberto, o líder dos cossacos lembrou que a Duma de Estado (câmara baixa do Parlamento russo) havia aprovado uma lei que proibia a “propaganda gay para defender a juventude”. Em seguida, a palavra foi passada a representantes religiosos, tanto cristãos como muçulmanos, que fizeram críticas duras à comunidade LGBT.
Os ativistas LGBT não conseguiram sequer chegar ao local cercado pelos opositores, que cantavam orações e atiravam moedas e água benta contra os representantes do movimento gay. Quando os militantes tentarem romper o cerco humano, a polícia de choque interveio e começou a deter tanto ativistas LGBT quanto seus opositores.
A ação em São Petersburgo com 67 pessoas presas, entre as quais ativistas LGBT, cossacos e ortodoxos. Apesar de terem sido liberados na sequência, os organizadores do protesto pretendem entrar com ação contra a polícia. “Nenhum de nossos ativistas ficou gravemente ferido, mas muitos apresentam lesões”, diz Natália Tsimbálova.
A ação anterior dos ativistas LGBT no Mársovo Pole havia sido realizada pacificamente em 6 de setembro, com a presença de 70 pessoas.

TURISMO LGBT DEVE GASTAR MAIS DE US$ 200 BILHÕES EM 2014

Um novo relatório projeta que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais gastarão a bagatela de mais de US$ 200 bilhões em viagens no ano que vem. De acordo com a análise de números de um estudo de pesquisa de mercado LGBT apresentado no World Travel Market em Londres nesta semana, o top 20 dos mercados LGBT poderá arrecadar US$ 202 bilhões no ano que vem.

Quem lidera a lista são os EUA, com turistas LGBT atingindo US$ 56,5 bilhões em gastos, seguido pelo Brasil com US$ 25,3 bilhões, consta no relatório LGBT 2020.

Com a França e o estado da Califórnia passando por decisões históricas para legalizar o casamento igualitário neste ano, hotéis e pontos de turísticos também estão ganhando dinheiro graças a um grupo demográfico emergente e rico: pessoas do mesmo sexo recém-casadas.

As conclusões do relatório LGBT 2020 ecoam os resultados da pesquisa da Community Marketing Inc. dos EUA, que também mostra que os viajantes LGBT gastam uma média de 57% a mais durante suas férias em comparação aos turistas heterossexuais.

Parte das razões apresentadas pelo grupo da pesquisa de mercado incluem o fato de que LGBT viajam mais, possuem mais casas e carros, gastam mais em eletrônicos e têm a maior quantidade de renda disponível que qualquer outro nicho de mercado.

E o termo LGBT poderá em breve ganhar mais uma letra, para reconhecer as pessoas Intersexual, diz Ian Johnson, CEO da Out Now, empresa que produziu o estudo LGBT 2020. A comunidade Intersexual da América do Norte define o termo "intersex" como pessoas que nascem com órgãos sexuais que não conseguem ser encaixados "nas definições típicas do [gênero] feminino ou do masculino."

"As pessoas intersexuais estão se tornando mais visíveis e seus problemas originais estão lentamente se tornando mais bem compreendidos", disse Johnson.
Com informações Gay1

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

UNIVERSITÁRIO VAI PERDER VIRGINDADE ANAL EM PERFORMANCE ARTÍSTICA PARA 100 PESSOAS

Um estudante de arte da faculdade Saint Martins Art School, em Londres, vai fazer uma performance única.

Clayton Pettet, 19, perderá a virgindade anal na frente de cem pessoas, em uma galeria de Londres.

O nome do projeto é "Art School Stole My Virginity" (escola de arte roubou minha virgindade).

Clayton, que está no segundo ano do curso, contará com a participação de um amigo para colocar a performance em prática. Os dois já avisaram que vão usar camisinha.

"A chave da arte performática é que ela só deve ser performada uma vez. E perder a virgindade é a última coisa que vai acontecer uma única vez na vida de uma pessoa", explicou Clayton em entrevista ao site britânico "Daily Mail".

O jovem britânico, que está há três anos planejando sua performance, pretende fazer uma sessão de perguntas e respostas após o ato sexual.

"Eu segurei minha virgindade por 19 anos e não vou perdê-la levianamente. É como se eu estivesse perdendo na verdade o estigma que há em torno disso", justificou o artista, que está sendo criticado por sua ideia, considerada controversa.

"Culturalmente, damos muito valor à questão da virgindade e eu decidi usar a minha para criar uma obra única, com a qual pretendo estimular o debate sobre esse tema", acrescentou.

Apesar de ter saído na imprensa, Clayton ainda não informou seus pais sobre o projeto, que no entanto já foi aprovado pela universidade.

A perfomance vai acontecer no dia 25 de janeiro de 2014.
Fonte:Gay1

SEGURANÇA ACUSA GAYS DE FAZER SEXO EM SALA DE AULA NO RIO E DE RACISMO

Dois homens foram flagrados fazendo sexo nesta sexta-feira (8) dentro de uma sala de aula da Universidade Estácio de Sá, campus Norte Shopping, na Zona Norte do Rio. Outro aluno, que testemunhou a cena, chamou o segurança da instituição. De acordo com o 3º BPM (Méier), os rapazes teriam reagido à abordagem do segurança, que era negro, com xingamentos e palavras de racismo.

O caso foi registrado na 25ª DP (Engenho Novo). Os jovens vão responder por crime de atentado violento ao pudor, já que tentaram deixar a universidade sem roupas, e também por racismo.

Em nota, a Universidade Estácio de Sá afirmou só um dos jovens é estudante da universidade. Disse também que acompanha o desenrolar do episódio junto às autoridades policiais e reafirma seu compromisso com a segurança e o bem-estar dos alunos dentro de suas dependências.
Com informações G1

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

GAYS SÃO AGREDIDOS POR SKINHEADS NO CENTRO DE SÃO PAULO


SÃO PAULO - Um artista plástico de 23 anos e um estilista de 34 foram agredidos por skinheads na Rua Augusta, região central de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira, 6, de acordo com a Polícia Civil. O caso ocorreu por volta das 4h da manhã -as vítimas seriam homossexuais. Eles disseram à polícia que haviam acabado de sair de um bar e esperavam um táxi, quando foram atacados por três pessoas que os xingaram e deram mochiladas em suas cabeças. Um objeto dentro das mochilas provocou ferimentos na cabeça dos dois, que fugiram para dentro de um estabelecimento após um segurança abrir a porta. À polícia, os dois deram a descrição dos agressores. Quatro suspeitos acabaram sendo encontrados pela polícia. Em revista, foi encontrado com um marceneiro de 24 anos, dentro da mochila, um bastão com parafusos e um muchaco (instrumento de arte marcial). Uma analista de 24 anos possuía um canivete e uma faca. Também foram detidos um tatuador de 23 anos e outro homem de 32. O caso foi registrado como lesão corporal leve e injúria no 78º DP (Jardins). Como esses crimes são de ação penal privada, o inquérito depende da representação das vítimas, mas elas não quiseram continuar com a queixa, segundo a polícia, e os suspeitos não podem ser indiciados. Segundo a Secretaria de Segurança de São Paulo, os dois homens feridos foram atendidos no Pronto-Socorro da Santa Casa após saírem da delegacia. Todos os detidos foram ouvidos e liberados, de acordo com a polícia. Os objetos apreendidos foram levados para a perícia. Fonte:Estadão

APÓS POLÊMICA COM GAYS, BARILLA LANÇA PROGRAMA DE DIVERSIDADE


A fabricante de massas Barilla lançou nas segunda-feira um programa global de diversidade, inclusão e responsabilidade social, depois de o presidente da marca, Guido Barilla, ter se envolvido em uma polêmica em setembro ao afirmar que a companhia nunca usaria casais homoafetivos em anúncios. "A diversidade, inclusão e igualdade têm sido fundamentadas na cultura, valores e código de conduta da Barilla .
Eles são refletidos em nossas políticas e os benefícios que oferecemos a todos os empregados, independentemente da idade, deficiência, sexo , raça, religião ou orientação sexual", afirmou o CFO da empresa, Claudio Colzani, em nota.

 Entre as medidas anunciadas pela empresa estão um conselho de INclusão, a nomeação do primeiro chefe de Diversidade da empresa, o advogado brasileiro Talita Erickson, e a participação da Barilla na Corporate Equality Index, entidade americana que mede ações de grandes empresas para funcionários gays, lésbcas bissexuais e transgêneros.

 Em setembro, o presidente da Barilla afirmou que nunca usaria casais homoafetivos nos anúncios da marca, provocando revolta entre grupos de direitos gays na Europa. Guido Barilla afrimou ainda que se os gays não gostassem da opinião dele que procurassem outra marca para comprar. Guido Barilla ainda afirmou que todos têm o direito de fazer a escolha que quiserem, mas ressaltou que não apoia a adoção por famílias homoafetivas, dizendo que eles não são capazes de fazer boas escolhas.

 Grupos gays da Europa se uniram para boicotar os produtos da marca. A Barilla pediu desculpas, afirmando que criaram um mal-entendido sobre as declarações.
 Terra

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

HOMOFOBICO BOLSONARO ATACA GAYS EM ENTREVISTA PARA DOCUMENTÁRIO INGLÊS

O comediante Stephen Fry se chocou com as opiniões do deputado federal Jair Bolsonaro sobre a causa gay no Brasil. O inglês, responsável pela produção do documentário “Out there”, sobre o avanço da homofobia no mundo, atualmente em exibição na BBC, no Reino Unido, entrevistou o político para o filme e descreveu o momento como ‘um dos mais estranhos e sinistros encontros que já teve na vida’.
Em um teaser do documentário, divulgado na internet, o deputado afirma: “Nenhum pai tem orgulho de ter um filho gay” e “Nós, brasileiros, não gostamos dos homossexuais”. Ele atribui ainda as agressões aos homoafetivos no Brasil ao uso de drogas e à prostituição. O político destaca que também está pensando em organizar uma passeata do orgulho hétero, mas que não convidaria seu entrevistador.
Fry, que é gay assumido, chegou a tentar o suicídio durante as filmagens. Sobre o encontro com o político, ele comentou: “Bolsonaro é o típico homofóbico, que eu encontrei pelo mundo, com seu mantra de que os gays querem dominar a sociedade, recrutar crianças ou abusar delas. Mesmo num país progressistas como o Brasil, suas mentiras criam histeria entre os ignorantes, dos quais violência pode surgir”.
No documentário, Fry mostra como os crimes de homofobia estão se expandindo em todo o planeta. O Brasil é apontado ao lado de Uganda e Rússia como um dos países nos quais políticos e líderes religiosos mais perseguem os homossexuais. Para ilustrar o fato, a equipe de produção do filme veio até o Rio de Janeiro para gravar uma entrevista com Jair Bolsonaro, que mais uma vez causou polêmica com suas opiniões sobre os homossexuais.
O inglês aproveitou a vinda ao país para conversar também com Angélica Ivo, mãe de Alexadre Ivo, de 14 anos, que foi assassinado em 2010, por skinheads, em São Gonçalo. Para ela, o comportamento do filho, levou ao ataque que o levou à morte.
Fonte:Tribuna

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

VÍTIMAS CONSTANTES DE ABUSOS EM PRESÍDIOS, HOMOSSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS DEVEM TER O DIREITO DE CUMPRIR PENA EM ALAS SEPARADAS DE OUTROS DETENTOS.

Vítimas constantes de abusos em presídios, homossexuais, travestis e transexuais devem ter o direito de cumprir pena em alas separadas de outros detentos. O Conselho Nacional de Combate à Discriminação contra Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis, formado por 15 órgãos do governo federal e 15 da sociedade civil – ligado à Secretaria de Direitos Humanos (SDH) – já tem o esboço de uma resolução que recomenda a criação desses espaços. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também deve elaborar recomendação nesse sentido. Enquanto não há uma regra oficial, a SDH tem termos de compromisso assinados com 16 estados para elaborar ações voltadas à população carcerária LGBT e à capacitação de profissionais para lidar com o grupo. A principal medida é, justamente, a construção de alas separadas em presídios.

Hoje, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba e Rio Grande do Sul reservam espaços exclusivos para os detentos homossexuais. A partir do ano que vem, a Bahia deve adotar o sistema. Segundo o coordenador da área LGBT da SDH, Gustavo Bernardes, embora não exista uma estatística oficial, a secretaria recebe constantemente denúncias de abusos sexuais, psicológicos e tentativas de homicídios contra homossexuais apenados. “Pensamos na vida. Se ela está em risco, preferimos mantê-las (travestis e transexuais) separadas”, disse. A resolução deve ficar pronta no fim do mês e vai propor que a entrada na ala exclusiva seja uma opção do detento.

O conselheiro do CNJ Guilherme Calmon considera a medida importante. Para ele, a proposta é encarada como uma forma de prevenir a violência e reconhecer a pessoa como ela se vê. Ele cita o exemplo das transexuais, que se reconhecem como mulher, mas têm que cumprir pena em unidades masculinas, a não ser que tenham se submetido à cirurgia de mudança de sexo. “Trata-se do grupo mais sujeito a violações. É a parcela mais vulnerável.”

BOAS EXPERIÊNCIAS 

Minas foi o primeiro estado a oferecer alas LGBT em presídios, em 2009. Atualmente, há 34 detentos – a capacidade máxima – no espaço exclusivo da Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Como a experiência deu certo, foi criada uma ala LGBT no presídio de Vespasiano, na Grande BH, onde 33 homossexuais cumprem pena.

O presídio de Porto Alegre foi o segundo a ter espaços exclusivos para LGBT, criados em abril de 2012. Na Paraíba, as alas para travestis e transexuais funcionam há pouco mais de dois meses nos presídios Roger, na capital, e Serrotão, em Campina Grande. Em Mato Grosso, a ala foi criada há sete meses e, hoje, abriga seis presos.

Fonte:Estado de Minas

COMISSÃO DE FELICIANO APROVA PROJETO QUE PERMITE A TEMPLOS NÃO ACEITAR HOMOSSEXUAIS

O deputado homofóbico Washington Reis (PMDB-RJ) é o autor do projeto de lei
Sob o comando do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou nesta quarta-feira (16) projeto de lei que livra os templos religiosos, padres e pastores, de serem enquadrados na lei de discriminação se vetarem a presença e participação de pessoas "em desacordo com suas crenças".
Na prática, a proposta quer evitar que os religiosos sejam criminalizados caso se recusem a realizar casamentos homossexuais, batizados ou outras cerimônias de filhos de casais gays ou mesmo aceitar a presença dessas pessoas em templos religiosos.
Autor do projeto, o deputado Washington Reis (PMDB-RJ) propõe alterar uma lei de 1989 que define como crime praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Essa norma estabelece prisão de um a três anos para tais situações.
Segundo parlamentares, essa lei é utilizada atualmente por homossexuais que se sentem discriminados. A criação de uma lei específica contra a discriminação de gays sofre resistência no Congresso.
"Deve-se a devida atenção ao fato da prática homossexual ser descrita em muitas doutrinas religiosas como uma conduta em desacordo com suas crenças. Em razão disso, deve-se assistir a tais organizações religiosas o direito de liberdade de manifestação", afirmou Reis.
A posição foi reforçada pelo relatório do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). "O alcance da lei, antes voltado mais à questão racial, tem sido ampliado, tendendo a estender proteção também à prática homossexual. Assim, a proposta esclarece melhor o alcance da referida norma ao diferenciar discriminação de liberdade de crença", disse ele.
"As organizações religiosas têm reconhecido direito de definir regras próprias de funcionamento e inclusive elencar condutas morais e sociais que devem ser seguidas por seus membros", completou Bolsonaro.
O texto, que foi aprovado pela comissão formada majoritariamente por evangélicos, segue para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
Fonte:JC

POLÍCIA QUEIMA CASAS DE HOMOSSEXUAIS NA JAMAICA

A polícia jamaicana está sendo acusada de queimar as propriedades de homens gays e bissexuais em Kingston, capital do país.
De acordo com reportagem de uma TV local, os homens eram prostitutos e a polícia os acusa de assediarem verbalmente os homens que transitavam no local, uma das ruas mais movimentadas do bairro de New Kingston.
“Apesar do Comissário da Polícia jamaicana ter emitiu uma directiva de que as vítimas LGBT não devem ser discriminadas, e de ter havido notícias recentes que mostram a polícia jamaicana resgatando gays de ataques da máfia, é claro que existe muito trabalho a ser feito com a polícia para que eles respeitem e apoiem os direitos humanos de gays jamaicanos vulneráveis”, afirmou o  advogado e ativista jamaicano Maurice Tomlinson, ao site “Gay Star News”.
Com informações: Parou Tudo

5ª PARADA PELA DIVERSIDADE SEXUAL DE PACATUBA ACONTECE NO DOMINGO 03 DE NOVEMBRO

Acontece no domingo 03 de Novembro a 5ª Parada pela Diversidade Sexual de Pacatuba, município da região metropolitana de Fortaleza.
Com tema: NA TERRA DA PAIXÃO NÃO PODE HAVER DISCRIMINAÇÃO! A Parada contará com o show da banda Forró de Salto e DJs de Fortaleza.
A concentração será a partir das 15:00 no Portal do Turismo Centro de Pacatuba.